[Foca Nessa] Museu guarda memória da escravidão no Brasil

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Fachada do museu com os dizeres: “A liberdade aconteceu aqui”

Localizado em Redenção, há 76,5 Km de Fortaleza, o Museu Senzala Negro Liberto preserva uma pequena parte do que foi a vida do escravo na Casa Grande. O município localizado na então Província do Ceará, foi o primeiro a abolir a escravidão no Brasil, cinco anos antes da Lei Áurea, em janeiro de 1883. O espaço é espelho completo da vida no Brasil colonial: A Casa Grande, o Engenho e a Senzala.

O casarão, construído em 1750, é praticamente todo original, com exceção de parte do piso, e contém móveis das décadas de 1730 e 1750. Nas salas, homenagens a antigos donos da fazenda que foi vendida várias vezes até chegar ao último proprietário. Este a deixou de herança para a família, que a repassou de geração em geração. Estão expostos documentos referentes aos proprietários das terras, livros-caixa e utensílios, principalmente os usados para torturar os negros. Fora da casa, encontra-se exposto o engenho antigo, que não está mais em atividade. O novo, vindo da Escócia, é usado na fabricação da cachaça na fazenda.

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Pinturas nas paredes da senzala permitem visualizar a vida dos escravos

A senzala, também original dos anos 1730, é a área mais impactante do museu. Dentro, o visitante tem a possibilidade de vivenciar a realidade que os escravos viveram no Brasil Colônia. Local de descanso e castigo, o espaço, extremamente pequeno, era a moradia de cerca de 50 trabalhadores.

Ao final da visita, é possível experimentar a cachaça produzida na própria fazenda, à venda na lojinha do museu.

Serviço:

Museu Senzala Negro Liberto

CE 060, Sítio Livramento

Redenção/CE

Fone: (85) 3332.1116

Texto: Deborah Tavares


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