“A moda pode ser uma armadilha. A estética precisa ser embasada em conhecimento”

Syomara Duarte, Henrique Sá e Clara Bugarim. Foto: Thiago Gadelha
Syomara Duarte, Henrique Sá e Clara Bugarim. Foto: Thiago Gadelha

Com o intuito de oficializar a acolhida aos primeiros alunos de Design de Moda da Universidade de Fortaleza, realizou-se na noite da última quarta-feira, 29, a Palestra de Introdução ao Curso. O público – um misto de alunos principiantes e avançados (transferidos da Faculdade Católica do Ceará), professores e familiares – foi recepcionado pelo vice-reitor Henrique Sá, pela diretora do Centro de Comunicação e Gestão (CCG) Clara Bugarim e pelas professoras Ana Cláudia Farias (coordenadora do curso em questão) e Syomara Duarte no auditório da biblioteca.

Num ambiente descontraído, o vice-reitor de Ensino de Graduação Henrique Sá aceitou o título de “padrinho” atribuído por Bugarim e confessou: “Eu já comecei a comprar a Vogue”. Henrique introduziu, adiante, as diretrizes de ensino ressaltando a importância da ética, do compromisso e interesse dos designers em desenvolvimento. “O design é uma obra humana para a própria humanidade. É preciso que sejamos uma comunidade capaz de cultivar valores também humanos”, incitou.

Henrique Sá. Foto: Thiago Gadelha
Henrique Sá. Foto: Thiago Gadelha

Henrique usou, ainda, uma citação de Ralph Emerson (“Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos conosco, nunca o encontraremos”) para tornar compreensível a maior pretensão da introdução do curso: lapidar o artista, designer, gestor e cidadão já existente no aluno, que assim deve considerar-se. Em tempo, estimulou também a capacidade de transgredir os conceitos estabelecidos.

Vitrinas

Foto: Thiago Gadelha
Foto: Thiago Gadelha

A professora do Instituto de Cultura e Arte da UFC Syomara Duarte palestrou sobre o livro “Vitrinas”, resultado de sua pesquisa de mestrado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de São Paulo. A publicação toma por base a cidade de Fortaleza e suas ruas genuinamente comerciais, como a Monsenhor Tabosa, para contemplar o avanço do vitrinismo e, consequentemente, a cultura de um povo.

Syomara Duarte. Foto: Thiago Gadelha
Syomara Duarte. Foto: Thiago Gadelha

Apesar de ter concebido uma obra com  temática previamente visual, Syomara considera a erudição elementar. “Conhecimento não é só informação. É preciso ler muito. Leiam porque a moda pode ser uma armadilha. A estética precisa ser embasada em conhecimento”, atentou. Na ocasião, a professora sorteou dois exemplares que podem ser encontrados na loja da UFC.

 

Texto: Alana Oliveira

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