Mais atenção para as calçadas

Foto: Divulgação
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A ocupação desordenada nas calçadas, ou a inexistência delas, vem impossibilitando o trânsito de pedestres em alguns locais de Fortaleza. A falta de espaço, como também a quantidade de obstáculos nelas encontradas, como barracas de comida, camelôs, placas e entulhos, estão transformando a questão da acessibilidade em um verdadeiro desafio para os pedestres. ‘Calçadas’ é o tema de hoje em decorrência da Semana da Mobilidade Urbana, promovido pela Prefeitura de Fortaleza, dos dias 16 a 22.

As calçadas em Fortaleza não são respeitadas, um exemplo disso é o Centro da cidade, onde as calçadas estão desordenadamente ocupadas. Bares e lanchonetes abusam e ocupam o espaço colocando mesas em toda a extensão da calçada. Além disso, carros estacionados no meio da rua, forçam os pedestres a se desviarem dos obstáculos sujeitas a serem atropeladas.

Foto: Divulgação
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A rua Eduardo Perdigão, em frente ao terminal da Parangaba, é outro exemplo de inacessibilidade na capital. O lugar é de grande tráfego de pessoas e carros, porém, não existe calçada que favoreça o deslocamento das pessoas com segurança.

O problema é generalizado, segundo Brennand Bandeira, professor de Projeto Arquitetônico I da Universidade de Fortaleza. Para ele, a invasão do espaço público nas calçadas se dá em todo o Brasil e aconteceu de forma descontrolada. “O problema dos passeios públicos em Fortaleza é uma coisa que vem acontecendo desde a década de 60, quando os camelôs começaram a tomar conta do Centro da cidade e isso foi, de certa forma, se desordenando e a prefeitura não teve um controle sobre isso”.

Foto: Cerbras/ Reprodução
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O problema atinge também os portadores de necessidades especiais, que além de sofrerem com os obstáculos da ocupação das calçadas, encontram ainda irregularidades, como a falta de rampas, tendo sua acessibilidade interrompida. “Ainda temos muito a desejar nessa questão da acessibilidade. Foram feitas algumas ações em praças públicas, mas deixa a desejar, fora a questão do desnível, principalmente nos bairros periféricos da cidade, onde o controle é menor”, explica Brennand.

O professor diz ainda que não há uma legislação específica sobre a ocupação dos passeios públicos, porém, a prefeitura tem tomado algumas ações no Centro da cidade, onde o problema é mais grave. Grande parte dos ambulantes, de certa forma, já foram deslocados. No entanto, as atitudes tomadas não foram suficientes, ainda há muitas pessoas no mercado informal que não possuem cadastro na prefeitura.

Texto: Larissa Sales

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