Você conhece o Centro histórico?

Foto: Divulgação

No dia em que Fortaleza completa 286 anos de sua elevação de povoado à vila, os olhares se voltam para a história da Capital cearense. E não há como não pensar no local onde a cidade se desenvolveu, o Centro histórico.

Forte, Passeio Público, Catedral, Teatro José de Alencar, Museu do Ceará, Praças dos Mártires e do Ferreira, são alguns dos pontos que guardam em sua estrutura partes da história da cidade. Entretanto, esses espaços ganharam usos diferentes ao longo do tempo e hoje são até desconhecidos por parte da população.

Para promover o conhecimento da história de Fortaleza e fazer com que os cidadãos se sintam parte da cidade, o turismólogo Gérson Linhares organiza, há 17 anos, passeios a pé, gratuitos, pelo Centro histórico, passando pelos principais patrimônios históricos e arquitetônicos. Os passeios acontecem diariamente, mediante agendamento por telefone. Gérson aponta que esse city tour a pé é tendencia de mercado, muito comum na Europa, mas ainda pouco explorados pelo turismo local. Nesse 13 de abril, o passeio será realizado em parceria com a Prefeitura, sendo uma das comemorações do aniversário do município.

Elite distante do Centro

O professor Aírton de Farias, em seu livro Fortaleza – Uma Breve Historia, conta que o Centro foi apropriado pelas camadas populares e abandonado pelas elites e poder público, a partir dos anos 1980. A pesquisadora Beatriz Sarlo explica, no livro Cenas da Vida Pós-Moderna , que esse afastamento do centro das cidades é uma tendência mundial, pois “os bairros ricos configuram seus próprios centros, mais limpos, mais ordenados, mais bem vigiados, mais iluminados e com ofertas materiais e simbólicas mais variadas.”

A estudante de psicologia da Unifor, Ione Lacerda é uma dessas pessoas tão ligadas a seu bairro, Aldeota, a ponto de não conhecerem a parte mais histórica da Capital. Para ela, o Centro não fazia parte da “sua” cidade. Ela não tinha nenhum envolvimento com aquela área da cidade e tinha também receio em frequentar, até começar a trabalhar, há um mês, próximo à Praça do Ferreira. Embora esteja agora diariamente no “coração de Fortaleza”, ela afirma que não ainda conhece poucos dos patrimônios do Centro histórico.

Serviço:

Fortaleza a Pé:  32372687

Texto: Lorena Cardoso
Orientação: Profa. Janayde Gonçalves 

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