A graça e o coração de Karla Karenin

Foto: Walmy Silveira
Foto: Walmy Silveira

Ela é atriz, poetisa, cantora, bailarina, karateca, terapeuta, coaching, professora, mãe, dona de casa…e o leque não para de aumentar. Karla Karenina ficou conhecida no Brasil por conta da personagem Meirinha, da Escolinha do Professor Raimundo. Mas o humor é apenas uma das facetas da artista, que já atuou nas novelas ’Andando nas Nuvens’ e ‘Morde e Assopra’. Também atuou em 5 filmes nacionais, com destaque para Cilada.com e a produção internacional Área Q.

Falando assim, parece que tudo ocorreu de forma rápida e fácil, mas vamos entender a história dela desde o início. Nascida em 06 de dezembro de 1967, em Fortaleza, Karla foi uma criança muito vaidosa, sensível e questionadora. “Sempre gostou de se enfeitar, de se pintar, de arrumar o cabelo, falava tudo muito explicado (…) Sentava na calçada toda faceira, com as perninhas cruzadas. Desde cedo, ela já demonstrou que era diferente”, conta Áuria Bastos, tia da atriz. A tia, que cuidou de Karla quando pequena, guarda todos os recortes com entrevistas e fotos da sobrinha. “Guardo tudo que sai sobre a Karla, ela é como uma filha pra mim.” E entrega que a atriz liga até hoje dizendo que está com saudade do mingau que a tia fazia pra ela na infância. “Ela não esquece desse mingau!”.

Karla com 1 aninho, em sua casa na ‘Vila Sarita” – atual Avenida Alberto Magno.
Karla com 1 aninho, em sua casa na ‘Vila Sarita” – atual Avenida Alberto Magno.

Karla começou a se expressar artisticamente através do balé, tendo sido aluna de Dora Andrade (fundadora da Edisca). Inventava peças teatrais em casa e se apresentava para a família. Ficava horas dando entrevistas imaginárias à jornalista Leda Nagle, sonhando ser famosa. Aos 7 anos, matriculou-se sozinha em aulas de piano, mas sua mãe descobriu e a impediu de continuar o curso dizendo que ela nunca iria conseguir aprender a tocar, pois era coisa de gente rica. Mas a semente da arte havia nascido dentro dela, bastava uma chuvinha e a artista apareceria.

Foi o que aconteceu em 1984, quando surgiu uma espécie de “disque-amizade” que virou mania em Fortaleza: o “145″. Karla passou a ligar para o telefone dizendo-se uma empregada recém-chegada do interior fazendo uma voz bem gasguita. A tal empregada se tornou febre e as pessoas ligavam só para ouvir a voz e as histórias dessa figura tão irreverente. Assim, de uma brincadeira, nasceu a Meirinha.

Caricatura da Meirinha feita pelo cartunista Mino Castelo Branco.
Caricatura da Meirinha feita pelo cartunista Mino Castelo Branco.

Seus primeiros shows ocorreram na Concha Acústica da UFC e no Pirata Bar que, na época, veio a se tornar o primeiro palco de uma verdadeira safra de novos humoristas. Estreou na TV em 1992, com o programa “Meirinha 13 horas”, da TVC, sátira ao “Jô Soares 11 e meia” – veiculado no SBT naquele período. O talk-show da artista recebia personalidades do estado e, na época, tinha um fã especial, o então governador Ciro Ferreira Gomes, quem falou dos dotes da artista para Chico Anysio. Chamou a atriz em seu gabinete e a colocou no telefone com o mestre pra que ela fizesse a voz da personagem. “Eu quase morro do coração”, conta Karla. Chico ficou encantado com o misto de pureza e comicidade da personagem e convidou-a para fazer parte do elenco da Escolinha do Professor Raimundo. A partir da sua aparição nas telas da Globo, seu sucesso só aumentou.

Cena da Meirinha na Escolinha:

Gravou em 1995, o CD “Jóia de Jade” com composições exclusivamente cearenses. Dentre as faixas, “Palavra de Amor”, de Manassés e Fausto Nilo, e “Lupiscínica”, de Petrúcio Maia e Augusto Pontes.

