Quem é quem na Intercom 2012: Manuel Carlos Chaparro

Foto: Divulgação

Manuel Carlos Chaparro é um dos pesquisadores mais esperados para a Intercom 2012, que ocorre de 3 a 5 de setembro, na Universidade de Fortaleza. Ele nasceu em Portugal, mas vive no Brasil há mais de 50 anos. Aqui se tornou referência nos estudos de Jornalismo, a partir das interfaces entre as rotinas produtivas e a linguagem nos dois países. Formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, em 1982, mas atua na área jornalística desde 1957. Na mesma Escola, concluiu o mestrado em 1987, o doutorado, em 1993, e a livre-docência, em 1997. Tornou-se professor do Curso de Jornalismo em 1984 e aposentou-se em 2001. Atualmente, Chaparro atua como membro do Conselho Curador da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom.

Em setembro, o pesquisador participa do Ciclo África, no segundo dia do congresso, como mediador do debate sobre Comunicação, Desenvolvimento e Cooperação. O pesquisador tem três livros publicados sobre jornalismo: Pragmática do Jornalismo; Sotaques d’aquém e d’além-mar – Percursos e gêneros do jornalismo português e brasileiro – livro lançado também no Brasil em 2008, pela Summus, em edição atualizada que recebeu o título Sotaques d’aquém e d’além-mar – travessias para uma nova teoria de gêneros jornalísticos e Linguagem dos Conflitos. Em 2004, foi co-autor (com Norma Alcântara e Wilson Martins) de um quarto livro: A Imprensa na berlinda. Em 2006, publicou o livro-reportagem Padre Romano – Profeta da Libertação Operária, com a biografia do padre Romano Zuferrey.

Entre 1989 e 1991, foi presidente da Intercom, principal sociedade científica brasileira na área da Comunicação Social. À frente da Intercom programou mudanças importantes para o crescimento da instituição: a primeira reforma gráfica e editorial da Revista

Brasileira de Ciências da Comunicação, dando-lhe identidade de publicação científica; a reestruturação dos congressos anuais, com a definição de um perfil científico; criação dos grupos de trabalhos, os GTs, que tiveram seu início de funcionamento no Congresso de 1990 (Rio de Janeiro/UERJ) e sua consolidação no Congresso de Porto Alegre, em 1991, dentre outras.

Chaparro costuma levar para suas pesquisas acadêmicas o olhar apurado de um jornalista investigativo. Não à toa, Chaparro foi vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo pelas suas matérias investigativas por quatro vezes. Professores e estudantes do Brasil inteiro poderão ouvi-lo na Universidade de Fortaleza em setembro, para o congresso nacional da Intercom, que após 35 anos, será sediada pela primeira vez na capital cearense.

 Texto: Manoel Cruz
Orientação: Profa. Joana Dutra

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