Palavra de consultor

ENTREVISTADO: GUSTAVO FLEURY

Por Ariel Sudário

Com um sotaque inconfundível do interior de São Paulo, mais especificamente de Jaboticabal, o jornalista e consultor em marketing político Gustavo Fleury, 32 anos,  aproximou-se dos estudantes que iam fazer sua entrevista e perguntou: “São vocês que vão fazer a entrevista, não é? Só pode ser, são os diferentes aqui”, fazendo referência à idade e à maneira de se vestir diferentes daqueles que foram à sua palestra no Hotel Beira Mar, em plena sexta-feira à noite.

Fleury é categórico quando o assunto é políticos aderindo à internet e acredita que não adianta querer vender uma imagem on-line que não se é na vida real. No ano passado, quando lançou seu livro “Eleições 2008. O Brasil e o efeito Obama”, o jornalista analisou o que a onda da eleição do presidente americano repercutiu nas eleições brasileiras e concluiu que muitas estratégias usadas lá podem ser usadas por aqui.

O que os candidatos à Presidência, principalmente Dilma e Serra, podem aprender com o Obama em termos de marketing político? O que foi feito lá que se pode aplicar aqui no Brasil?

Gustavo Fleury: Olha, principalmente na questão da internet. O que o Obama fez na internet? Organizou a campanha. O Obama utilizou muito bem a internet para organizar uma campanha que está no mesmo nível de uma no Brasil: em um país grande e em uma campanha nacional, que é a para Presidente da República. A segunda questão é a mobilização de pessoas. O Obama conseguiu mobilizar muitas pessoas utilizando também a internet. Isso, de certa forma, a gente vai ter. E também a construção de ferramentas para se criar uma comunicação mais rápida e mais eficiente. Uma comunicação interativa.

A internet constitui uma comunicação de duas vias. Na televisão, no rádio e no jornal o candidato fala e o eleitor não tem condições de voltar para o candidato aquilo que ele está achando. Na internet, não. É isso que é ser de duas vias. Na interatividade, eu falo, mas eu deixo você falar, eu discuto, nós discutimos um mesmo projeto, uma ação. Então, esses são os pontos principais da internet que o Obama aplicou e que os brasileiros devem saber aplicar. Questões de organização, mobilização, o uso da tecnologia para a comunicação ser mais eficiente, mais rápida em um país tão extenso quanto o Brasil e o Estados Unidos.

Há também a questão da arrecadação. O Obama conseguiu arrecadar o equivalente a R$ 1,5 bilhão durante a campanha dele e um terço disso veio pela internet, por doação. Isso talvez não seja um aprendizado para a Dilma e para o Serra, mas é um aprendizado para a Marina. Ela está começando um projeto grande para receber doações pela internet, justamente porque ela está com uma campanha que não tem apoio político, logo, não tem dinheiro. Então, ela vai tentar fazer isso que o Obama fez. Ele conseguiu todo apoio em dinheiro muito em parte daquilo que ele estava fazendo na internet.

É impossível hoje se falar em interatividade na internet sem se lembrar do Twitter. Praticamente todos os políticos hoje estão aderindo a ele. Um candidato já começa com uma vantagem se responde aos eleitores?

Gustavo Fleury: Na realidade, é o seguinte: é obvio que é uma vantagem, mas tem que ter uma preparação para o político entrar na internet. As pessoas que vão buscar informações sobre ele e vão interagir com ele, vão porque ele tem algum trabalho interessante no mundo físico. Então, não basta trabalhar só o virtual. As redes sociais são importantes, sim. O Obama começou a trabalhar esse conceito de rede social através de ações físicas, a partir da relação pessoa a pessoa, depois que isso foi trazido para a internet. Então, o que acontece é que os eleitores só vão procurar informações de candidatos que consideram interessantes para eles.

Quando você entra na internet em busca de informação, você quer seguir alguém no Twitter, ou você quer entrar em um blog, ou você quer mandar um email é porque ele é um bom produto, que é como a gente denomina. É porque o candidato é alguém viável, alguém que tem um bom histórico, uma boa mensagem. Não basta ele tentar se vender como uma pessoa na internet que ele não seja no mundo real. Então, o candidato deve entrar na internet, é obvio; qualquer candidato hoje tem que estar na internet, mas tem que saber usar bem esse recurso da comunicação e ser a representação daquilo que ele já é no mundo real.

