[Entrevista]Arsenic pós Rock In Rio

Thiago (terceiro da esquerda para a direita)/Foto: Arquivo pessoal

A banda cearense de pop rock Arsenic, que concorreu ao prêmio do concurso “Olha A Minha Banda”, promovido pelo programa do Caldeirão do Huck, venceu e conquistou o objetivo sonhado por muitos jovens músicos: tocar no Rock In Rio. Formada pelo vocalista Gui, o baixista Thiago, o guitarrista CD e o baterista Ian, meninos com pouco mais de vinte anos, a banda se apresentou no palco Mundo do Rock In Rio ,dia 30 de setembro, dividindo o mesmo público com bandas nacionalmente conhecidas e com uma longa carreira, como Jota Quest, que está ativa há 15 anos, enquanto eles estão há apenas 3 anos. Mas mesmo cedo, já começaram com o pé direito.

Além da conquista mágica de tocar para milhares de pessoas em um dos maiores festivais de música do mundo, nossos jovens cearenses receberam 30 mil reais em dinheiro, um carro para cada integrante e contrato com a gravadora Som Livre, que também os presenteou com 200 mil reais para investimento na banda. Com isso, eles já têm a deixa para irem enfrentar a selva da indústria musical brasileira, concentrada no sudeste, principalmente Rio-São Paulo, que é o objetivo incial do grupo para concluir o seu disco com gravadora e, depois, se tudo continuar dando certo, fazer uma turnê nacional.

Um dos componentes da banda, Thiago Andrade, é estudante de Publicidade e Propaganda da Unifor e conversou com a gente sobre esse momento inesperado e almejado na vida de um músico tão jovem.

LABJOR: Thiago, como é a sensação de um menino de 20 anos estar com uma carreira musical toda engajada para o sucesso de uma hora para outra?
THIAGO ANDRADE: Ah, eu me sinto sortudo.  Com o nosso trabalho a gente já esperava e torcia pelo sucesso da banda, mas através de um longo processo de reconhecimento com o tempo de carreira, não tão rápido assim.

LABJOR: Não te assusta pensar na proporção que isso pode tomar?
THIAGO: Na verdade, não muito. Nós estamos sendo bem realistas e já temos uma noção do que vem por aí. Sem contar que tem gente experiente do nosso lado pra ajudar a lidar com todo o trabalho.

LABJOR: Então vocês  são mesmo capazes de lidar com a fama e o sucesso repentino da banda?
THIAGO: Sim, somos. Estamos sendo muito bem preparados pra isso com uma rotina pesada, ensaiando todo dia. Mas o que mais ajuda é que esse sempre foi o objetivo da gente, desde o início a gente quis chegar aqui. Então a banda está sabendo levar do jeito certo, de acordo com o projeto próprio de cada um.

LABJOR: E como anda a vida pessoal no meio da correria dos projetos novos da banda?
THIAGO: Um pouco difícil com a família longe. Meu pai chora todo dia. Sinto muita saudade dos amigos e da namorada, mas todos eles estão apoiando muito e nos dando forças para continuar.

LABJOR: Como tem sido a convivência intensificada com o pessoal da banda, agora que vocês passam tempo juntos bem mais do que antes?
THIAGO: Por incrível que pareça, está bem melhor. A gente sempre foi muito próximo e agora que isso aumentou, só tem ajudado a entender e conhecer melhor cada um. Claro que existem algumas discordâncias às vezes, mas nada que seja prejudicial, só acrescenta. Afinal, não tem porque fazer algo para piorar, já que é o sonho de todo mundo que está em jogo. Cada um tem o seu interesse em que isso dê certo e fazemos o nosso melhor sempre.

Texto: Gabriela Trindade
(gabrielatclopes@gmail.com)

Orientação: Profa. Adriana Santiago

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