[Mundo Unifor] Sobre a importância de sonhar

Foto: Thiago Gadelha
Mark Stevenson. Foto: Thiago Gadelha

MUNDO UNIFORA palestra magna do futurologista britânico Mark Stevenson, autor do livro An Optimist’s Tour of the Future, tratou sobre avanços da tecnologia, o valor do sonhar e a importância do que se acredita no presente para a construção do futuro.

Stevenson expôs avanços da ciência do âmbito da Biologia à Medicina. Da impressão em 3D, que permite transformar um desenho de modelagem tridimensional no computador em um objeto real e palpável, aos avanços no tratamento do câncer.

O britânico enfatizou sobre a essencial capacidade criativa do homem em oposição aos altos investimentos empregados em guerra, ilustrado com a exposição do valor monetário gasto com a guerra do Iraque na União Europeia e nos Estados Unidos e do valor humano, como o número de mortos.

Em tempos de pessimismo corrosivo, uma das marcas da modernidade, a síndrome de Pollyanna, protagonista do livro de Eleanor Porter que brincava de ver coisas boas onde só havia coisas ruins, realmente parece não ter vingado. As perspectivas para o futuro, aos olhos de muitos, remetem a destruição e negatividade. “Acho que hoje em dia instaurou-se uma consciência predominantemente negativa sobre o futuro. Particularmente, eu tenho medo ao pensar na ganância das pessoas. Até que ponto esse sentimento irá barrar a evolução?”, opinou Arthur César, estudante do curso de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Foto: Thiago Gadelha
Foto: Thiago Gadelha

O futurologista encerrou a palestra sinalizando sobre a importância da consciência da humanidade e que esta sonhe sonhos de sustentabilidade e compaixão. O futuro, colocou Stevenson, pode ser definido pelos valores que a humanidade optar por seguir.“Quando os ventos da mudança soprarem, algumas pessoas construirão paredes e outras construirão moinhos de vento. Vocês têm que construir moinhos de vento”.

Dicas de Stevenson para ser um otimista de sucesso:

Não tenha vergonha do otimismo e da sua ambição sobre o futuro: “Em suma, os otimistas de sucesso não sentem vergonha de dizer que as coisas poderiam ser melhores. Eles não têm escrúpulos em imaginar um mundo melhor e defendê-lo, não importa o quanto possam receber de desprezo das mãos dos cínicos. Em resumo, eles não têm vergonha de sonhar sonhos bons. Afinal, Martin Luther King não ficou nos degraus do memorial Lincoln e disse ‘Eu tenho um plano de cinco pontos’.

Abrace algo maior do que o que você é: “Aqueles com algo maior que eles mesmos geralmente têm uma felicidade advinda do âmago sobre o que quer que seja. É uma felicidade que vem de um sentimento que você tem um lugar no mundo. Um ‘projeto maior do que eu’ pode ser sua família, sua religião, o serviço militar ou uma vocação científica. Você não tem que concordar com o ‘projeto maior que eu’ de outra pessoa, mas é verdade que as pessoas que os têm são geralmente mais orientadas, positivas e capazes de obterem resultados favoráveis. Esta é uma felicidade diferente dos prazeres passageiros, como uma boa noitada ou uma grande piada, e que não irá se manifestar como alegria, mas seu poder motivador é fundamental para o otimista de sucesso.”

Pense mais como um engenheiro e menos como um político: “Pense Nisso. Engenheiros não constroem pontes de uma perspectiva de direita ou de esquerda. Eles as constroem em perspectivas baseadas em evidências e, ao longo do tempo, a construção da ponte fica melhor. Os políticos frequentemente tomam suas decisões de um ponto de vista ideológico, e se a evidência encaixar-se bem, isso é ótimo e, ao longo do tempo, como certamente se pode notar, o nosso sistema político piorou”.

Texto: Janine Nogueira

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