Uma conversa descontraída com Zezé Motta

A bem humorada Zezé Motta estará até domingo (3 de abril) em Fortaleza com o espetáculo “Zezé, a Divina”. Ontem, dia 1°, ela concedeu entrevista ao Labjor.

Fotos: Alan Lima

Reclamando do frio do Teatro, a cantora e atriz foi sentar-se à beira do palco para a entrevista. “Eu já era fã de Elizeth (Cardoso) e tinha intimidade com essas cantoras, através do meu pai, que era músico”, afirmou Zezé, pouco tempo antes de começar a primeira apresentação em Fortaleza.

Zezé Motta já havia homenageado Luís Melodia e Caetano Veloso. Agora está com este projeto à Elizeth Cardoso desde 2000, quando, segundo ela, teve um insight e lançou o disco “Divina Saudade”. Na equipe do espetáculo estão nomes como o maestro Ricardo Maccord, ao piano, e Roberto Menescal juntamente de Flávio Mendes na direção musical. Segundo Zezé, a relação com Menescal é profissional e de grande admiração. “Ele, como artista, é muito sensível”, declarou.

Além de cantora e atriz, ela é ativa na defesa dos direitos de igualdade dos negros no Brasil. Contou as dificuldades de ser reconhecida e os preconceitos a que foi submetida em sua trajetória. “Assim que comecei, descobri que não era fácil, mas descobri, também, que para o artista negro era mais difícil, porque nós ainda temos um padrão de beleza importado (europeu), e beleza vende”. Aos negros, os papeis reservados eram de menor participação. Mas ela diz-se alegre por a sociedade estar mudando em relação a isso. Taís Araújo, ela e Lázaro Ramos (atualmente, na telenovela “Insensato Coração”), exemplificando, estão recebendo papeis de grande importância e participação. “Eu participei da luta de denunciar e de cobrar da mídia essa discriminação”.

Ainda sobre a questão do negro no Brasil, Zezé posiciona-se a favor das cotas nas universidades. “Acho que o País tem uma dívida com o negro, e ela tem de ser paga de alguma maneira. As cotas são uma maneira de minimizar essa desigualdade. Vejo-as com bons olhos, porque acho que é uma medida provisória. Acredito que, em décadas, não precisaremos mais delas”.

Ao final da entrevista, com uma risada leve e descontraída, afirmou que o atual projeto é dedicar-se à novela Rebelde (Rede Record) e, como ela disse: “escapulir no final de semana para cantar ‘Divina Saudade’ ou ‘Negra Melodia’”.

Serviço
Zezé A Divina
Dias:Até  3 de abril de 2011
Sessão: domingo, às 19h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Informações: 3477-3033 / 3477-3175

Texto de Camila Holanda

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