[Claquete] “Boa Sorte: Um amor doentio”

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Quando João (João Pedro Zappa) passa a acreditar que o Frontal, remédio pra ansiedade,o torna invisível, é internado numa clínica psiquiatríca por sua família. Lá conhece Judite

(Deborah Secco), internada por recorrência de delírios e alucinações. Ela é portadora de HIV e, devido ao uso de várias drogas durante sua vida, o coquetel não faz nenhum efeito. Os dois vivem um intenso amor, que pela condição de Judite não vai durar muito, o que não os impede de aproveitar cada momento que lhes resta.

Judite perde a vida aos poucos, mas luta loucamente para viver. Enquanto João, um menino cheio de vida, se dopa para fugir de sua infeliz história. Na paixão, o casal vai encontrar uma forma de fuga dessa realidade. O filme é repleto de cenas românticas, que oscilam entre o clichê e o inesperado.

Quase uma tragédia dos tempos modernos, o filme leva o espectador a procurar (e não achar) um lado positivo na história. Desde o início se sabe que o final não será feliz – não há nada que possa mudar o destino dos personagens. Ainda assim, o desfecho não desaponta, é impactante.

“Tem uma farmácia em cada esquina desse país, tem mais farmácia que igreja evangélica. É um país doente: de corpo e de espírito”, é uma das frases marcantes de Célia, avó da protagonista do filme.

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Um dos temas abordados no longa é o consumo abusivo de remédios – as drogas lícitas. Segundo a ONU, o número de viciados em remédios é maior que o de usuários de cocaína, heroína e ecstasy combinados. Além disso, o filme também aborda pontos como a sensação de invisibilidade e indiferença que se tem na sociedade atual e as estruturas falhas das famílias.

O elenco conta com nomes como Cassia Kis Magro, Fernanda Montenegro e o iniciante João Pedro Zappa, que não decepciona. Porém o destaque fica com Deborah Secco, que teve que emagrecer 11 quilos para viver Judite e conseguiu apresentar um trabalho distinto dos anteriores. A atriz revelou que fazer o filme mudou sua percepção de vida de forma avassaladora.

Baseado no conto Frontal com Fanta (da coletânea Tarja preta), criado por Jorge Furtado, Boa sorte é assinado pela diretora Carolina Jabor. O longa venceu prêmios das categorias júri popular e direção de arte no mais recente Festival de Paulínia.

Ficha técnica:

Direção: Caroline Jabor

Ano: 2014

Gênero: Drama/romance

Duração: 89 minutos

País: Brasil

Texto: Mariana Evangelista

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