Unifor recebe designer de efeitos visuais de Piratas do Caribe em palestra

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Foto: Thiago Gadelha

A Universidade de Fortaleza recebeu na última terça-feira, no Teatro Celina Queiroz, mais uma palestra em parceria com a empresa Art&Cia, que abordou a direção de arte em efeitos visuais cinematográficos. O convidado do evento, Aaron McBride, é membro da Industrial Light & Magic (ILM), empresa do grupo Lucasfilm.

Fundada em 1975 para suprir as necessidades visuais da saga de filmes Star Wars. A ILM é referência na produção visual de diversos longas-metragens conhecidos. McBride, que iniciou carreira com A.I.: Inteligência Artificial (2001), apresentou para a plateia a evolução de seu trabalho em filmes como a quadrilogia Piratas do Caribe (2003-2011), a animação ganhadora do Oscar Rango (2011), o blockbuster Os Vingadores (2012) e os recentes Noé e As Tartarugas Ninja(ambos de 2014), além de desenhos gráficos para a série de revistas derivadas de Star Wars.

O propósito principal do evento foi demonstrar o processo de pesquisa, concepção e design que antecede a renderização de efeitos gráficos inseridos em filmes. O palestrante exemplificou a evolução tecnológica utilizando-se de desenhos provenientes de seus primeiros trabalhos, e comparando-os com o 3D em artes conceituais e o fotorrealismo presentes nos softwares atuais. Em A Maldição do Pérola Negra (2003), por exemplo, seu primeiro trabalho como art design, Aaron McBride estudou anatomia e processos de decomposição analisando carne desidratada, assim como elementos marinhos e doenças de pele, acromegalia e elefantíase para criar a aparência grotesca dos personagens, processo que se repetiu com as criaturas subaquáticas em Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009).

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Foto: Thiago Gadelha

A importância da linguagem visual foi abordada com os exemplos do processo de elaboração criativa das sereias do filme Navegando em Águas Misteriosas (2011). De acordo com o palestrante, o diretor do longa-metragem, Rob Marshall, queria um visual diferenciado para as personagens, de forma que ganhassem um aspecto monstruoso, mas permanecessem com as características sensuais típicas desses seres fantásticos. Como resultado, as criaturas ganharam aspecto belo e humano, mas com detalhes de textura na pele e movimentos animalescos. McBride também trabalhou nos storyboards desenhos conceituais de tomadas de câmera — para as cenas que envolviam a transformação de sereias em mulheres. “Em Computação Gráfica, fazer beleza é bem mais difícil que feiúra”, explicou com ar bem-humorado.

Ao fim da palestra, o designer foi questionado sobre o trabalho em equipe na corporação de George Lucas. “A melhor parte de trabalhar em time é que existem muitas pessoas, e trabalhar com alguém que é melhor que você te inspira. Se você quer melhorar no que faz, cerque-se de pessoas que são artistas melhores que você. Isso te desafia”, concluiu. Atualmente, Aaron McBride trabalha em Jurassic Park IV, com previsão de estreia para 2015.

Texto: Gustavo Nery

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