Intercambistas no campus: do mundo para Fortaleza

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A colombiana, Valentina Martinez (ao centro), com amigos que conheceu na Unifor.

As belezas cearenses parecem atrair cada vez mais admiradores. A prova disso é que Fortaleza é o 3º destino mais procurado entre os brasileiros e, conforme estatísticas do Ministério do Turismo (Mtur) referentes ao ano de 2010, Ceará é o 7º estado mais visitado por viajantes de outros países, com cerca de 95 mil visitas durante todo o ano.

Mas não é só em relação às belezas naturais e culturais que a capital cearense se destaca. Outro fator que está atraindo estrangeiros para Fortaleza é a formação acadêmica. Todos os anos, a Universidade de Fortaleza recebe uma grande quantidade de alunos estrangeiros no programa de intercambio universitário. A maioria desses alunos são franceses e o curso com maior número de intercambistas é o de Comércio Exterior.

A Unifor possui convênio com mais de 100 instituições de ensino superior, distribuídas em 20 países. Desde 2001, a assessoria internacional da Universidade de Fortaleza, responsável pelo intercambio acadêmico, trabalha para promover e estimular a pratica do intercambio cultural, além de constantemente promover eventos e palestras internacionais. É também o setor responsável por recepcionar esses alunos. Porém, apesar de, no geral, apresentar um resultado satisfatório, ainda há uma serie de fatores que poder ser aprimorados na forma como os alunos intercâmbistas são recebidos.

Ao chegar a um país estrangeiro, o aluno necessita de um acompanhamento, não somente em relação à papelada exigida pela universidade, as normas e as disciplinas que ira cursar. É preciso receber bem o aluno intercambista e ajudá-lo em sua adaptação ao novo país, à nova língua e aos novos costumes. Quando bem recepcionado, além de rapidamente se habitar, o aluno apresenta um maior rendimento durante todo o período em que está estudando fora de sua terra natal.

Tendo isso em vista, o programa Erasmus Student Network (ESN), um das maiores associações estudantis interdisciplinares da Europa, foi fundado em 1989 para prestar apoio ao aluno estrangeiro. O programa está presente em 339 instituições de educação, distribuídos entre 34 paises. Nas universidades onde o programa ESN existe, além da ajuda acadêmica da coordenação universitária, o aluno estrangeiro recebe o apoio dos voluntários ESN. São estudantes nativos ou que residem no país há bastante tempo que se voluntariaram para ajudam na recepção dos alunos intercambistas.

545599_289136644534634_369981870_nDe acordo com Lucas Dantas, aluno do curso de jornalismo na Unifor, que esteve no intercâmbio acadêmico na Espanha semestre passado, a ajuda dos voluntários é essencial para a adaptação inicial do aluno. “Eles ajudam desde o primeiro momento. Normalmente, são os primeiros amigos que o aluno estrangeiro faz e eles ajudam muito na socialização, o que é muito importante para a adaptação de qualquer um que recém chega a um novo país.”. Mas não é apenas no quesito socialização que o grupo de voluntários ajuda. Eles recepcionam os alunos no aeroporto ou estação, ajudam na busca da moradia, além de promoverem viagens e encontros.

A estudante colombiana, Valentina Martinez, participou do programa de intercambio acadêmico da Unifor no ano de 2011. Apesar de considerar uma das melhores experiências já vividas, a estudante de audiovisual afirma que a principio teve algumas dificuldades da adaptação. “Por sorte, eu me envolvi em projetos da universidade e consegui fazer mais amigos, mas alguns dos colombianos que estiveram comigo em Fortaleza não tiveram o mesmo êxito. Ficavam somente entre eles, não praticavam o português, e nem eram incentivados a se socializar”, afirma. Valentina é um dos exemplos de como o rendimento do aluno é maior quando bem socializado. Dos três intercambistas colombianos que vieram a Fortaleza junto com Valentina, ela foi a única que decidiu ficar por mais um semestre.

“Uma das primeiras coisas que fiz desde que voltei do intercambio foi tentar me inscrever como voluntário para ajudar os intercambistas, mas para a minha surpresa, a Unifor não tem esse tipo de programa”, lamenta Lucas Dantas, que gostaria de ajudar os alunos estrangeiros da mesma forma que foi ajudado na Espanha.

As vantagens de aderir a esse tipo de programa de apoio entre alunos não são apenas para o aluno que vem de fora, mas também para os alunos da Unifor. Com a existência de um programa como esse, os alunos teriam a oportunidade de interagir diretamente com pessoas de outras nacionalidades e culturas, o que seria um aprendizado valioso, além de ajudar na socialização de um aluno estrangeiro. Sem dúvidas, seria um acordo onde todos sairiam ganhando.

Texto: Rebeca Marinho

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