[Foca Nessa] Sofrimento e esperança durante a guerra

“No mínimo dos mínimos, devemos aos nossos mortos o estatuto de pessoa única” Erik Cohen

Foto: Divulgação
Como devemos agir, quando a guerra é uma realidade e ainda temos que lidar com um crime bárbaro que consegue ser mais sofrível que a batalha?Devemos pedir ajuda? Para quem? Pode chorar? Mas a dor não vai passar. É nessa onda de mistério e pesar, que Richard Zimler, autor do best seller O último cabalista de Lisboa, começa a contar a historia de Erik Cohen, no seu novo livro “Os anagramas de Varsóvia“.‏
A história se passa no ano de 1940, mais precisamente no começo da Segunda Guerra Mundial, em que Hitler, com todo o seu poder, isola 400 mil pessoas em um gueto de Varsóvia, só por serem judeus. Entretanto, a obra não fala de política e nem da guerra como é vista nos filmes hollywoodianos. A história é narrada por Erik Cohen, um psiquiatra viúvo, que, mesmo tendo prestigio na sociedade da época, é confinado no gueto junto com a sobrinha e o filho dela, Adam de 9 anos.Por traz desse novo e inóspito ambiente, crimes contra crianças começam a acontecer. As vítimas aparecem sem algumas partes de seus corpos. Erik Cohen, fugindo do previsível, não consegue atribuir à guerra a autoria desses crimes, por isso, com a ajuda de seu amigo Izzy, entra em conflito para desvendar esse mistério, antes que os nazistas acabem com a suas vidas.
Muito além do drama da guerra, o livro revela perfis psicológicos dos personagens. Erik faz análises de como é viver em um gueto e consegue envolver o leitor em um misto de sofrimento e esperança. A obra é bem contextualizada, com uma escrita leve, profunda e envolvente. Por mais forte que o tema seja e, muitas vezes as imagens também são, é difícil abandonar esse livro sem saber o fim. Antes de ler, é bom ter em mente que esse autor fez questão de contar essa historia de uma maneira apavorante, mas com toda a esperança e felicidade capaz de se encontrar em uma guerra.
Texto: Thais Moreira
Orientação: Profa. Adriana Santiago

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