Manhã de debates sobre o “jeitinho brasileiro” é pautado na corrupção

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Convidado: Heitor Férrer

Na manhã desta terça (19) aconteceu o “1º Simpósio de Ética do Curso de Jornalismo – Ética ou Corrupção?” da Unifor. O brasileiro é famoso mundialmente pelo “jeitinho para tudo”. Mas pouco se falou, nesta manhã de debates, sobre o possível lado bom, da versatilidade do brasileiro com criatividade e improvisação. A destreza para resolução criativa de problemas foi deixada para escanteio, o lado vergonhoso do jeitinho ganhou destaque e se transformou no grande palco de discussões, a corrupção.

O evento contou com a presença de quatro convidados, o educador político Célio Studart, o deputado estadual Heitor Férrer, a jornalista Kézya Diniz e a doutora em Sociologia e professora da UFC, Geísa Mattos. O Simpósio ocorreu simultaneamente em quadros salas, promovendo uma discussão mais ampla sobre o tema. Além do Jornalismo o evento contou com alunos de Administração, Direito e de outras universidades da cidade.

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Convidado: Célio Studart

Célio Studart apresentou uma visão mais política, assim como Heitor Férrer. “Houve uma não identificação do cidadão com seu governo, que deveria representá-lo, isso incentivou a população a não seguir regras, normas”, comentou Studart. Heitor salientou em diversos momentos que o brasileiro paga, em grande parte, pelos “jeitinhos” que são cometidos por outros cidadãos. “Venho falar, por exemplo, de casos no setor público. Quando uma empresa tem que pagar 500 mil reais de impostos, mas paga 100 mil para uma agente do setor público que resolve o problema do devedor rapidamente. Ou seja, dos 500 mil reais, a empresa paga 100 mil ao agente, deixa de pagar 400 mil e adivinha quem pagará os 500 mil não pagos à receita? Nós, o povo. Graças ao jeitinho, pagaremos por isso”, explicou Heitor.

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Convidada: Geísa Mattos

A professora Geísa Mattos trouxe aos participantes uma contextualização histórica sobre a origem do jeitinho nacional. Pautada em autores como Roberto Damatta e Sério Buarque de Holanda, Geísa trouxe uma discussão de que o jeitinho possui uma versão mais “flexível”, das boas ações. “O brasileiro é um povo cordial, movido a emoção, por isso o jeitinho encontra um modo de se inserir”, mas assim como os autores citados, revela o outro lado que a “ajuda” ao próximo pode chegar. “É preciso verificar até que ponto esse jeitinho pode favorecer a corrupção”.

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Convidada: Kézya Diniz

Kézya Diniz trouxe para o debate o quão rotineiro é ver a palavra corrupção ligada a política, principalmente nos meios de comunicação, onde o político ganha destaque frequentemente ao praticar um ato que existe em todas faixas sociais. A jornalista frisa a importância de que cada cidadão precisa fazer sua parte, pois ainda existe o bom jeitinho do brasileiro, que deve ser separado da corrupção que é manchete diariamente nas mídias.

Texto: Mariana Evangelista e Nícolas Brandolim

Fotos: Staff do evento

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