[Claquete] Cores, nomes e amores tropicalistas

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Lançado em 2012, o documentário Tropicália tem a pretensão de fazer um panorama definitivo do movimento tropicalista, após quase 45 anos das primeiras experimentações baianas. Dirigido por Marcelo Machado, o longa, que ficou pouco tempo em circuito comercial, traz entrevistas, imagens, músicas e videos raros. Como personagens estão os artistas Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Jorge Mautner, Glauber Rocha, Maria Bethânia, José Celso Martinez, entre outros.

A Tropicália

tropicalia
Foto: Divulgação

O final da década de 60 em todo o mundo foi marcado por movimentos da juventude em busca de liberdade de expressão política e sexual. No Brasil, regido desde de 1964 por um governo militar, os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil agitavam a cena musical com composições ousadas, provocativas, cheias de metáforas e influências diversas. Uma mistura de baião (Luiz Gonzaga), iê-iê-iê (Jovem Guarda), Chacrinha, João Gilberto, beribaus e guitarras elétricas. Artistas de outras vertentes também compartilhavam das mesma forma de expressão, o que fez do tropicalismo um movimento cultural, para além da música. Entre eles, o cineasta Glauber Rocha com o Cinema Novo; o diretor de teatro José Celso Martinez Correia com o Teatro Oficina; e Helio Oiticica com suas instalações provocativas nas artes plásticas.

Em sua biografia (Verdade Tropical – disponível na Biblioteca da Unifor), Caetano Veloso conta que a Tropicália começou sem intenção de movimento, nem pretensões políticas, era apenas uma expressão da juventude. A maior revolução era estética, plástica, entretanto, a liberdade defendida pelos artistas incomodou o regime militar, que levou ao exílio os mentores Gil e Caetano. A partir daí, o movimento ganha caráter mais político, embora nunca tivesse sido alheio à situação do país.

Ficha técnica:
Diretor: Marcelo Machado
Duração: 82 min.
Ano: 2012

Veja mais:

  • uma-noite-em-67Uma noite em 67, documentário sobre o histórico Festival Internacional da Canção onde Gil e Caetano apresentaram as primeiras composições tropicalistas. Assista na íntegra aqui.

Texto: Lorena Cardoso

2 comentários em “[Claquete] Cores, nomes e amores tropicalistas

  1. aqui e acolá surgem frutos bacanas, tulipa ruiz, phill veras, graveola e lixo polifônico, móveis coloniais de acaju, até a louca da clarice falcão.

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