Entrevista | Ganhadoras do Prêmio Gandhi destacam importância do concurso

2014-11-05 03.18.00 1

As estudantes de Jornalismo da Unifor Thaís Praciano e Ahynssa Thamir, alunas do oitavo semestre, foram contempladas com o primeiro lugar na categoria “Estudante – Reportagem de mídia impressa (jornais ou revistas-laboratório da Instituição de Ensino Superior)” do  Prêmio Gandhi de Comunicação 2014. A reportagem intitulada “Mercado de boas ações está em alta” foi produzida para a segunda edição do Jornal Sobpressão (semestre 2013.2), como parte da disciplina Projeto Experimental. As alunas falaram com o Blog do Labjor sobre o prêmio e o que as motivou a participarem no concurso.

Blog do Labjor: Qual a abordagem do produto que concorreu ao prêmio?

Thaís Praciano: Eu e a Ahynssa tivemos a ideia de produzir uma matéria sobre boas ações. Foi uma ideia totalmente aleatória, que achamos interessante, legal, positiva e “fofa”, justamente pelo fato de vermos muitas matérias negativas e pesadas sendo compartilhadas na mídia. Em meio à isso tudo achamos algumas páginas no Facebook que só falam sobre coisas boas, a exemplo da página “Razões para Acreditar”. Com isso, fomos ajudadas por colegas da disciplina, e colocamos em pauta três projetos de boas ações, dentre eles o programa “Pintando as ruas de alegria”, que é composto por alunos da UFC que fazem diversas intervenções nas ruas de Fortaleza.

Ahynssa Thamir: Todos os projetos escolhidos por nós têm como função propagar as boas ações no estado do Ceará. Por exemplo, a Padaria Pão da Vida, localizada na cidade de Viçosa do Ceará, reverte parte do seu lucro para as comunidades carentes da região, e todos os funcionários são pessoas beneficiadas pela ação. É uma ação muito legal. Citamos também o Amika Coffeehouse, localizado em Fortaleza. O estabelecimento dissemina a cultura do café compartilhado, existente no mundo inteiro, onde você deixa um café pago juntamente com um recadinho para uma pessoa desconhecida.

Labjor: Por que vocês resolveram se inscrever? Houve algum incentivo?

Thaís: Nós decidimos nos inscrever justamente por ser uma premiação muito famosa no mercado cearense e por ter como pauta a causa social, que está muito presente na nossa matéria. É um assunto que precisa ser mais abordado em meio a tantas notícias trágicas. Eu conheci a premiação quando estava no segundo semestre e desde aí procurei produzir matérias voltadas para essa temática. Também é importante para nós duas porque estamos no nosso último ano de faculdade e sentimos necessidade de participar de algum evento como esse. Além disso, fomos muito apoiados por nossos orientadores, os professores Eduardo Freire e Janayde Gonçalves.

LabjorVocês se identificam com o propósito da premiação? No que isso acrescentou à formação pessoal e profissional de vocês?

Thaís: O Prêmio Gandhi é muito importante porque ele promove a paz, o que é muito amplo, mas de suma importância. A gente não percebe, mas aqui em Fortaleza tem muitas ações e campanhas sociais ótimas. Os veículos não estão acostumados a explorar esse tipo de matéria, porque parece que a tragédia vende mais. Foi muito importante para a nossa carreira e para a vida social, pois é muito gratificante poder fazer a diferença na sociedade por meio do nosso trabalho.

Labjor: Como vocês receberam a notícia do primeiro lugar?

Ahynssa: Nós achamos que tínhamos muitas chances pelo assunto da matéria corresponder à proposta do projeto. No entanto, ficamos apreensivas pelo tamanho do texto, que teve apenas uma página. Quando soubemos, demos um grito, de tanta surpresa. Ambas ficamos chocadas. Foi uma sensação muito boa, por saber que pudemos fazer a diferença.

Labjor: Vocês já estagiaram no NIC. Como essa experiência influenciou na formação de vocês?

Thaís: Foi uma escola muito grande e importante na minha formação. Entrei no Labjor no ano passado e, logo depois, tive a oportunidade de ser editora do jornal impresso. Melhorei muito meu texto, desenvolvi senso de liderança, além de aprender a diagramar. Experimentei de tudo e acho que se eu tivesse ido sem essa experiência para o Portal Verdes Mares, onde trabalho atualmente, não teria obtido tanto sucesso.

Ahynssa: Meu primeiro estágio foi no Blog do Labjor. Fiquei durante um semestre, mas a minha base foi muito bem construída nesse período. Depois fui pro G1000 (Mídia Interativa NIC), experimentar outro universo e pautas de tecnologia. A diferença no formato de texto foi enorme, porque precisava ser algo mais leve e descontraído. No início meu texto era muito denso, mas hoje eu percebo o quanto ele é leve e sou grata por ter tido essa experiência.

Texto: Matheus Facundo

Colaboração: Mayana Fontenele

 

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