É a primeira vez que o Nordeste recebe o Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político. E o senhor está aqui em Fortaleza realizando um curso sobre Marketing Político. O senhor acredita que o Marketing Político é uma alternativa para o Jornalismo?

Gustavo Fleury: Não é só uma alternativa, é um mercado de trabalho. Infelizmente os estudantes, tanto de jornalismo, quanto de publicidade, ainda não abriram os olhos para esse mercado fabuloso, que tem emprego demais, sobra emprego no Brasil e em todos os lugares. Por exemplo, vocês, alunos da Unifor, tem uma cadeira sobre isso, mas é optativa. E até em outras faculdades, às vezes, essa é uma cadeira mal dada, que não se sabe ensinar direito, não se tem bons professores e boas informações sobre isso. Para completar, mesmo quando tem um professor competente no assunto, os alunos não conseguem entender, porque eles veem marketing político, esquecem do marketing e pensam só no político. A política é, infelizmente, um assunto desacreditado no país, mas o marketing político é um outro tipo de trabalho, no qual se tenta melhorar essa concepção ruim. Lembrando que o marketing político não tem nada a ver com ciência política. Nós trabalhamos com a comunicação voltada para as eleições, para o Governo. Esse mercado de trabalho só cresce e a internet está aí, para comprovar isso. Por exemplo, a Dilma contratou recentemente um profissional só para cuidar das redes sociais; o Serra contratou uma jornalista para cuidar só do Twitter. E ainda tem mais uma coisa: no marketing político você pode trabalhar para vários patrões, ganhar mais dinheiro, o que no rádio, na televisão ou no jornal não é possível.

Aqui no Ceará o governador Cid é praticamente candidato  único , porque os outros políticos não querem se candidatar por falta de apoio. Que conselho você daria ao político que quer se candidatar, mas sabe que já vai entrar na disputa em desvantagem?

Gustavo Fleury:O conselho de marketing que eu tenho para dar é o seguinte: o Cid é um cara consagrado, tá todo mundo com medo de se lançar contra ele, porque ele tende a ganhar, sim. Porém, o outro partido tem que ter na cabeça que vai entrar para perder, mas que tem que se posicionar. É o caso da Marina Silva. Ela tende a não ganhar, mas ela precisa dessa eleição para demarcar um território, para construir uma imagem boa. Qualquer consultor em marketing político coerente, profissional, diz: ‘eu não prometo que vou ganhar a sua eleição, mas prometo que você vai sair melhor do que quando você entrou na campanha’ ou ‘vou te posicionar de uma maneira que vai fazer você, mais para frente, ganhar uma eleição’. Foi o que aconteceu com o Lula também.

Então, qualquer candidato no Ceará que pense em um dia ser governante fora desse grupo do Cid, porque um dia o Cid vai sair, tem que começar um trabalho, mostrar-se diferente. Foi o que o irmão dele, Ciro Gomes, fez ao longo de todo esse tempo tentando ser candidato e tentando ser diferente e melhor que Dilma. Agora todo mundo fala ‘o Ciro tá queimado, tudo o que ele fez foi em vão’. Gente, não foi em vão. É todo um processo que talvez ele não colha os frutos agora, mas daqui quatro anos ele vai colher. Ao contrário de outras pessoas que quiseram ser candidatos do PT, ou do PC do B e ficaram quietinhos, só porque já tem a Dilma.

Como ex-assessor do Congresso Nacional, qual o senhor acha que é o erro mais frequente do político quando lida com a mídia?

