[Claquete] “Momentos. Esse é um. Esse aqui, agora, é definitivamente um momento.”

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Agora Fico Bem (Now is Good) é um filme que tem tudo para ser bom e para ser ruim. Baseado no romance de Jenny Downham, o seu maior acerto foi na escolha da personagem principal interpretada por Dakota Fanning. Ela vive uma adolescente chamada Tessa que está em fase terminal de câncer.

Depois de descobrir que tem leucemia, Tessa decide encarar o seu destino criando uma lista de coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Mas, diferente de outros filmes do gênero como “Um Amor Para Recordar” em que a personagem principal quer estar em dois lugares ao mesmo tempo, ter uma estrela com seu nome e se casar na mesma igreja que sua mãe casou, a lista de Tessa tem como prioridade perder a virgindade, seguido de roubar uma loja e consumir bebidas alcoólicas e drogas.

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Com a ajuda de sua melhor amiga Zoey (Kaya Scodelario), ela consegue fazer praticamente tudo de sua lista, talvez não da forma que desejava, mas continua com suas convicções até o final. Porém, o que ela mais queria acaba sendo o mais difícil, até que ela conhece Adam (Jeremy Irvine), um vizinho que, apesar de assustado com a condição de Tessa, tem a coragem de seguir com ela, mesmo sabendo que vai acabar se machucando no final.

O que também não podia faltar em um filme com essa história é uma família complicada. O pai de Tessa, interpretado pro Paddy Considine, é um verdadeiro obcecado por câncer, levando a filha até mesmo para fazer entrevistas em rádios. Já a mãe (Olivia Williams) não mora com eles e não sabe absolutamente nada sobre como cuidar da filha.

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O enredo pode até ser uma história reciclada como muitas das outras que já vimos, mas tem alguma coisa de especial que prende público e o faz realmente acreditar. Tessa, apesar de ter um final trágico inevitável, não é digna de pena e sim de admiração e compreensão. O romance que parecia piegas se transforma em algo realmente acreditável e a família desestabilizada volta a ficar unida mas continua quebrada como sempre foi.

É possível fazer com que as pessoas ainda chorem no final de um filme clichê e que se lembrem dele como diferente dos que estavam acostumadas. Não faltam momentos para se parar e pensar sobre a sua vida, como quando Tessa decide parar com os tratamentos e a vemos ficar cada vez mais fraca. Assistimos a sua luta junto aos outros personagens e acabamos nos tornando parte da história.

Ficha técnica

Ano: 2012
Direção: Ol Parker
Origem: Reino Unido
Duração: 103 minutos
Gênero: Drama

Texto: Thaís Praciano

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