Unifor promove inclusão educacional a crianças carentes

A última edição do Sobpressão, lançada agora em março, trouxe como tema a 8 Metas do Milênio estabelecidas pela ONU em 2000. A segunda meta disserta sobre a promoção do ensino básico e de qualidade para todos, e uma das pautas sugeridas para essa edição temática tinha como objetivo relacionar essa meta com um dos projetos mantidos pela Universidade de Fortaleza, a Escolinha de Aplicação Yolanda Queiroz, que fornece educação básica e gratuita para crianças carentes das comunidades vizinhas ao campus.

Crianças da escolinha durante o recreio
Crianças da escolinha durante o recreio

O espaço foi criado em 1982 por meio da iniciativa de alunos do curso de Pedagogia de criar uma área educacional e de saúde. Mesmo com poucos recursos, o projeto começou com cerca de 60 alunos em um bloco próximo à avenida Washington Soares. Atualmente, a escolinha já conta com aproximadamente 550 alunos regularmente matriculados.

Além das aulas fornecidas, a Escola possui um mini-ateliê, um laboratório de informática com equipamentos totalmente adaptados e um refeitório que são utilizados pelos alunos para as atividades de pintura, informática e psicomotricidade.

O espaço também está ligado as atividades de diversos cursos de graduação da universidade, como Educação Física, Psicologia, Direito ou Odontologia. Segundo Joana Gonçalves Moreno, Diretora da escola, esses cursos promovem palestras e outras atividades de orientação aos pais, bem como aos próprios alunos. “Através de palestras, eles aprendem noções básicas de higiene bucal com o pessoal do curso de Odontologia, os pais recebem orientação sobre Direito Familiar e Previdenciário com o pessoal do curso de Direito, e até mesmo orientação pessoal com os alunos de Psicologia, quando a criança passa por dificuldades de aprendizado, por exemplo ”.

aluna da Escola
aluna da Escola

Cerca de 80 a 90% dos alunos são moradores da comunidade do Dendê, embora uma pequena parcela venha do bairro Luciano Cavalcante, localizado no lado oposto da avenida Washington Soares. A Unifor arca com os gastos do projeto (exceto fardamento), que vão desde a orientação dos professores, até o material utilizado e a alimentação.

*texto e fotos de Lucas Abreu

Labecos: Educação, comunicação e cidadania

amigos

O Laboratório de Comunicação, Educação e Sociabilidade (Labecos) é um novo projeto formulado para a participação dos alunos de Humanas.  Ele enfatiza o tema da formação de cidadãos livres, tolerantes com as diferenças sociais, respeitadores dos direitos humanos e do meio ambiente. O Laboratório é formado e coordenado pelos professores e pesquisadores Mônica Tassigny, da área de Educação, Kalu Chaves, da área de Comunicação Social e Lúcio Flávio, da área de Psicologia.

O Labecos tem como objetivo abrir espaços para a comunicação e as sociabilidades entre a universidade e o campo social, desenvolver mídias comunitárias (rádio, tv, jornal, vídeos e games) e viabilizar a democratização ao acesso à informação e às suas novas tecnologias.

Outro atributo do Labecos é organizar a produção científica no campo acadêmico e estimular aos alunos a trabalharem sob esses parâmetros. “Para os alunos, é indispensável produzir informação científica com padrões acadêmicos, isso será útil em trabalhos futuros que exijam essas regras”, afirma a professora Mônica Tassigny.

O plano de estudo do laboratório ainda está em construção. Os interessados devem procurar os professores coordenadores para participar dos encontros dos grupos de pesquisa que cada um está gerenciando, cujos temas servirão de base para os estudos do Labecos.

Para mais informações procure a coordenação de seu curso ou um dos professores responsáveis.

*texto de Lucas Abreu