Da Unifor para o mundo

* Matéria elaborada por aluno da Oficina de Jornalismo – Ciberjornalismo.

Tatiana Bomfim, ex aluna da Unifor, hoje defende o time de São Caetano, SP. Foto: Acervo pessoal

Pernambuco, São Paulo, Brasília, Estados Unidos, Alemanha, Espanha. Esses são alguns lugares por onde passaram os atletas da Universidade de Fortaleza. Sendo a primeira instituição de ensino superior do Ceará a oferecer bolsas de estudos para alunos esportistas, a Unifor se tornou exportadora de profissionais do esporte de alto nível.

O primeiro projeto foi criado para o voleibol feminino e para o futebol de campo, em 2001. Com o decorrer dos anos, ele foi se ampliando e hoje conta com 95 alunos contemplados com o Programa de Incentivo ao Esporte. Nesse programa, são oferecidos descontos de 20% a 40% na mensalidade. São atletas distribuídos em seis modalidades (vôlei, futsal e basquete, handebol, atletismo e natação) e que veem na universidade um caminho para chegar ao tão almejado sonho de ser atleta.

A jogadora de vôlei Tatiana Bomfim representou a instituição durante quatro anos e hoje defende a equipe do São Caetano, em São Paulo. Para ela, a passagem pela Universidade de Fortaleza foi essencial para sua carreira de atleta. “A Unifor me proporcionou a continuidade dos estudos, por meio do curso de Engenharia Ambiental, assim como o desenvolvimento das minhas habilidades técnicas no vôlei devido à estrutura diferenciada para treinamento. Além disso, a participação em importantes competições nacionais manteve minha visibilidade no cenário esportivo e proporcionou o convite para atuar em equipes profissionais.”

Ainda, para a atleta, estudar e jogar são duas coisas essenciais e se complementam. “É preciso ter capacidade de concentração, de cognição e entendimento tático e técnico. Para isso, nada melhor do que exercitar a mente. E a melhor forma de fazê-lo é lendo, estudando”.
Para o diretor do curso de Educação Física da Unifor e diretor da Divisão de Assuntos Desportivos (DAD), professor Carlos Augusto, o objetivo principal da instituição é incentivar o esporte como meio de cidadania. “O que queremos é praticar o esporte como meio de inclusão social e de formar cidadãos para a sociedade. Seja ele no meio acadêmico, profissional ou no esporte de alto rendimento”.

Buscando uma vaga

A Universidade de Fortaleza tem como prioridade disputar campeonatos universitários, embora algumas modalidades participem de competições federativas também. Para muitos atletas, o tempo dos cursos, que varia de quatro a seis anos, reduz o tempo da carreira esportiva na instituição.

Como uma forma de continuar competindo a nível nacional, alguns deles fazem outro curso ou uma pós-graduação para jogar. É o caso do jogador de futsal Joao César Salles, que com 27 anos está na sua segunda graduação. Formado em fisioterapia e cursando odontologia, ele defende a camisa da Unifor há sete anos. Disputando competições em todo o Brasil, ele foi por, duas vezes, convocado a representar a Seleção Brasileira Universitária, uma pelo futsal e outra pelo futebol de campo.

Já no caso da atleta de vôlei Niely Pontes, a pós-graduação era algo que a interessava, mas a possibilidade de continuar a representar a universidade em competições nacionais mesmo depois de formada foi o maior incentivo para ela se matricular e continuar estudando. “Eu juntei o útil ao agradável”, afirma.

Texto: Luana Benício

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