Karla sempre contou com o forte apoio do pai, o linguista e filólogo José Alves Fernandes (falecido em maio deste ano), que apesar de desejar que a filha tivesse uma profissão “normal”, sabia que a arte era o que realmente a fazia sentir-se viva e feliz. A influência do pai também lhe estimulou a enveredar pela escrita, tendo publicado, em 1999, o livro de poesias “Era uma vez…”, sob a chancela de nada menos que Antônio Martins Filho e Arthur Eduardo Benevides. E já possui matéria-prima suficiente para um segundo livro de poemas e mais outros dois sobre temas que prefere ainda não revelar. Sua produção poética trouxe o convite, em 2011, para compor a Academia Cearense de Letras e Jornalismo, onde ocupa a cadeira nº 24, cujo patrono perpétuo é o escritor José Costa Matos.

Um dos poemas de seu livro, “Curiosidade”, fala de um amor que havia partido para terras nipônicas:

Do outro lado do mundo
Do outro mundo de lado
Do lado de quem?
De quem me queixas?
De gueixas?
De sensuais roupas de seda?
Não cedas
Sou para ti, te amo.

Participou, em 1999, da novela “Andando nas Nuvens”, de Euclides Marinho, contracenando com Suzana Vieira e Marco Nanini. Em 2011, interpretou Anecy no folhetim “Morde e Assopra”, de Walcyr Carrasco. Nesta última, teve de encarar cenas extremamente dramáticas, atestando que sua performance como artista vai muito além dos personagens cômicos. Aqui é possível conferir a emocionante cena em que a personagem de Karla recebe a notícia da morte da filha.

Cena da novela Morde e Assopra, Rede Globo (2011).  Foto: Divulgação
Cena da novela Morde e Assopra, Rede Globo (2011). Foto: Divulgação

No mesmo ano participou do filme Cilada.com, que atingiu a marca histórica de mais de dois milhões de expectadores. Sua personagem, “Augusta”, já havia feito parte de três temporadas da série Cilada no canal Multishow, e no longa, ela compõe uma das cenas mais engraçadas ao lado de “Marconha”, interpretado por Sérgio Loroza.

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Cena do filme Cilada.com. Foto: Divulgação

Dedicação a causas sociais

Sua trajetória conta com fatos que vão além da produção artística profícua. Karla demonstra grande preocupação com as questões sociais, sensibilizando-se e importando-se com o outro como muito poucos. Por meio da arte, pôde participar de várias ações que reafirmaram o valor humanitário e o poder de mobilização da artista. Foi madrinha dos presos do IPPS em 1992, onde chegou a ficar amiga de presos considerados perigosos na época, como Mainha e Carioca – o detento que fez refém Dom Aloísio Lorscheider. Encarava corajosamente as visitas ao presídio e seus riscos. Os policiais perguntavam: “Meirinha quer escolta?” e Karla respondia “Não precisa, minha escolta é invisível”.

Em 1995, foi vice-presidente do Iprede (Instituto de Prevenção à Desnutrição e a Excepcionalidade) e, em 1996, recebeu o título de embaixadora da Instituição. Um dos comerciais mais emblemáticos do Iprede foi protagonizado pela atriz, que inicia o vídeo caracterizada como “Meirinha” e em seguida tira a maquiagem e fala “Agora é serio…”, frase que marcou a campanha em prol das crianças desnutridas na década de 1990. Sua atuação também lhe rendeu uma homenagem dos Mercadinhos São Luís, que exibiu uma série de comerciais na mesma década, que reverenciava personalidades atuantes do estado. Veja o vídeo “Me acostumei com você”, com a narração arrepiante do ator Ricardo Guilherme:

No ano de 2005, foi convidada para integrar o Morhan (Movimento de Apoio às Pessoas Atingidas pela Hanseníase), viajando pelo país para desmistificar a doença, alertar sobre os sintomas e reduzir o preconceito. Também participam do movimento artistas como Ney Matogrosso, Elke Maravilha e outras personalidades com destaque em causas sociais.

