Comunicação integrada e redes sociais no 2º Ciberdebates

Apolônio Aguiar abre o 2º Ciberdebates do semestre/Foto: Eduardo Buchholz

Satisfação, este foi o sentimento do público que assistiu ao segundo Ciberdebates do semestre, Comunicação Integrada e Redes Sociais. O evento levou cerca de 140 pessoas para assistir ao debate e contou com a presença de Apolônio Aguiar (AD2M Engenharia de comunicação), Paulo Santiago (Avanz Soluções Digitais ), Gabriel Ramalho (organizador do evento “Papos em Rede”) e Lucas Mororó (HD Mais Comunicação Digital)  como debatedores.

Apolônio Aguiar/Foto: Eduardo Buchholz

O que a comunicação integrada tem a ver com as redes sociais? Foi o que começou respondendo, de uma forma teórica e abrangente, o primeiro palestrante, Apolônio Aguiar. Segundo ele, as redes sociais há muito tempo já existem. No passado, só usávamos a rádio local, a “rádio peão” (conversa entre os funcionários da empresa que organizavam campanhas, greves), a “rádio calçada” (coloca notícias na ruas, antes das tecnologias) ou a boca-a-boca (que acontece quando seu irmão lhe pede a opinião de um automóvel que ele está pensando em comprar).

O motivo desse termo nos parecer novo vem da junção da comunicação com as novas tecnologia. Foi justamente aí onde a internet deu a possibilidade de oferecer uma aproximação maior com os públicos das empresas, tanto externo quanto interno. Para Apolônio, “os meios se renovam, mas uma coisa não mata a outra, a TV não matou o rádio e as novas redes não vão matar a TV. Se você vê aos domingos no Twitter, tem ainda muita gente twitando o que está acontecendo no Faustão”.

O público mudou completamente, não podemos mais diferenciá-lo pela cor, idade, sexo, afinal, “as pessoas hoje são fatiadas em inúmeros interesses e expressam tudo isso nessas novas mídias. Elas não são bonequinhas, não existem mais esses paradigmas e pras empresas isso é um desafio absurdo”. É onde aparecem as novas tecnologias se misturando para atender seus clientes. Por exemplo, hoje a TV se uniu à Internet.

Paulo Santiago/Foto: Eduardo Buchholz

“Quem  aqui tem Twitter?, levanta a mão. Melhor perguntar quem não tem”. Foi assim que começou Paulo Santiago, que abordou pontos fortes das redes sociais. Para ele, todo mundo entende um pouco de mídias sociais, mas o profissional de comunicação se diferencia por entender e saber como se utilizar delas. É preciso tornar o acesso mais atrativo. Ele deu o exemplo de uma empresa que usava da ferramenta para se comunicar com o seu público, no entanto estava trabalhando de uma forma errada. Também citou o caso da Prefeitura de Fortaleza, que usa o Facebook, e como comentou uma aluna na palestra, toda a página parecia “muito chata, monótona, sem imagem”. Foi preciso fazer uma transformação para tornar o conteúdo mais atrativo. Agora você não entra diretamente no mural da página, mas em uma página específica que funciona como uma página de abertura.

Gabriel Ramalho/Foto: Eduardo Buchholz

Para o publicitário Gabriel Ramalho é preciso que haja uma unificação da comunicação integrada com a institucional, a interna e a mercadológica. Claro que é um desafio construir uma comunicação que seja entendida por todos, já que os públicos interno, misto e externo são diferentes entre si e, dentro deles, ainda há suas particularidades. Como o publicitário afirma, “independente do público, minha mensagem deve ser única. Ela é única, mas os instrumentos de comunicação são bem diversificados”. Então o jeito de se falar esta mensagem tem que ser diferente, “não é recomendável usar um discurso de Twitter para o Faceboock”.

Lucas Mororó/Foto: Eduardo Buchholz

Lucas Mororó contou um pouco da história da HDMais, que desde o início teve a intenção de usar a comunicação integrada: “se um cliente vem pra gente e quer fazer uma produção em VT e tá com pouco dinheiro, indico que ele utilize outras redes. Claro que é preciso fazer planejamento e consultoria, saber qual a dificuldade real do client. E a nossa intenção é oferecer soluções a ele. Rede social é uma grande ferramenta hoje, não tem mais pra onde você correr”, é o que Lucas afirma e confirma ao dizer que 90 % dos seus clientes são captados pelo seu site.

O próximo ciberdebates terá como tema “Copa do mundo 2014: desafios de uma cobertura online” que acontecerá no dia 25 de outubro, às 8h, no auditório da biblioteca da Unifor.

Texto: Bruna Feijó
(brunabojo@hotmail.com)

Orientação: Profa. Adriana Santiago

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