Fortalezenses se mobilizam contra barulho excessivo

poluicao-sonoraDesde que um bar muito movimentado mudou-se para sua vizinhança, a jornalista Júlia Lopes não tem mais sossego. O barulho é constante e até altas horas da noite. Ela, como a maioria dos cidadãos com problema com o barulho excessivo na cidade, desabafou nas redes sociais. Acabou descobrindo que muitas pessoas de diversas áreas de Fortaleza sofriam com o mesmo mal. “Fiquei chocada quando ouvi um conhecido comentando que Fortaleza era a cidade mais barulhenta das nove cidades, dentre elas, São Paulo, em que havia morado”, conta Júlia.

Depois de muitas conversas e muitas reclamações, Júlia e alguns amigos resolveram criar um grupo no Facebook para reunir todos aqueles que se incomodavam com a barulheira da cidade. Foi assim que nasceu o grupo Fortaleza Tranquila. No grupo, que conta com 287 membros, as pessoas aproveitam o espaço para discutirem o assunto e possibilidades de solução para o problema.

Júlia Lopes. Foto: Arquivo pessoal
Júlia Lopes. Foto: Arquivo pessoal

“É um grupo para ajudarmos uns aos outros, pois alguns de nós têm mais conhecimento da legislação que outros”, explica. O Fortaleza Tranquila ainda não saiu da esfera virtual. De acordo com Júlia, um dos maiores empecilhos para que haja alguma mobilização é a falta de uma legislação específica que trate da questão.

Para a idealizadora do grupo, é necessária a conscientização das pessoas de que a poluição sonora é prejudicial à saúde. Ela pode causar insônia, depressão, estresse e agressividade, aumento da pressão arterial e até perda de audição, dentre outros danos.

“O estresse, o cansaço e a agressividade causados pelo barulho constante acabam deixando as pessoas nervosas e gerando conflitos e brigas, que podem chegar a ter consequências drásticas como o que ocorreu no bairro Ellery, no começo do ano”. Ela se refere à morte de dois adolescentes em uma festa de pré-Carnaval após um conflito entre policiais e civis iniciado pelo uso de paredões de som.

Grupo no Facebook.
Grupo do Facebook

Apesar do grupo ainda não ter conseguido sair do papel, a equipe não fica parada. Todos os dias, membros do Fortaleza Tranquila discutem notícias sobre o assunto e dividem o que estão vivendo. Atualmente, querem montar uma conferência com algum especialista no assunto e evoluir para uma mobilização real.

O grupo Fortaleza Tranquila encontra-se no Facebook e é aberto a qualquer um que sofra com a poluição sonora de Fortaleza.

Texto:  Patrícia Borges

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