Pintando as ruas de alegria

Foto: Divulgação

A partir da vontade de interferir positivamente no cotidiano das pessoas, George Henrique, estudante da Universidade Federal do Ceará, convidou alguns amigos para formar um grupo de intervenções. Assim nasceu o ‘Pintar as Ruas de Alegria’, um grupo que, por meio de pequenos gestos, alegra a rotina de quem passa pela ruas.

A inspiração veio de um clipe da banda Móveis Coloniais de Acajú  que muda paisagem de Brasília. O grupo possui uma página no Facebook  onde qualquer pessoa pode acompanhar e interagir: trocar ideias, organizar encontros, divulgar eventos, postar fotos e convidar mais amigos para participar.

Eles possuem várias ramificações como, por exemplo, o ato tendas, a oficina de livros e o rodízio de praças. Na primeira ação do ‘Pintar’ alguns vestiram-se de palhaços, outros levaram cartazes divertidos para um sinal da cidade com a intenção de oferecer um pouco de descontração para aqueles que estão cansados do trabalho, do trânsito etc. O ‘Ato Tendas’ trazia palhaços fantasiados de cupidos que chamavam pessoas que circulavam pelo centro no momento para “um dedo de prosa”. Ali, no meio da correria e confusão do comércio, aquela pessoa contava uma história e tinha a oportunidade de ser ouvida. Outra atuação do ‘Pintar’ é o Rodízio de Praças, que teve sua segunda edição neste último sábado, dia 20 de outubro, consiste em diferentes intervenções em uma só. No rodízio é possível encontrar palhaços, bailarinas, malabares, poesia, conversas etc. “O objetivo é trazer o movimento e a graça, transformar aquele ambiente repetitivo e de passagem que é a praça”, dizia o evento no Facebook. Leva esse nome pelo motivo de o grupo fazer um rodízio entre as praças do Centro, permanecendo um tempo em cada uma. “A missão é transformar as praças ao redor nos maiores palcos de Fortaleza”, comenta David Santos, integrante do ‘Pintar’.

Para fazer parte do ‘Pintar as Ruas de Alegria’ não é preciso de muito, “é só participar das intervenções e reuniões. Você só precisa ter disposição porque não exige nenhum conhecimento específico e sempre tem coisas simples para fazer”, explica George.

Compartilhando alegria

Até a estátua de Carlos Drummond de Andrade, no Rio de Janeiro, ganhou um coração.

Também da ideia de fazer algo diferente e interferir, mesmo que minimamente, no cotidiano das pessoas, nasceu o projeto ‘Aqui Bate um Coração‘. Consiste em, basicamente, levar corações às estátuas das cidades. Teve início em São Paulo e agora já podemos encontrar pontos vermelhos nos monumentos de Campinas, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Londres etc.

 O Projecto ‘Amélie‘ é outro movimento de sucesso na web, que começou em Lisboa com Martim Dornellas, mas já atravessou fronteiras do pais. Esse grupo divulga mensagens positivas e bem humoradas em lugares inusitados como placas de trânsito, cabines telefônicas e bancos.

Texto: Iara Sá

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