Brincadeiras do Dia da Mentira ainda são tradição

Como já é de costume, no dia 1º de abril as pessoas fazem brincadeiras umas com as outras, mentindo e enganando só para ver se a outra pessoa vai acreditar na mentira ou não. Mas não são só as pessoas comuns que fazem pegadinhas umas com as outras: agora existem empresas, principalmente as de tecnologia, que fazem pegadinhas com quem visita seus sites, publicando novidades e lançamentos falsos e absurdos, trollando os internautas.

Uma dessas empresas é a Google que criou o Gmail Blue, que seria um novo suposto serviço que deixaria o gmail todo azul. Ela inventou também a Google Noseque faria uma busca por cheiros após ser digitada uma palavra chave e, como último exemplo,  o fim do Youtube.

Gmail Blue. Foto: Reprodução
Gmail Blue. Foto: Reprodução

A Google também criou um mapa do tesouro no Google Maps, transformando o serviço num antigo mapa de exploração de tesouro; além da notícia do Google Glass ter sido criada por Leonardo Da Vinci que foi dada pelo site Mashable.

Google maps. Foto: reprodução
Google maps. Foto: reprodução

O Twitter também brincou com seus usuários dizendo que iria cobrar pelo uso das vogais nas mensagens. Quem também participou da brincadeira foi a Apple que publicou um anúncio no site IGN do seu videogame iPlay.

Twttr. Foto: reprodução
Twttr. Foto: reprodução

A verdade sobre 1º de abril 

  A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril.

 Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data.

Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo.

Texto: Lia Sequeira

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