Deu Trabalho

por Katryne Rabelo e Rodrigo Colares

O jornal SOBPRESSÃO 18 recebe conteúdo extra online. Nesta edição, um texto saiu diferente de todos os outros, com a proposta de experimentar outro estilo jornalístico. A matéria “Deu trabalho” foi inspirada nos moldes das soft news, jornalismo de criação ou “infoentretenimento”, ou seja, o jornalismo que diverte informando (ou informa divertindo).

Há uma vasta discussão sobre o “infoentretenimento” ser jornalístico ou não, mas esses formatos, que surgiram em meados dos anos 80 nos Estados Unidos, têm uma característica peculiar que faz de sua estrutura uma das mais lidas em todo mundo: o uso do humor, da informalidade e da proximidade com o leitor.

O texto segue o molde temático do jornal e aborda algumas profissões incomuns, engraçadas e até trágicas. Profissões que em cada época da história do trabalho humano tiveram sua importância e respeito. O motivo da escolha pelo “infoentretenimento” foi a proposta de uma leitura leve e complementar.

Fungier L’Odeur du Suvaqeur

O "cheirador de axila" era comum na França
O "cheirador de axila" era comum na França

Profissão criada na França com intuito de testar a duração dos aromas dos perfumes. As chamadas “Fungiers” sentiam o odor das axilas de hora em hora, e anotavam a durabilidade do perfume, sua fragrância, entre outras coisas. Normalmente as “Fungiers” se aposentavam por invalidez nasal, mas as que conseguiam ficar por mais de 10 anos na profissão eram chamadas de “Mestres Del Odeur”!

Provador de Caixões

provador de caixões
Fonte Web

Além do gato, você conhece alguém que tenha mais que 7 vidas?O provador de caixões tem cerca de 30, já que “morre” aproximadamente 30 vezes por dia para medir o conforto dos caixões. Estes são avaliados em Super Luxo (5 estrelas), Luxo (4 estrelas), Especial (3 estrelas), Simples (2 estrelas), Econômico (1 estrela) e Caixote (que não tem estrela nenhuma). Nesse trabalho é proibido cochilar, pois seu cochilo pode ser eterno…

Nomeclator (“Papagaio de Aristocrata”)

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Fonte Web

Os ilustres de Roma contavam com um escravo cuja função era lhes acompanhar durante as festas e lembrá-los os nomes das pessoas que encontravam nas ruas e eventos. A necessidade de “fazer o social” era tão grande, que alguns senadores tinham dois nomeclatores.


Bacchus, de Caravaggio. 1596
Bacchus, de Caravaggio. 1596

“Promoter” de Orgias

Antes que você se anime, entre os religiosos da Grécia antiga, a palavra orgia tinha outro significado… Nada de bagunça e sexo livre: as orgias eram organizadas minuciosamente por figuras religiosas para rituais secretos que envolviam danças desinibidas, alto consumo de vinho, e, claro, contato sexual. Quem está fora quer entrar e quem está dentro não quer sair de jeito nenhum.

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