Blog do Labjor

Laboratório do curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza

Orquídeas para cada mês

Cattleya-labiata-rubra/ Foto: Divulgação

Você sabia que a cada mês as orquídeas florescem com flores diferentes? A mistura de cores, formas, texturas e perfumes, encanta e atrai olhares. Segundo o ex- presidente da Associação Cearense de Orquidófilos (ACEO), Ítalo Gurgel, cada espécie tem sua época mais propícia para florar. “De janeiro a dezembro temos orquídeas floridas no Ceará. São 100 espécies nativas, inclusive a Cattleya Labiata, a mais bela de todas que vegeta na natureza em altitudes superiores a 600 metros”.

Os apaixonados pelo cultivo das frágeis e encantadoras flores sabem dos cuidados necessários para manter a planta viçosa. Existem alguns segredos para conservar a orquídea florida por mais tempo, além da luminosidade, ventilação e bom substrato. Para Gurgel, a maioria se adapta a condições de cultivo padronizadas, enquanto outras são mais exigentes. É primordial estudar a planta, pois cada uma tem sua peculiaridade.

Tempos atrás, eram retiradas da natureza para serem vendidas. Atualmente são produzidas dezenas de milhares de mudinhas da espécie em laboratório, o que barateou as plantas. Para o especialista, há cultivadores que preferem as espécies tal como ocorrem na natureza, outros valorizam os híbridos. Elas podem ser cultivadas em qualquer ambiente, basta que se atente aos cuidados básicos, atenção às pragas e doenças próprias de plantas cultivadas.

Ao contrário do que se pensa, são plantas rústicas e fáceis de manter, mas levam mais de quatro anos para atingir a idade adulta. Para Gurgel, o ciclo vegetativo é muito lento, algumas espécies levam de três a quatro anos entre a semeadura até a planta atingir a floração, outras levam de sete a oito anos.

Nomenclatura convencionada

Laelia-purpurata. Também conhecida por "milionária"/ Foto:Divulgação

Elas têm nome e sobrenome escrito em latim ou em grego, para facilitar o reconhecimento da mesma planta. As mais populares Cattleya labiata (do Nordeste), a Cattleya walkeriana (do Cerrado) e a Laelia purpurata (do Sul). Segundo o ex-presidente (ACEO), a nomenclatura científica (em latim ou em grego latinizado) é imprescindível a fim de padronizar, no mundo inteiro, a identificação das milhares de espécies de orquídea.

Texto: Gizela Farias (gizelafarias@gmail.com)

Orientação: Prof. Jocélio Leal

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Publicado às 1 de dezembro de 2011 por em 1 e marcado .
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