Ciberjornalismo cultural não se faz só na Web

Palestrante Júlia Lopes destaca a importância de buscar novas pautas na rua. À esquerda, Dellano Rios, à direita, Diego Benevides. / Fotos: Thalyta Martins

Não se prender à redação é a palavra de ordem. Foi o alerta dado pelos palestrantes ao público que lotou o auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor) nesta manhã, 30. Com o tema “Jornalismo cultural na internet: possibilidades”, o encontro fez parte do ciclo de palestras do Ciberdebates desse semestre.

Júlia Lopes, repórter do caderno cultural do jornal O povo, Vida & Arte, e co-autora do site “A preço de banana”, destacou a importância de sair da redação em busca de novas pautas. “Tem muita coisa que a gente dá uma voltinha no Centro e encontra”. Dellano Rios, editor do Caderno 3, caderno cultural do Diário do Nordeste, também ressaltou a questão e ainda apontou-a como essencial para não cair no que ele chama de círculo vicioso da web. “Parece que a internet é a matéria-prima dela mesma. É o mesmo discurso”. Para combater esse aspecto o palestrante defendeu que “se eu sou jornalista, eu sou jornalista independente do meio”.

Diego Benevides responde à pergunta sobre crítica cultural

A discussão seguiu em clima descontraído com a apresentação de Diego Benevides, editor chefe do “Cinema com rapadura”, um dos portais nacionais de referência em cinema. Ele declarou que, na web, o bom texto dificilmente recebe comentários. Enquanto o contrário se dá de forma massiva. “Eu escrevo alguns textos e sei que vou ser trolado (que vão falar mal)”. Na opinião dele “a gente não pode alienar”, não pode continuar reproduzindo na internet o que já foi divulgado na própria. Por isso “a equipe deve estar preparada para decifrar os sites”.

Após as falas dos três palestrantes, a mediadora abriu para perguntas da plateia e recebeu questões enviadas pelo Twitter. Além de acompanhar o debate por essa rede social, também foi possível fazer isso ao vivo pelo Ustream. Além disso, os slides utilizados por Diego já estão disponíveis aqui. O Ciberdebates também está no Twitter, no Facebook e no Blogspot, onde novas postagens serão feitas sobre a cobertura do evento.

Texto de Marília Pedroza

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