Gustavo Fleury: Há vários. Por exemplo, tem político que não entende que uma entrevista é uma janela que se abre, um espaço que você pode colocar sua mensagem, algo que o posicione, que mostre que ele tem uma bandeira clara, qual o seguimento que ele defende, se é a saúde, a educação. E em relação à imprensa, outro erro muito grave dos políticos, principalmente em Brasília, é acreditar que um bom trabalho, ou um bom projeto automaticamente será noticiado. Isso não existe. Mídia é algo que tem que ser conquistado, batalhado, por isso que o político tem que ter um bom assessor de imprensa que conquiste essa guerra para ele. E tem que ter cuidado com a questão do off. Brasília tem muitos problemas com isso. Essa relação muito próxima entre jornalistas e políticos exige muito cuidado. O político tem que lembrar que jornalista é jornalista até debaixo d’água, dentro de um helicóptero, dormindo, em qualquer momento ele é jornalista. Ele pode talvez deixar de ser político e começar a ser o homem que ele é em um evento, por exemplo, mas o jornalista é jornalista sempre.

O senhor está sempre ressaltando a importância do marketing pós-eleitoral. Por que é tão importante trabalhar o depois e não só o durante?

Gustavo Fleury: Eleição é uma guerra que dura quatro meses. Um mandato é uma guerra que dura quatro anos. Se você não se comunicar durante o mandato, quando chegar à eleição, as pessoas vão perguntar quem é você e o que você fez, aí você não vai ter tempo de persuadir as pessoas a votar em você. No marketing político eleitoral, trabalha-se muito a propaganda, a persuasão, menos a comunicação. Já no pós-eleitoral, você tem todo um tempo, então você deve se comunicar periodicamente com seus eleitores para eles formarem um conceito. Depois, quando chegar à eleição, você vai trabalhar com a persuasão. Por isso, o marketing pós-eleitoral é a campanha permanente, que nunca acaba.

Algum prognóstico para a eleição para presidente?

Gustavo Fleury: Prognóstico? Espera aí, vou jogar meus búzios! É, gente, em minha opinião, e eu falo isso desde o ano passado, Dilma Rousseff é a nova presidente do Brasil e acabou. E tudo o que está acontecendo esse ano está me mostrando que não tem jeito: Serra não tem chance, Marina não tem chance. A Dilma tem todos os requisitos e eu poderia ficar aqui falando até as cinco horas da manhã os motivos. Ela é a nova presidente do Brasil. 

Com um sotaque inconfundível do interior de São Paulo, mais especificamente de Jaboticabal, o jornalista e consultor em marketing político Gustavo Fleury, 32 anos,  aproximou-se dos estudantes que iam fazer sua entrevista e perguntou: “São vocês que vão fazer a entrevista, não é? Só pode ser, são os diferentes aqui”, fazendo referência à idade e à maneira de se vestir diferentes daqueles que foram à sua palestra no Hotel Beira Mar, em plena sexta-feira à noite.

Fleury é categórico quando o assunto é políticos aderindo à internet e acredita que não adianta querer vender uma imagem on-line que não se é na vida real. No ano passado, quando lançou seu livro “Eleições 2008. O Brasil e o efeito Obama”, o jornalista analisou o que a onda da eleição do presidente americano repercutiu nas eleições brasileiras e concluiu que muitas estratégias usadas lá podem ser usadas por aqui.

O que os candidatos à Presidência, principalmente Dilma e Serra, podem aprender com o Obama em termos de marketing político? O que foi feito lá que se pode aplicar aqui no Brasil?

Gustavo: Olha, principalmente na questão da internet. O que o Obama fez na internet? Organizou a campanha. O Obama utilizou muito bem a internet para organizar uma campanha que está no mesmo nível de uma no Brasil: em um país grande e em uma campanha nacional, que é a para Presidente da República. A segunda questão é a mobilização de pessoas. O Obama conseguiu mobilizar muitas pessoas utilizando também a internet. Isso, de certa forma, a gente vai ter. E também a construção de ferramentas para se criar uma comunicação mais rápida e mais eficiente. Uma comunicação interativa.

