Viajando pra fazer o bem

Em seu intercambio, Henrique Barbosa ensinou ingles para refugiados de guerra na Hungria. Foto: Acervo pessoal

A busca para vivenciar uma experiência no exterior com trabalhos solidários está sendo cada vez mais procurada por jovens e adultos. Além do aprendizado de um novo idioma, o intercâmbio social proporciona a chance de contribuir para um mundo melhor, seja ajudando pessoas carentes, zelando pela vida de animais ou até pela preservação do meio ambiente. Lucas Braga, responsável pela área de intercâmbio social pela Aiesec , conta que o mercado é bastante amplo e que o interesse das pessoas surgem naturalmente. “A procura tem sido relativamente grande, temos mais de mil pessoas interessadas por semestre, embora nem todas cheguem a efetivamente assinar contrato e viajar”, conclui.

Benefícios:

  • Vivência em um ambiente internacional e multicultural;
  • Desenvolvimento de competências de liderança, empreendedorismo,                                                                       responsabilidade social e compreensão do outro;
  • Oportunidade de ser um agente de impacto positivo.

Com duração em média de 6 a 12 semanas, os intercambistas têm como escolha de destino países como, Polônia, Hungria, Ucrânia,Turquia, Colômbia, México, Rússia, Índia, China,Nigéria, Indonésia, e entre outros. Segundo Lucas, há duas vertentes nesse tipo de intercâmbio, a de benefício pessoal e a social, “muitas empresas hoje estão buscando pessoas que tenham tido experiência de voluntariado e de intercâmbio. Sem contar que é uma experiência em países mais exóticos e mais diferentes da realidade do Brasil, o que agrega muito mais na experiência de vida de qualquer pessoa”, argumenta.

Henrique Barbosa com Mustafa, uma das crianças que o estudante ensinou em Bicske.

Henrique Barbosa, estudante de Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, participou do intercâmbio social em 2010, trabalhando para um centro de recepção de refugiados na cidade de Bicske (40 km da capital Budapeste), Hungria. “Quando eu cheguei lá, me disseram que o que os refugiados mais pediam eram aulas de inglês, então, fui atrás de livros e métodos pra poder viabilizar isso. Além disso eu ajudava também em outros trabalhos como distribuição de suprimentos”, explica. “As relações que eu travei com gente que tinha passado por terríveis problemas fugindo da guerra, perdido famílias e sofrendo angústia diariamente pela situação em que se encontravam, só tornou a experiência ainda mais forte”, relembra. Para ele, foi uma das experiências mais poderosas da sua vida, e que gostaria de ter ajudado mais, mas o seu desconhecimento pela língua húngara foi um obstáculo.

Patrícia Borges está se preparando para o intercâmbio na Republica Tcheca.

Já Patrícia Borges, estudante de jornalismo, ainda está na espera de viver essa nova experiência. Em um período de 45 dias na República Tcheca, Patrícia trabalhará em um projeto chamado Crazy Christmas, que tem como atividade, dar palestras em escolas sobre os costumes natalinos dos países de origem de cada voluntário.”Espero aprender muito sobre a cultura Tcheca e sobre as culturas dos outros intercambistas. Acho que uma experiência dessas pode mudar tudo. Viajar e aprender sobre outras culturas nunca é demais, né?”, acredita.

Texto: Marina Freire

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