[Mundo Unifor] Rogério Barros palestra sobre os problemas que circundam a sustentabilidade

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

MUNDO UNIFORNesta terça-feira, 22, ocorreu a palestra sobre Modelos de Negócios Sustentáveis, que foi apresentado pelo professor Rogério Nicolau Barros, coordenador do Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (EGES) – do CCG da Unifor. O professor também participa do Global Reporting Initiative (GRI), e já fez algumas realizações sociais voltadas para a área de sustentabilidade, como a criação de uma fábrica de óleo na comunidade do Dendê.

Rogério Barros se intitula como um provocador, por instigar seus alunos a pensarem sempre em métodos inovadores de modelos sustentáveis com o uso de tecnologias para solucionar problemas sociais. Ele sustenta a ideia de que o conteúdo despejado nos aterros são riquíssimas matérias-primas que devem ser reaproveitadas. O consumo é apontado como o maior problema na geração de matérias que acabam se tornando lixo. “Muitas pessoas que estão nas ruas protestando acabam fazendo mal à própria sustentabilidade, pois elas estão sempre comprando algo, e o maior problema disso tudo está no consumo crescente de hoje”.

Foto: Luana Quezado
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O professor coloca em questão o aspecto do pensamento no verde estar em alta na atualidade e os motivos das organizações estarem investindo tanto nesta ordem. Foram abordados aspectos ligados ao marketing, ao custo, à rentabilidade e aos impactos ambientais. Na palestra foi lembrada a implantação da lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, que obriga os gestores empresariais fazerem uso de modelos sustentáveis. Segundo ele, o Brasil perde 8,5 bilhões de reais por não reciclar. A questão nociva dos aterros é outro ponto forte ressaltado na palestra.

Foto: Luana Quezado
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Existe ainda um alto custo no transporte dos resíduos para os aterros, e com o aumento do consumo pela sociedade, há a exigência de um novo espaço que comporte todo este material, o que acaba gerando o aumento de gastos de investimento na locomoção, que passa a ser maior. “O mais absurdo é saber que as empresas que levam os lixos para os aterros estão ganhando crédito de Responsabilidade Social”. Ademais, Rogério alerta que não podemos esquecer que antes das empresas, existem as pessoas que as comandam.

A educadora e gestora ambiental Tarcilia Rego, aluna do primeiro semestre de Jornalismo, esteve presente na palestra. Ela é editora chefe do caderno O Estado Verde – que foi fundado por ela, no jornal O Estado, e elogiou muito a capacidade de síntese do palestrante destacando que acha importante o assunto ser abordado também para as pessoas em geral, não sendo só direcionados às empresas.

Texto: Giovânia Alencar

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