Mesmo com uma agenda sempre cheia, dividida entre atendimentos terapêuticos, shows, cursos e oficinas, Karla sempre consegue realizar trabalhos voluntários, seja como artista ou como cidadã. Roberto Barbosa, diretor da Casa da Caridade e amigo há 17 anos, relata que Karla sempre foi uma pessoa muito humana, preocupada com as pessoas, com a família e em se tornar alguém melhor. “Ela tem essa bondade natural no coração e em tudo que ela faz coloca muito amor, a gente percebe isso não só no trabalho dela, mas na vida como um todo, ela coloca muito amor nas coisas”, enaltece o amigo.

Mais recentemente passou a desenvolver um novo ofício, o de terapeuta de regressão, e utiliza uma técnica inovadora para a cura das dores profundas da alma – a DMP (Deep Memory Process), criada pelo psicólogo inglês Roger Woolger.

Ministra o curso “O Poder Feminino e as artes sensuais” há seis anos, trabalho que, em síntese, desperta a consciência corporal e a sensualidade feminina. E ainda encontra tempo para o karatê, luta que pratica desde 2004.

A ENTREVISTA

Ladeada por sua fiel companheira, a dálmata Julieta, e alguns dos seus sete gatos, Karla contou na varanda de sua casa, que também chama de “meu templo sagrado”, várias histórias marcantes de sua carreira.

As condições da repórter eram um tanto especiais, alguns podem até chamar de “covardia”, mas isto explicarei mais adiante ao curioso e paciente leitor de “Retratos e Perfis”. Só posso adiantar que, apesar das circunstâncias, a construção deste perfil não foi nada fácil.

Animais, pedras e plantas ao redor, incenso de canela aceso e Billie Holliday tocando ao fundo. O cenário imprimia a aura de uma pessoa romântica, guiada por encantamentos místicos, mas ao mesmo tempo muito ligada à terra e à realidade que a cerca. Era um domingo, não tínhamos outros compromissos marcados, e por isso a conversa se estendeu por mais de uma hora e meia. Karla falou do início de sua carreira, do legado de Chico Anysio, do seu trabalho como terapeuta de regressão e de seus pequenos prazeres como aguar plantas e ficar admirando as roupas limpas no varal.

O humor é como se fosse uma janela que se abre numa casa totalmente escura e fechada. Você tem que abrir essa janela pra sobreviver. (…) Todo artista é uma criança que não foi compreendida, que não teve atenção, e ela precisa dar asas, ela precisa abrir essa janela. Karla Karenina

R&P: Como foi chegar em casa em contar que estava fazendo show de humor?

KK: Eu não me lembro, pra mim era normal chegar em casa anunciando que ía participar de um festival de música, de dança ou de teatro. Então, fazer show de humor era mais uma coisa que a Karla tava inventando, como outras que “ela” já inventava, por isso meu pai não estranhou muito.

R&P: Você conquistou projeção nacional por meio do humor, mas na novela Morde e Assopra você teve que atuar em cenas extremamente dramáticas. O drama é mais difícil que o humor? Ou como dizem por aí: quem faz humor faz tudo?

KK: Acho que quem faz humor faz de tudo mesmo. Mas não sei se dá pra generalizar porque tem gente que já fica tão marcado pelo humor que não consegue convencer no drama. Eu me identifico muito com o Chico Anysio. Eu fiquei sabendo através do Bruno (filho dele) que o Chico era muito mais dramático do que cômico na alma dele e eu tenho uma veia para o drama muito forte dentro de mim. Percebo muito isso quando estou escrevendo minhas poesias, eu jogo essa carga dramática na escrita. Mas não dá pra dizer que o drama é mais fácil que humor porque são situações muito diferentes. Por exemplo, não tem coisa pior pra um humorista do que pegar uma plateia fria. Eu já senti muita aflição com alguns públicos. Não é como num show musical no qual as pessoas podem reagir ou não, você tem a obrigação de fazer rir. E o drama requer muito desprendimento, muito desapego do ator, porque senão ele não convence.

