Das artes marciais à arte da dança

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O que leva um karateca virar um dos dançarinos mais famosos da cidade?!

Aos 28 anos, o educador físico e dançarino Diego Borges é considerado um dos profissionais de dança mais requisitados do Ceará. A dedicação às artes não começou com a dança, mas sim por meio de uma arte marcial, o Karatê. Ainda na faculdade de Educação física, Diego teve o primeiro contato com a dança de salão. Mas, na época, suas metas e objetivos estavam sendo centralizados para o Karatê. Chegou a conquistar medalha de bronze no campeonato mundial de 2005.

Ao retornar a Fortaleza, Diego resolveu tirar férias do Karatê e decidiu entrar no projeto de dança de salão da Universidade Federal do Ceará, o “Dançar faz bem”, onde acabou se tornando professor, anos depois. O último contato com a arte marcial foi no Campeonato Panamericano de 2008, em que acabou sofrendo uma lesão em um dos dedos do pé esquerdo.

Pioneiro – West Coast Swing no Ceará
Em 2008, o dançarino começou a estudar mais sobre a dança que é considerada o “swing da costa oeste” – um ritmo originário da Califórnia criado nos anos 40/50 – e logo se tornou destaque na modalidade. Diego foi o primeiro nordestino que estudou WCS, o primeiro brasileiro a ganhar competição nos Estados Unidos e ainda o primeiro cearense a participar da Dança dos Famosos do Programa do Faustão (2011).

O ritmo, pouco divulgado em nosso país, é um dos mais interessantes, empolga-se Diego: “a vantagem dele em cima dos outros ritmos é que a música consegue evoluir muito rápido. Pode ser dançado com músicas pops. São músicas que todos escutam, não é preciso ir atrás de um cd com esse ritmo, quase todos nós temos em casa músicas pops.”

Primeira competição
Pela falta de domínio com a língua inglesa, ele lembra que foi muito engraçado participar da competição estadunidense, além da coincidência entres nomes: Swing Diego é o título da competição. O evento, realizado em maio do ano passado, foi uma experiência nova e bem divertida: “eu viajei sozinho, todo mundo estava preocupado comigo e com meu inglês. Minha família e amigos me acompanhavam direto pela Internet”.

No Swing Diego, 130 homens e 130 mulheres participam da competição dançando uns com os outros e, por último, ficam 12 dançarinos na disputa. A sensação ao chegar à final, em dançar sozinho para um público grande e conseguir chegar à etapa mais importante, foram momentos únicos e jamais sentidos em outras ocasiões: “a sensação é muito boa. Eu competi karatê a vida inteira. Por eu estar muito pronto pro karatê, eu não sentia tanta emoção. Na dança, eu fiquei nervoso e muito emocionado.” Declara sorridente e satisfeito com a conquista.

Com Milena Toscano, parceira de Diego na Dança dos Famosos 2011

Dança dos Famosos

Ainda comemorando sua vitória nos Estados Unidos, Diego soube que não tinha muito tempo para aterrissar no Rio de Janeiro. A produção do programa do Faustão pediu para que chegasse no dia seguinte para se apresentar. Ele lembra que a correria foi grande, mas conseguiu chegar ao destino na hora: “eu corri para antecipar meu voo. Não consegui nem passar em casa. Foi muito corrido mesmo, mas foi muito bom. Uma fase inesquecível”.

Um dos momentos mais difíceis era montar a coreografia. O dançarino pegava o CD em um domingo e na segunda tinha que apresentar à sua aluna a música e começar a montar a coreografia. Ele  não chegou até a final do quadro, mas garante que foi uma fase única, de muito aprendizado que abriu portas para outros trabalhos.

Sucesso
A música sempre esteve presente no lar familiar do educador físico, por isso não foi tão dificil ir adiante com a carreira de dançarino. O sucesso que veio rapidamente, logo após a sua participação no Danças dos Famosos, mudou a vida dele. Após a saída do programa, ele não imaginava que ia ter tanta repercussão, principalmente porque, no Ceará, existem professores que dão aulas há mais de 10 anos e ele, que está apenas com 5 anos “no mercado”, conseguiu crescer e desenvolver mais até do que outras pessoas.

Para Diego, a dança significa uma grande liberdade de se expressar: “dança é a liberdade de você ser quem realmente é. As pessoas, quando estão dançando, mostram seu lado real. Os tímidos ficam extrovertidos, o calmo vira garanhão”. Ele não parou por aí, o significado de dança também é algo voltado à arte: “a dança é a arte de transformar pessoas, é a arte de explorar o que cada um tem de melhor, é melhorar o que cada um já tem. Dança é mexer com mente, corpo e sentimento. É a arte de valorizar e descobrir o que cada um tem de melhor”.

Surpresa
Pensando que a entrevista acabaria ali, Diego me convidou para ter a primeira aula de dança, disponível logo mais abaixo. Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do dançarino é só entrar em contato através do e-mail: diegoborgeswcs@gmail.com

Texto: Bárbara Sena
Orientação: Profas. Adriana Santiago e Joana Dutra

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