Voz é ferramenta profissional em todas as áreas

Foto: Débora Queirós
Foto: Débora Queirós

Muitos alunos de nível superior se sentem inseguros com a própria voz quando vão utilizá-la como ferramenta de trabalho e em apresentações. Gente de todos os cursos procura fonoaudiólogos, cursos e disciplinas de aperfeiçoamento da voz, em busca de uma melhoria para o uso em função da profissão.

Como exemplo, tomam-se aqueles alunos da Educação Física que falam muito baixo, ou rápido demais, estudantes de Direito que não conseguem falar em público. Dessa necessidade, surgiu entre os professores de Fonoaudiologia e coordenadores da Unifor a ideia de criar uma disciplina de Expressão Vocal, com o objetivo de mostrar como os alunos devem se portar frente a profissão, identificar problemas com a voz, e dentro da disciplina, minimizar essas dificuldades.

“Como não existem regras para falar, só existem regras para escrever, o fonoaudiólogo é o profissional que visualiza isso, pois em algumas profissões a maneira de falar deve ser diferenciada”, ensina o fonoaudiólogo e professor Charleston Palmeira. A disciplina optativa é oferecida para diversos cursos da Unifor e muito procurada há 8 anos, desde a primeira vez que foi oferecida. Expressão Vocal é ofertada para sete turmas, com 30 vagas, pelos cursos de Publicidade e Propaganda, Fonoaudiologia, Jornalismo e Educação Física. Todas lotadas.

A Fonoaudiologia trabalha com dois grupos de diferentes perspectivas: as pessoas que tem alteração na linguagem e as pessoas que tem uma dicção saudável mas querem aperfeiçoar em função da profissão. Essas pessoas que buscam um aperfeiçoamento são profissionais que utilizam a voz no quotidiano de trabalho.

Charleston Palmeira em sala de aula
Charleston Palmeira legislando uma aula de fono. Foto: Amanda Carneiro

Professores, por exemplo, precisam de uma resistência maior no dia a dia; locutores devem ter uma voz clara e bem articulada; empreendedores necessitam de técnicas para alcançar o objetivo proposto. “Se a pessoa é empreendedor e quer iniciar um projeto, montar um negócio e não tem capacidade de se comunicar com o outro, talvez perca um investimento, não motive o outro a se agregar ao projeto, a comunicação passa por aí e muitas vezes agente não percebe”, explica Charleston.

Fora da Universidade também há cursos de preparação vocal voltados a alunos de todos os cursos e focados em estudantes das áreas de comunicação e entre outras áreas que trabalhavam com essa ferramenta, vários desses cursos já foram identificados como enganosos e despreparado. Segundo o professor Charleston Palmeira, esse número de cursos indevidos, tem diminuído bastante devido uma orientação maior, passada aos alunos. “Esses cursos, devem ser feitos por um fonoaudiólogo que, por lei, é um profissional habilitado a trabalhar com a comunicação oral”, aconselha.

Texto: Amanda Carneiro

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