Trabalho não mata, mas não é bom arriscar

 

Foto: Internet

Você está com um esgotamento físico e mental que se manifesta em comportamentos negativos, como, por exemplo, agressividade, mau humor, dificuldade de concentração e baixa estima, todos relacionados com o seu trabalho? Então, isso é a síndrome de Burnout. Que é um tipo de estresse ocupacional que reflete com maior grau e agudeza entre os profissionais cuja profissão exige um relacionamento constante com as outras pessoas.

A palavra é uma junção entre dois termos: burn (queima) e out (exterior). A síndrome acontece principalmente em trabalhadores altamente entusiasmados, que reagem ao estresse da labuta trabalhando ainda mais até entrar em colapso. Isso está relacionado ao que o trabalhador doa de si, ou seja, que investe no seu trabalho, e aquilo que recebe, como, o reconhecimento do chefe e dos colegas, disse psicóloga clinica Carmelita Gomes Rodrigues.

Ela descreveu que aquele tipo de esgotamento provocado pelo Burnout é bem diferente. “O estresse comum é um esgotamento pessoal com interferência na vida do indivíduo sem, necessariamente, estar relacionado ao trabalho do indivíduo”. Ao contrário da sindrome que envolve condutas e attitudes em relação ao exercício laborial.

As conseqüências

Dedicação excessiva a atividade e o reconhecimento profissional são as causas da Síndrome de Burnout que afeta o funcionamento biológico, psicoemocional e social da pessoa. Por isso, as pessoas que sofrem com aquele distúrbio perdem o interesse em se relacionar com os seus semelhantes e o desinteresse geral para com a vida. E tal desmotivação pode provocar um estresse crônico e levar ao quadro de cansaço emocional, isto é, a falta de energia e o sentimento de esgotamento afetivo, de acordo com Carmelita.

Outra conseqüência psicologia é que a pessoa começa a tratar os demais de formar fria, insensível e indiferente emocionalmente. Além desses resultados emocionais a síndrome pode provocar ainda, dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, dores musculares, insônia e crises de asmas, de acordo com o diagnóstico do psicólogo clinico, Fabrício Menezes.

Tratamentos

A Síndrome de Burnout tem cura. Para tratamento, é possivel o uso de antidepressivos e psicoterapia, recomendados por profissional qualificado para tal: psiquiatra, disse Fabrício Menezes e acrescenta: “Exercícios físicos e relaxamento são fundamentais”.

Já para Carmelita Gomes há maneira salutar de resolver o estresse provocado pelo esgotamento emocional que é a mudança ou da atividade profissional, caso a pessoa perceber que sua motivação seja incompatível com a atividade que levou desenvolver a Sindrome de Burnout. Como, por exemplo, um policial  que desenvolva esse distúrbio pode retomar sua funcionalidade e motivação para o trabalho após tratamento, mas perceber que não tem o perfil necessário para ser um policial ou descobrir que quer trabalhar com outra coisa. Essa transformação tem sido frequente entre os professores. “Que ao desenvolverem a Síndrome de Burnout passam a ser aproveitados em outras atividades na escola.”, disse a psicóloga.

Texto de Daniel Honorato

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