[Claquete] A sensualidade e a insegurança de Marilyn Monroe

Foto: Divulgação

Em “Sete Dias com Marilyn”, temos a adaptação cinematográfica do diário de Colin Clark (Eddie Redmayne), um jovem vindo de família rica que, apaixonado por cinema, largou o conforto de seu lar e resolveu entrar para a produtora de Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh) como terceiro assistente do diretor durante as gravações de “O Príncipe Encantado”. Esta produção reunia, além de Sir Laurence, a grande estrela Marilyn Monroe (Michelle Williams), que estava, nesta época, em lua-de-mel com seu novo marido, o dramaturgo Arthur Miller (Dougray Scott), que, ao início das filmagens, a deixa e vai fazer uma viagem.

A protagonista que vemos no filme é tão linda e sensual, quanto insegura e volátil. E todas essas sensações, mesmo as que se referem aos atributos físicos de Marilyn só conseguem ser sentidos porque Michelle Williams está perfeita no papel da desejada atriz, que aos 30 anos estava no ápice de sua carreira quando foi convidada para estrelar “O Príncipe Encantado”, no qual Sir Laurence era tão apaixonado por ela como qualquer outro homem da década de 1950, para o desespero de sua esposa, Vivien Leigh (Julia Ormond).

Durante as turbulentas filmagens, Colin acaba se aproximando da problemática Marilyn. Envolvendo-se no mundo da diva, o rapaz descobre mais e mais sobre como seus ídolos nem sempre são tão encantadores. Esta tensão sexual causada por onde a loira californiana passava é outro ponto bastante delicado na trama.

Acompanhar as diversas tentativas de Olivier em fazer com que Marilyn se adapte ao seu estilo de trabalho e deixe de lado as instruções de sua consultora, os atrasos constantes no cronograma devido às crises da musa, a interação da estrela com o elenco britânico, bem como os setores sem muito glamour da produção… Tudo isso nos dá momentos bem mais ricos do que o affair entre o protagonista e a personagem-título.

“Sete Dias com Marilyn” pode não funcionar como romance, mas mostra o interessante relato de uma turbulenta produção do passado, em um resgate histórico e mostrando a musa Marilyn como a Norma Jean que poucos conheceram.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Simon Curtis
Duração: 99 min.
Ano: 2011
Gênero: Drama

Texto: Flávia Queiroz
Orientação: Profa. Adriana Santiago

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