[Claquete] “E a verdade é que há algo de terrivelmente errado com o país”

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O filme V de Vingança (V for Vendetta, no original), uma das mais revolucionárias superproduções americanas, foi lançado em 2005 pela Warner Bros., com direção de James McTeigh e roteiro de Andy e Lana Wachowsky (conhecidos pela trilogia Matrix), baseado na graphic novel de Alan Moore e David Lloyd.

Os quadrinhos, escritos durante a implementação de medidas neoliberais consideradas autoritárias e altamente impopulares pela então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, foram publicados ao longo da década de 1980 pela editora DC Comics, e sua trama retrata a Inglaterra num distópico futuro de 1997, submetida a um regime de fortes traços fascistas, no qual um misterioso anarquista tenta destruir o Estado totalitário através de ações diretas.

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Com enredo de considerável fidelidade à obra original, apresentando apenas mudanças ocasionais na trama, o filme é estrelado por Hugo Weaving – como o anarquista V, que esconde o rosto sob uma máscara do revolucionário britânico Guy Fawkes – e Natalie Portman – como Evey, uma garota que perdeu os pais durante a guera e se torna aprendiz e ajudante de V.

A trama se inicia na madrugada do dia 5 de novembro, aniversário da chamada Conspiração da Pólvora, ocorrida em 1605, na qual Guy Fawkes tentou explodir o parlamento inglês e destituir o rei James I do trono. É a data escolhida por V para dar início à sua elaborada campanha para derrubar o Estado ilegítimo.

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Com personagens apresentados em profundidade, V de Vingança impressiona não só pelo enredo original e – em todos os sentidos – revolucionário, mas também pela qualidade técnica alcançada, resultado da reunião do excelente desempelho dos atores a uma direção de arte acurada.

Trata-se de um filme, sobretudo, inspirador – no sentido de inspirar as novas gerações a não esquecer e a não abdicar das conquistas feitas pelas gerações passadas no âmbito da política e da liberdade. Fiquemos com a máxima do discurso de V: “O governo pode usar da violência em vez do diálogo, mas as palavras sempre manterão seu poder. As palavras oferecem um significado, e, para aqueles que as escutam, a enunciação da verdade. E a verdade é que há algo de terrivelmente errado com o país.” Como canta Mick Jagger nos créditos finais, a hora é certa para uma revolução.

Texto: Lia Martins

Ficha Técnica

Título Original: V for Vendetta

Ano: 2005

Direção: James McTeigh

Roteiro: Andy e Lana Wachowsky, baseado na graphic novel de Alan Moore e David Lloyd

Gênero: drama; ação

Duração: 132 min.

Origem: EUA/Reino Unido/Alemanha

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