1984: distopia de Orwell é analisada na última edição do Quinta Literária

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O livro 1984, de George Orwell, foi a obra escolhida para ser tema de análise no Programa Quinta Literária. Realizado na última quinta-feira, 30, na Unifor, e organizado pelo Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), o debate contou com a presença das professoras Marina Cartaxo, Mariana Dionísio e Aline Passos. Seu objetivo era o de discutir criticamente a distopia e sua relação com o curso de Direito. A professora Mariana Dionísio discorreu sobre a narrativa e contou de forma breve o enredo. Mariana destacou a importância do romance e sua aproximação com a realidade vivida atualmente pela sociedade, salientando os blocos econômicos, o controle da imprensa e a vigilância constante da sociedade.

Aline Passos comparou a falta de privacidade descrita no livro a que a maioria das pessoas vivenciam hoje. Ela, inclusive, acredita que atualmente a maioria dos indivíduos se exibem por vontade própria e indicou uma vontade exacerbada de exposição nas redes sociais e outras mídias. Além disso, a mestra apontou a censura retratada no livro e a manipulação que os meios de comunicação sofrem atualmente. O evento se encerrou com perguntas da plateia, que estava composta por fãs.

“1984” é um romance distópico, clássico do autor britânico George Orwell, publicado em 8 de junho de 1949. O livro retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo (bissexto), Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. O romance tornou-se famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

A trama se passa na “Pista No. 1, o nome da Inglaterra sob o regime totalitário do “Big Brother” e sua ideologia IngSoc (socialismo inglês), e conta a história de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade, um órgão que cuida da informação pública do governo. Diariamente, os cidadãos devem parar o trabalho por dois minutos e se dedicar a atacar histericamente o traidor foragido Emmanuel Goldstein e, em seguida, adorar a figura do Grande Irmão.

Smith não tem muita memória de sua infância ou dos anos anteriores à mudança política e, ironicamente, trabalha no serviço de retificação de notícias já publicadas, publicando versões retroativas de edições históricas do jornal The Times. Estranhamente, ele começa a interessar-se pela sua colega de trabalho Julia, num ambiente em que sexo, senão para procriação, é considerado crime. Ao mesmo tempo, Winston é atraído por O’Brien, um burocrata do círculo interno do IngSoc que tenta suborná-lo a não abandonar a fé no Grande Irmão. A obra é uma metáfora sobre o poder nas sociedades modernas.

Texto: Cidney Sousa e David Nogueira

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