A internet constitui uma comunicação de duas vias. Na televisão, no rádio e no jornal o candidato fala e o eleitor não tem condições de voltar para o candidato aquilo que ele está achando. Na internet, não. É isso que é ser de duas vias. Na interatividade, eu falo, mas eu deixo você falar, eu discuto, nós discutimos um mesmo projeto, uma ação. Então, esses são os pontos principais da internet que o Obama aplicou e que os brasileiros devem saber aplicar. Questões de organização, mobilização, o uso da tecnologia para a comunicação ser mais eficiente, mais rápida em um país tão extenso quanto o Brasil e o Estados Unidos.

Há também a questão da arrecadação. O Obama conseguiu arrecadar o equivalente a R$ 1,5 bilhão durante a campanha dele e um terço disso veio pela internet, por doação. Isso talvez não seja um aprendizado para a Dilma e para o Serra, mas é um aprendizado para a Marina. Ela está começando um projeto grande para receber doações pela internet, justamente porque ela está com uma campanha que não tem apoio político, logo, não tem dinheiro. Então, ela vai tentar fazer isso que o Obama fez. Ele conseguiu todo apoio em dinheiro muito em parte daquilo que ele estava fazendo na internet.

É impossível hoje se falar em interatividade na internet sem se lembrar do Twitter. Praticamente todos os políticos hoje estão aderindo a ele. Um candidato já começa com uma vantagem se responde aos eleitores?

Gustavo: Na realidade, é o seguinte: é obvio que é uma vantagem, mas tem que ter uma preparação para o político entrar na internet. As pessoas que vão buscar informações sobre ele e vão interagir com ele, vão porque ele tem algum trabalho interessante no mundo físico. Então, não basta trabalhar só o virtual. As redes sociais são importantes, sim. O Obama começou a trabalhar esse conceito de rede social através de ações físicas, a partir da relação pessoa a pessoa, depois que isso foi trazido para a internet. Então, o que acontece é que os eleitores só vão procurar informações de candidatos que consideram interessantes para eles.

Quando você entra na internet em busca de informação, você quer seguir alguém no Twitter, ou você quer entrar em um blog, ou você quer mandar um email é porque ele é um bom produto, que é como a gente denomina. É porque o candidato é alguém viável, alguém que tem um bom histórico, uma boa mensagem. Não basta ele tentar se vender como uma pessoa na internet que ele não seja no mundo real. Então, o candidato deve entrar na internet, é obvio; qualquer candidato hoje tem que estar na internet, mas tem que saber usar bem esse recurso da comunicação e ser a representação daquilo que ele já é no mundo real.

É a primeira vez que o Nordeste recebe o Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político. E o senhor está aqui em Fortaleza realizando um curso sobre Marketing Político. O senhor acredita que o Marketing Político é uma alternativa para o Jornalismo?

Gustavo: Não é só uma alternativa, é um mercado de trabalho. Infelizmente os estudantes, tanto de jornalismo, quanto de publicidade, ainda não abriram os olhos para esse mercado fabuloso, que tem emprego demais, sobra emprego no Brasil e em todos os lugares. Por exemplo, vocês, alunos da Unifor, tem uma cadeira sobre isso, mas é optativa. E até em outras faculdades, às vezes, essa é uma cadeira mal dada, que não se sabe ensinar direito, não se tem bons professores e boas informações sobre isso. Para completar, mesmo quando tem um professor competente no assunto, os alunos não conseguem entender, porque eles veem marketing político, esquecem do marketing e pensam só no político. A política é, infelizmente, um assunto desacreditado no país, mas o marketing político é um outro tipo de trabalho, no qual se tenta melhorar essa concepção ruim. Lembrando que o marketing político não tem nada a ver com ciência política. Nós trabalhamos com a comunicação voltada para as eleições, para o Governo. Esse mercado de trabalho só cresce e a internet está aí, para comprovar isso. Por exemplo, a Dilma contratou recentemente um profissional só para cuidar das redes sociais; o Serra contratou uma jornalista para cuidar só do Twitter. E ainda tem mais uma coisa: no marketing político você pode trabalhar para vários patrões, ganhar mais dinheiro, o que no rádio, na televisão ou no jornal não é possível.

Aqui no Ceará o governador Cid é praticamente candidato  único , porque os outros políticos não querem se candidatar por falta de apoio. Que conselho você daria ao político que quer se candidatar, mas sabe que já vai entrar na disputa em desvantagem?

