Espaço Cultural da Unifor: exposições que fazem história

* Matéria elaborada por aluno da Oficina de Jornalismo – Ciberjornalismo.

espaçoO Espaço Cultural da Unifor tem se destacado com um dos principais centros de divulgação da arte local e internacional por receber nos últimos anos exposições de grande porte, que tem marcado a história da Universidade e a memória dos visitantes.

O início das atividades culturais da Unifor ocorreu em 1° de junho de 1976, quando ocorreu a primeira Unifor Plástica – exposição de pintura bienal que acontece até hoje na Unifor. Como a Universidade ainda não possuía um espaço cultural constituído, esta e outras exposições eram realizadas no hall da Biblioteca, que atualmente permanece sediando manifestações artísticas de vários tipos e expondo trabalhos produzidos pelos alunos.

Somente em 1988 foi criado o Espaço Cultural da Unifor, mas que ainda não seria o espaço que os cearenses conhecem hoje, já que ficou fechado de 1992 até 2003, período no qual passou por uma grande reforma.

Em 2004 o espaço é reinaugurado, e a partir daí, passou a ser palco de exposições que os cearenses jamais pensariam ter acesso. Desde então o espaço já recebeu obras de artistas como Rembrant, Peter Paul Rubens, Vick Muniz, Burle Max, Miró, entre outros. Todas abertas ao público e com visitação gratuita.

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Adriana Helena, diretora do Espaço Cultural Unifor.

A diretora do espaço, Adriana Helena Santos, afirma que a exposição recorde de público foi “Rembrant e a arte da gravura”, com 103.510 visitantes, seguida da exposição do também holandês Peter Paul Rubens, com 84 mil visitantes. Ela fala que o processo de negociação para trazer estas exposições à Universidade é bastante delicado, pois é necessário cumprir requisitos como segurança do espaço, transporte das obras em caixas climatizadas, planejamento arquitetônico específico para cada exposição e uma série de outros cuidados. “Toda exposição tem sua particularidade, mas até hoje, uma das exposições que exigiu mais empenho da nossa equipe foi a do Museu do Ouro de Bogotá, que possuía peças datadas de mil anos antes de Cristo. Nossa segurança foi redobrada para que essa exposição pudesse vir ao Ceará”, relatou a diretora do espaço.

A Universidade de Fortaleza promove ainda a visitação de alunos da rede pública de ensino, custeando o transporte das crianças e seus professores. “É a chance que eles têm de ver de perto obras capazes de mudar sua visão de mundo e até mesmo despertar o interesse de se tornarem artistas”, afirmou a professora do Ensino Fundamental Maria de Fátima Sousa.

João Paulo dos Santos Silva, 10 anos, aluno da Escola de de Ensino Médio e Fundamental Castelo de Castro, ficou encantado ao ver rostos conhecidos como os de Glória Pires, Gustavo Kuerten e do seu ídolo do futebol Zinedine Zidane em fotos da exposição “L’art du portrait selon Harcourt”, que esteve em cartaz até outubro.

Em cartaz: Estudos da obra Guerra e Paz – Portinari 

Texto: Camila Bibia

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