Vida e Arte: Artistas de Rua

Arte e vida são dois signos, dois códigos que têm o mesmo significado. Estão absolutamente relacionados entre si. A arte imita a vida e a vida imita a arte. Afinal, viver a vida é uma arte, como diz a canção popular: “é preciso saber viver”. Daí viver é arte. Assim, todos nós, viventes ou sobreviventes, somos artistas. Por essa relacão simbiótica e dependente, elas, a arte e a vida, são cantadas e decantadas em verso e prosa. E assim vivemos todos nós.
Se a vida é uma nobre obra de arte, para alguns a arte é a sua vida. Estamos nos referindo aos artistas de rua, aqueles que sobrevivem da arte nos cruzamentos, nas praças e nos passeios públicos.
Mas, será possível afirmar que os artistas de rua praticam mesmo a arte? Ou suas apresentações são realizadas por mero esforço e boa vontade, como simples meio de sobrevivência?


Tomemos o exemplo de Ronaldo Silva, 26, que desde os 16 pratica arte de rua. Ele é natural de Belem-PA e já está em Fortaleza há dez anos. Veio com a família, mas só ele pendeu para a arte. No entender dele, o início de tudo foi com a simples prática do skate com os amigos que aos poucos foram lhe ensinando outras formas de arte, até chegar à prática atual do malabares sobre pernas de pau. Ele brinca e diz que seu “escritório principal” é no cruzamento da Sebatião de Abreu com Pe. Antônio Tomás, bairro Cocó, e a “filial” na Eduardo Garcia com Torres Câmara, aldeota. Ele diz que vive da arte, mas trabalhando contratado em eventos. Se fosse apenas nas ruas não teria condições de viver, apenas sobreviver.

Enfim, nas ruas e cruzamentos da cidade e no calçadão da avenida Beira Mar podemos encontrar várias manifestções tidas como artísticas, a exemplo do próprio “Ronaldo Perna de Pau”, das crianças que sobem umas em cima das outras manipulando um pequeno objeto com um pedacinho de madeira ou de ferro, das estátuas vivas, dos que pulam por dentro de arcos de faca, etc.
Para concluir, um paradoxo constatado: vida e arte são “irmãs siamesas”, mas quão difícil é viver da arte, especialmente no Brasil.
Não menos difícil, também, é a arte de viver.

Texto: Fábio Holanda

Orientação: Profa. Adriana Santiago e Profa. Joana Dutra

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