R&P: Em uma das últimas entrevistas do Chico Anysio, ele afirmou “O humor só existe em países com problemas. Não existe humorista sueco ou finlandês. Do problema nasce o humor.” Ele inclusive confessou nesta entrevista que sofria de depressão havia muitos anos. O que você acha dessa fala dele?

KK: É fantástica, porque o humor é como se fosse uma janela que se abre numa casa totalmente escura e fechada. Você tem que abrir essa janela pra sobreviver. Eu acho que o humor é essa janela, como eu acho que a arte de maneira geral é pro artista. Todo artista é uma criança que não foi compreendida, que não teve atenção e ela precisa dar asas, ela precisa abrir essa janela. E ser engraçado é uma forma muito eficaz de chamar atenção. Então, se você não tem problema fica difícil satirizar, ir pra outro extremo. É aquela história, por trás da máscara do palhaço, tem sempre uma criança chorando. Muitos artistas sofrem de depressão, tem problemas sérios por conta disso, porque são almas incompreendidas, insatisfeitas e com uma sensibilidade muito grande. E no humor principalmente, a chance da pessoa que faz humor ser uma criança incompreendida é ainda maior.

R&P: Você trabalhou com Chico Anysio na Escolinha e depois trabalhou com filho dele, Bruno Mazzeo na série Cilada e no filme Cilada.com. Como foi contracenar com essas duas gerações?

KK: Foi muito especial pra mim, sempre digo que foi um privilégio pra mim porque são dois estilos diferentes de fazer humor, duas personalidades diferentes, mas dois gêniozinhos. Gêniozão e gêniozinho, seguindo a hierarquia. E foi interessante me experimentar também, com um de uma forma mais caricata e com outro de uma forma mais naturalista.

R&P: No filme Área Q você contracenou com um artista internacional e em inglês. Como foi essa experiência pra você?

KK: Nossa! Foi uma experiência muito interessante, uma honra contracenar com o Isaiah Washington, que já foi dirigido por Spike Lee, já atuou com grandes figuras como Clint Eastwood. Dá aquela coisa né, vou contracenar com esse cara e ainda mais na língua dele? Mas ele é muito centrado, muito light, foi uma química ótima. E aí deu tudo certo, eu consegui passar a naturalidade que o Gerson (diretor do filme) queria. E aí é que tá a grande beleza da arte, é você fazer uma coisa parecendo que não tem nada demais.

R&P: Você agora também trabalha com terapia de regressão por meio da Deep Memory Process. Como você descobriu a técnica e como ela interage com o seu trabalho de artista?

KK: Eu trabalhei como arte-terapeuta no projeto “Arte de Saúde” dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e uma amiga do grupo indicou uma palestra pra eu assistir, e quando cheguei lá, descobri que era sobre uma formação em uma técnica de regressão de memória que ía acontecer aqui em Fortaleza, e ministrada pelo próprio criador do método, o Dr. Roger Woolger. Quando eu ouvi falar nesse nome eu fiquei passada porque era nome do autor do meu livro de cabeceira que é “A Deusa Interior”. Eu fiquei muito instigada em fazer por ser uma técnica que trabalha com psicodrama e não com hipnose e que eu vi que tinha tudo haver com a minha história, com a minha busca pessoal e uma maneira de ir atrás da minha própria cura. Aí eu movi céus e terras pra completar os seis módulos da formação (que eram cobrados em dólar). Eu nunca sabia como ía pagar, mas deu tudo certo e eu consegui me formar com o próprio Roger. E a técnica se encaixou perfeitamente no meu trabalho de artista, principalmente na “Oficina de Equilibração” que eu ministro pra atores, terapeutas, comunicadores, em que eu me utilizo de algumas ferramentas dessa técnica pra ampliar os potenciais das pessoas, no sentido de eliminar os traumas, identificar alguns complexos. Hoje eu atendo na clínica como terapeuta e isso faz uma diferença enorme pra mim tanto profissionalmente como pessoalmente, eu me sinto totalmente contemplada com essas duas profissões. Sinto que eu descobri a minha razão de ser como atriz e terapeuta.

R&P: Você contou que tem dias que você faz show, faz atendimento terapêutico, dá palestra, e ainda faz comida, pega filho no colégio. Como você consegue dar conta de ofícios tão distintos e ainda ser dona de casa?

