[Claquete] Desistir ou seguir?

O Filme Código de Honra é um típico drama americano que conta a trajetória de dois advogados, Mike Wiess (Chris Evans), um viciado em cocaína, solitário, porém dedicado e persistente em seu trabalho, que parece ser o único sentido de sua vida, e seu sócio Paul Danziger (Mark Kassen) que tem mulher e filho, e é bem mais racional, em busca de resolver uma causa que envolve acidente de trabalho e poder. O longa é estrelado por Chris Evans, que se destacou nas telas de cinema ao interpretar o herói Capitão América.

A trama começa quando a enfermeira Vicky (Vinessa Shaw) sofre um acidente de trabalho. Ela é atingida por uma agulha infectada com HIV e passa a ser portadora de AIDS. A enfermeira culpa o modelo da seringa, que não é seguro, e causa acidentes, assim como os dela, todos os dias em centenas de hospitais espalhados pelo país. Para evitar tais acidentes seria necessário que os hospitais aderissem ao uso de seringas de pontas inquebráveis, criadas por Jeffrey Danfort (Marshall Bell). Danfort tenta vender suas seringas aos hospitais, sem êxito, por eles já terem fornecedores fixos, entretanto essa fidelidade na realidade é um esquema de corrupção, um jogo sujo que envolve muito dinheiro. Um monopólio de grandes laboratórios hospitalares, que parece ser mais importante que a segurança e saúde da população.

Os advogados pegam o caso, e aos poucos vão percebendo o quão difícil é vencer quando se tem poderosos adversários. Os recursos que utilizam parecem se esgotar a medida em que seus rivais, compram ou driblam suas pequenas conquistas. Com as dificuldades, o sócio de Mike pensa em desistir, acreditando ser o mais sensato a se fazer, devido à falta de recursos financeiros, mas Mike já está engajado e disposto a fazer o que for para ganhar a causa, acreditando que irá ajudar a salvar milhões de vidas, evitando as infecções.

Com um final inesperado, Código de Honra, que não possui grandes aventuras ou cenas de ação, mas leva o espectador a refletir sobre como funciona a sociedade, a justiça e a influência do dinheiro no poder nesses meios. São levantadas causas pertinentes do nosso cotidiano, que geralmente não se imagina as articulações que existem por trás. O longa provoca a dúvida se o melhor a fazer é desistir, ouvindo a voz da razão, ou seguir em frente, apostando no improvável, por uma causa digna.

Texto: Suélen Ramos

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