Ailton Lopes defende liberdade de expressão e direitos LGBT em debate na Unifor

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Alessandra Oliveira, Ailton Lopes e Ricardo Saboia compuseram a mesa de debate. Foto: Thiago Gadelha

Com o tema “Opinião no Ciberespaço: Discurso de Ódio ou Liberdade de Expressão?”, a palestra que aconteceu na última quarta-feira, 5, se propôs a analisar a divulgação e exposição livre de opiniões a respeito de diversos assuntos na internet, principalmente nas redes sociais e suas consequências. O encontro foi ministrado pelos professores Alessandra Oliveira e Ricardo Feitosa e teve como convidado o candidato a governador do Ceará Ailton Lopes.

No início do debate, a professora Oliveira questionou o convidado a respeito dos limites da liberdade de expressão na internet. Ailton afirmou que a liberdade de expressão não é “liberdade de opressão” e, portanto, as pessoas devem ter cautela com o que publicam nas redes sociais. O candidato a governador explicou que a dignidade humana não pode ser ferida por manifestações preconceituosas e hostis. Além disso, contou que considera todo tipo de discurso uma ação, logo, esta pode ser um ato de violência.

Ailton Lopes evidenciou o emprego da violência na tentativa de resolver problemas e conflitos e se mostrou surpreso e o cultivo de uma cultura de ódio. Depois, assegurou que as pessoas devem adotar uma postura de alteridade e enfatizou o slogan que usou em sua campanha eleitoral: “Mais amor por favor”.

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Ailton Lopes, durante a palestra. Foto: Thiago Gadelha

Ao final de seu primeiro discurso, foi iniciado o debate entre palestrantes e ouvintes. O estudante de Jornalismo, Luca Laprovitera, destacou o recente preconceito contra esquerdistas visto nas redes sociais e assinalou o surgimento cada vez maior de manifestantes da direita. O convidado do evento afirmou que talvez esse tipo de comportamento desponte pois ainda há uma ignorância considerável a respeito do que é, de fato, esquerdismo.

Alessandra Oliveira, em um comentário, considerou a internet um espaço onde o discurso de ódio se propaga de forma rápida e ganha adeptos; Ailton relacionou isso a uma massiva influência que certas pessoas sofrem por outras. Em seguida, o professor Ricardo levantou a questão da criminalização da homofobia. “Para alguns setores, a homofobia só se configura se houver violência física”, assinala. Em resposta, o político ressaltou a urgência de uma penalização para crimes homofóbicos. “A educação plural é fundamental para a formação dos cidadãos brasileiros”, conclui.

Texto: David Nogueira

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