“O caldeirão tá fervendo”

Foi com essa expressão que Carlos Bittencourt, sócio na agência Ipisilon, professor e coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unifor, definiu o atual mercado publicitário nas mídias sociais, nesta manhã (22/11). Convidado para debater sobre o campo profissional na disciplina de Teoria da Comunicação, Bittencourt deixou bem claro que o estudante de Comunicação Social não pode se acomodar. A cada dia surgem novas ferramentas e novos mercados e se você [profissional] não enxergar isso rápido, outra pessoa vai enxergar”, alertou Bittencourt.
 

Carlos Bittencourt não imagina uma empresa que não tenha Twitter. / Foto: Wolney Batista

As favoritas do momento
Ao lado do Twitter, o Facebook é hoje tido como uma excelente plataforma publicitária. Campanhas simples e sem muitos gastos, rapidamente ganham repercussão.

Foi o caso do aplicativo “Bloqueia véio”, disponível no Orkut e Facebook, criado pela empresa de telefonia TIM, no qual pedia ao usuário do site que fizesse um simples teste de audição. Ao fim, mesmo o resultado sendo negativo, o internauta era solicitado a indicar mais 8 amigos, e se estes também respondessem o teste, ele ganharia um chip pré-pago com várias vantagens. A ideia foi vista com bons olhos por Bittencourt. “Achei genial. Eu queria ter feito essa campanha. Foi a mesma coisa que a loja de roupas de Fortaleza, Desconexo, fez e que, em pouco tempo, chegou a 6 mil pessoas”.  
 

A polêmica ação promocional da TIM, que atingiu 3 milhões de pessoas, é elogiada por Bittencourt. / Foto: Internet

Apesar do boom que as novas mídias tiveram nos últimos anos, o coordenador esclareceu que é impossível fazer uma boa campanha publicitária sem usar plataformas mais tradicionais. “Clientes mais jovens acreditam que podem resolver tudo nas novas mídias. Ainda não é assim”, esclarece Bittencourt, completando que apesar de o email ser coisa de “velho” ele ainda é usual.

Quando questionado sobre o que seria mais fácil: atingir uma grande massa ou um nicho, o coordenador foi incisivo:“se eu fosse ter que explicar pra todo mundo o que é Star Trek, por exemplo, perderia muito tempo. É mais fácil eu ir em um blog direcionado a série, descobrir uma pessoa, que ela vai me levar até os demais”.

O futuro dos impressos
Há muito tempo as publicações impressas passam por uma crise financeira, informou o publicitário. Com a chegada da Internet, principalmente, esses veículos precisaram se reinventar. A mais recente tentativa é na diagramação de suas páginas, que agora, tentam cada vez mais se aproximar da aparência virtual. “A revista conseguiu entender esse momento melhor do que o jornal”, disse Bittencourt, que citou como um fator importante a busca delas por públicos segmentados.

Texto de Wolney Batista

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