[Claquete] Bela demais para morrer, selvagem demais para viver

GIA

Baseado numa história real, sob a direção de Michael Cristofer, Gia – Fama e Destruição (1998) traduz uma trajetória chocante da primeira supermodelo norte-americana, que fez muito sucesso no fim dos anos 1970 ao início dos anos 1980. Gia Carangi, ou apenas Gia (Angelina Jolie), como ficou conhecida em todo o mundo, foi capa de várias revistas importantes de moda nos Estados Unidos e na Europa, como a Vogue e a Cosmopolitan.

Em tom de documentário, a trama inicia com pessoas descrevendo sua personalidade e como era lidar com a modelo no dia-dia. Fotógrafos, amantes e familiares falam, de maneira orgulhosa, como Gia era diferente, impulsiva e inocente.

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Em seguida, há um recorte direcionado para a infância da modelo. Filha de um dono de restaurante e de uma dona de casa, a caçula Gia sofria com o casamento instável e violento de seus pais, sendo esse o motivo pelo qual a mãe (Mercedes Ruehl) abandonasse a família quando a modelo tinha apenas onze anos.

Já com 17 anos, em 1977, depois de começar a posar para anúncios em jornais locais da Filadélfia, Gia deixa a sua vida de garçonete no restaurante do pai para arriscar tudo sendo modelo na cidade de Nova York. Em poucos meses, conseguiu proeminência, tornando-se uma das modelos favoritas de fotógrafos famosos como Richard Avedon, Helmut Newton, Arthur Elgort e Francesco Scavullo. No fim de 1978, com 18 anos, já era uma modelo de sucesso em todo o mundo.

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O filme segue com um bom desenvolvimento, mesclando cenas de depoimentos de pessoas próximas de Gia (a mãe, o distante pai, algumas pessoas que trabalharam com ela e Linda, interpretada pela atriz Elizabeth Mitchell) e a angustia relatada pela modelo em seu diário.

Fama e Destruição

A fama meteórica da modelo vem acompanhada por uma paixão homossexual por Linda, sua namorada. Em várias cenas do filme, as duas protagonizam um romance complicado e frágil, principalmente quando Gia começa a se envolver com drogas.

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Com um jeito carente, impulsivo e manipulador, a modelo possuía uma vida pessoal conturbada, cheia de vícios e festas, passando por cima de seu trabalho e, consequentemente, levando-a ao esquecimento.

Consumida pelas drogas, Gia foi finalmente internada num hospital para uma desintoxicação química. No entanto, em menos de dois anos, voltou às drogas. Em junho de 1986, deu entrada no Warminster General Hospital com pneumonia dupla. Poucos dias depois, foi diagnosticada como portadora do vírus da AIDS que culminou em sua morte, um mês depois.

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Gia encontra na interpretação de Angelina Jolie a força para ser lembrada. A atriz, que até aquele momento não tinha feito nada de destaque, convence o expectador num trabalho intenso, vibrante e hipnótico.

O filme de Michael Cristofer cumpre seu principal propósito: trazer às telonas o que a própria Gia queria, sua história sendo contada para alertar ao mundo os perigos das drogas. O longa rendeu dois Globos de Ouro (Melhor atriz e Melhor Atriz Coadjuvante), um Emmy de Melhor Edição, além de ter sido indicado foi em mais cinco categorias.

Texto: Priscila Baima

Ficha Técnica

Gênero: Drama
Direção: Michael Cristopher
Elenco: Angelina Jolie, Elizabeth Mitchell, Eric Michael Cole, Faye Dunaway, Mercedes Ruehl
Duração: 126 min.

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