Cegos oferecem massagem grátis para alunos e professores

O serviço será oferecido até a proxima semana / Foto: Tircianny Araujo

O Instituto Hélio Góes, escola mantida pela Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), através da Divisão de Responsabilidade Social, oferece serviços de massoterapia gratuitamente para professores e alunos da Universidade de Fortaleza (Unifor). Convidados pela Vice-Reitoria de Extensão, eles iniciaram as atividades nesta quarta-feira (02/05) e permanecerão até a próxima terça-feira (08/05) das 8h às 11h e de 14h às 17h. O serviço está sendo oferecido no Centro de Convivência (CC), ao lado da lojinha do Campus e consiste em um estágio de finalização do curso de Massoterapia, onde o grupo realiza um gênero de massagem chamado quick massage para adquirir experiência e divulgar o seu trabalho. As massagens duram, aproximadamente, 20 minutos.

Segundo o massagista Ariosvaldo Barreto, os movimentos podem ser grandes aliados no combate ao estresse e melhoramento da postura corporal. “A importância da massoterapia para a comunidade acadêmica da Unifor é promover o bem-estar através de técnicas de massagem, com objetivo relaxante”, enfatiza. Fátima Belchior, professora de Belas Artes da Universidade.“Gostei muito, é dinâmica, um ritmo bem elaborado. Busquei o serviço para tirar a tensão de algumas regiões do corpo”.

Além dela, Ana Júlia Bravo, vendedora da livraria Gabriel, confessa que já usufruiu duas vezes do serviço. “Relaxa o corpo e a musculatura. Você chega com dor e sai bem melhor. Acredito que a pessoa que possui algum tipo de deficiência, desenvolve outros sentidos, e feito por eles (os cegos) a massagem se torna mais especial, pois é uma conquista deles”.

Pascoal Neto, professor do curso de Massoterapia e organizador do estágio aos deficientes visuais, comenta sobre o aprendizado dos alunos e como todas essas experiências afetam também em suas vidas pessoas. “Meu objetivo é preparar o deficiente visual para demonstrar a sua capacidade, pois se tratam de histórias de superação, verdadeiras lições de vida.”. Pascoal, que também é deficiente visual, ratifica o esforço dos alunos durante as aulas e a importância destes aprendizes em não se limitarem a certas atitudes somente pela falta de visão.“É o deficiente visual dando aula para os ‘videntes’”, conclui sorridente.

Texto: Ahynssa Thamir e Otelino Filho
Fotos: Tircianny Araújo

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