KK: Gente do céu! Eu só sei lhe dizer uma coisa: que isso faz parte da minha vida, esse monte de coisas, tudo ao mesmo tempo agora. E voltando falar do livro “A Deusa Interior”, onde eu encontro muitas respostas e o religar de muitas coisas, ele conta que o arquétipo da Grande-mãe foi fragmentado pela chegada do patriarcado e aí foram surgindo os arquétipos das outras deusas. Ao saber disso, percebi que poderia ser quem eu era com essas partes todas juntas, e a beleza da vida é perceber esses diversos personagens numa pessoa só. Isso é o que nos torna completos! Eu não preciso deixar de ser dona de casa ou ser uma boa mãe, pra ser uma boa profissional. Dá tempo pra tudo. Até porque todas essas partes estão aqui dentro de mim. Eu tento organizar a minha vida pra que cada uma dessas personagens, a mãe, a profissional, a dona de casa, a mulher…vivam em harmonia e sejam contempladas na sua hora. O dia tem 24 horas, dá tempo pra 24 personagens!! (risos)

R&P: O que você gosta de fazer nas horas livres?

KK: Ouvir música, cozinhar, olhar o jardim, ler. Ah! Uma coisa que eu amo, não sei por que, mas olhar roupa estendida no varal, ver o vento passando, me dá uma paz incrível. Aguar o jardim, sentir o cheirinho das plantas subindo, tomar um banho cansada, acender um incenso, essas pequenas coisas.

R&P: E projetos para o futuro?

KK: Acordar amanhã é um bom plano, tomar um banho, ir pra uma reunião de trabalho. Ao longo do tempo eu tive que me acostumar a não fazer muitos planos na vida de atriz e aprender a conviver com isso. Tenho o sonho de montar um espetáculo cantando, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, que é a minha cara. Cada coisa na sua hora. Vamo vendo…amanhã eu sei.

Bate-papo/Psicanálise com o leitor:

Como prometido, contarei as condições particulares deste perfil. Eis que a aspirante a repórter é filha da entrevistada. Vou explicar melhor. A construção deste perfil foi um desafio proposto pela professora da disciplina de Oficina em Webjornalismo, Adriana Santiago. A opção parecia um pouco cômoda, mas ao mesmo tempo eu pensei “Pourquoi pas?”. Além do mais, Karla está prestes a completar 25 anos de carreira, é uma profissional competente e que não para de criar e de se refazer dentro da profissão, ou melhor, das profissões, é uma mãe que se desdobra em mil pra segurar a onda sozinha de um filho aborrecentíssimo (meu irmão Pedro de 14 anos) e de uma chorona de 26 anos, que demorou a descobrir o que queria da vida e que hoje só está cursando Jornalismo em uma universidade particular por conta do apoio financeiro e moral da mãe e do avô, convocado há poucos meses para integrar a Academia de Letras do Céu.

Este perfil é minha forma de agradecer por tudo que ela fez e faz por mim e uma maneira de compartilhar com o mundo um pouco da artista e do ser humano que ela é – uma eterna aprendiz das maldades do mundo, talvez uma Pollyana incurável.

Foi difícil obter certo distanciamento, mas pesquisei sobre a vida dela como qualquer outro jornalista faria. Apesar de filha, eu não podia me confiar apenas nas minhas memórias e nas histórias contadas em casa. Fiquei impressionada com a quantidade de coisas que ela já fez, com o número de vídeos e referências a ela na Internet, ri de entrevistas que ela deu aos 22 anos e fiquei feliz com o seu amadurecimento. Estou cônscia da minha corujice e bajulação, sei que a neutralidade jornalística foi pro beleléu, mas o compromisso com a verdade foi mantido. Sigo aberta a críticas e mais desafios, pois sei que estou na Universidade e no mundo para APRENDER e esta foi uma oportunidade incrível de crescimento e aprendizado.

Criatura entrevistando a criadora. Foto: Davi Sampaio
Criatura entrevistando a criadora. Foto: Davi Sampaio

Texto: Camila Fernandes

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