Dos bordeis aos palcos

Pedro Guedes (à esq.) na coreografia de jazz da Academia de Dança FB no Festival Passo da Arte 2011

Conhecido por ser uma das bases do rock, o jazz é um tipo de música que surgiu nos Estados Unidos no início do século XX. O estilo musical que veio das músicas cantadas pelos negros enquanto trabalhavam, popularizou-se e passou a ser dançado nos bares e bordéis do País na década de 60. A partir de então, “o ritmo começou a ser lecionado nos centros e academias de dança. O jazz dance foi se tornando cada vez mais acessível e conhecido do público a partir da sua utilização em grandes shows musicais”, conta o bailarino e assistente de coreografia Pedro Guedes.

Assim como as demais danças modernas – explica Lia Ary, professora de jazz há 19 anos -, a modalidade se baseia no balé. “Tanto na nomenclatura dos passos, quantos nos princípios. A diferença da dança que ensino é o estilo de música que a gente usa nas aulas”. Essas canções variam do blues ao pop. As possibilidades abrangem trilha sonora de filmes, sons regionais, músicas instrumentais. Por isso a dança também ganhou variações. “Um exemplo delas, o lirical jazz, é dançado somente com músicas lentas e emotivas, em que a emoção do bailarino deve prevalecer na coreografia. Existe também o funk jazz, que seria uma mistura do jazz dance com os movimentos do hip-hop e que hoje é muito apreciado pelas academias dos Estados Unidos”, revela Guedes. Mesmo com tanta diversidade, é possível delimitar os quatro principais estilo da dança:  jazz clássico, jazz theatre, jazz latino e jazz lírico.

Devido ao elevado nível técnico da modalidade, os coreógrafos e bailarinos que a dançam são os mais cobiçados pelo teatro da Broadway, um dos palcos profissionais mais prestigiados do mundo. Não é à toa que os maiores nomes do jazz se encontram nos Estados Unidos, onde fica a Broadway.

Mas não é necessário estar na Terra do Tio Sam para aprender jazz. Seu ensino já é bastante popular aqui no Brasil e para dançá-lo não existe restrição de idade. “Mas os bailarinos profissionais devem ser, de fato, mais magros, com os corpos mais esguios”, explica Guedes. Ingrid Egidyo, 19, por exemplo, dança jazz desde os três anos e revela que mantém a alimentação regrada. Além do cuidado com o corpo, Pedro Guedes também ressalta: “pessoas que vêm do ensino de balé e passam a praticar o jazz depois de mais velhas, têm mais facilidade em dançar a modalidade”.

Texto: Marília Pedroza e Renata Frota
Orientação: Profa. Adriana Santiago e Profa. Joana Dutra

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