Gustavo: O conselho de marketing que eu tenho para dar é o seguinte: o Cid é um cara consagrado, tá todo mundo com medo de se lançar contra ele, porque ele tende a ganhar, sim. Porém, o outro partido tem que ter na cabeça que vai entrar para perder, mas que tem que se posicionar. É o caso da Marina Silva. Ela tende a não ganhar, mas ela precisa dessa eleição para demarcar um território, para construir uma imagem boa. Qualquer consultor em marketing político coerente, profissional, diz: ‘eu não prometo que vou ganhar a sua eleição, mas prometo que você vai sair melhor do que quando você entrou na campanha’ ou ‘vou te posicionar de uma maneira que vai fazer você, mais para frente, ganhar uma eleição’. Foi o que aconteceu com o Lula também.

Então, qualquer candidato no Ceará que pense em um dia ser governante fora desse grupo do Cid, porque um dia o Cid vai sair, tem que começar um trabalho, mostrar-se diferente. Foi o que o irmão dele, Ciro Gomes, fez ao longo de todo esse tempo tentando ser candidato e tentando ser diferente e melhor que Dilma. Agora todo mundo fala ‘o Ciro tá queimado, tudo o que ele fez foi em vão’. Gente, não foi em vão. É todo um processo que talvez ele não colha os frutos agora, mas daqui quatro anos ele vai colher. Ao contrário de outras pessoas que quiseram ser candidatos do PT, ou do PC do B e ficaram quietinhos, só porque já tem a Dilma.

Como ex-assessor do Congresso Nacional, qual o senhor acha que é o erro mais frequente do político quando lida com a mídia?

Gustavo: Há vários. Por exemplo, tem político que não entende que uma entrevista é uma janela que se abre, um espaço que você pode colocar sua mensagem, algo que o posicione, que mostre que ele tem uma bandeira clara, qual o seguimento que ele defende, se é a saúde, a educação. E em relação à imprensa, outro erro muito grave dos políticos, principalmente em Brasília, é acreditar que um bom trabalho, ou um bom projeto automaticamente será noticiado. Isso não existe. Mídia é algo que tem que ser conquistado, batalhado, por isso que o político tem que ter um bom assessor de imprensa que conquiste essa guerra para ele. E tem que ter cuidado com a questão do off. Brasília tem muitos problemas com isso. Essa relação muito próxima entre jornalistas e políticos exige muito cuidado. O político tem que lembrar que jornalista é jornalista até debaixo d’água, dentro de um helicóptero, dormindo, em qualquer momento ele é jornalista. Ele pode talvez deixar de ser político e começar a ser o homem que ele é em um evento, por exemplo, mas o jornalista é jornalista sempre.

O senhor está sempre ressaltando a importância do marketing pós-eleitoral. Por que é tão importante trabalhar o depois e não só o durante?

Gustavo: Eleição é uma guerra que dura quatro meses. Um mandato é uma guerra que dura quatro anos. Se você não se comunicar durante o mandato, quando chegar à eleição, as pessoas vão perguntar quem é você e o que você fez, aí você não vai ter tempo de persuadir as pessoas a votar em você. No marketing político eleitoral, trabalha-se muito a propaganda, a persuasão, menos a comunicação. Já no pós-eleitoral, você tem todo um tempo, então você deve se comunicar periodicamente com seus eleitores para eles formarem um conceito. Depois, quando chegar à eleição, você vai trabalhar com a persuasão. Por isso, o marketing pós-eleitoral é a campanha permanente, que nunca acaba.

Algum prognóstico para a eleição para presidente?

Gustavo: Prognóstico? Espera aí, vou jogar meus búzios! É, gente, em minha opinião, e eu falo isso desde o ano passado, Dilma Rousseff é a nova presidente do Brasil e acabou. E tudo o que está acontecendo esse ano está me mostrando que não tem jeito: Serra não tem chance, Marina não tem chance. A Dilma tem todos os requisitos e eu poderia ficar aqui falando até as cinco horas da manhã os motivos. Ela é a nova presidente do Brasil.

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