Blog do Labjor faz 1 ano!

Há exatamente 1 ano, o  Labjor estreava na web! No primeiro post a equipe convidava o leitor a entrar e ficar à vontade para conhecer um pouco mais sobre o dia-a-dia da Universidade e dos bastidores da redação, além de ler e comentar as colaborações de  estagiários, funcionários e professores.

Um ano depois, os aprendizados só têm se multiplicado com esta ferramenta. Ficou mais fácil imaginar um jornalismo impresso convergindo com outras mídias. Já saimos para fazer matérias não apenas com a preocupação de escrever um bom texto, mas atentos à possibilidade de gravar um vídeo, um áudio bacana com o entrevistado ou disponibilizar mais fotos em galerias. O Blog não nos prende à periodicidade ou a outras burocracias que dificultem nossa chegada aos leitores. A prática da reportagem pode ser feita todos os dias  e disponibilizada de qualquer lugar.

Sem dúvida, mais uma possibilidade de experimentar, de ousar, de aprender, de nos mostrarmos para o mundo. Mais vida para nosso Blog! 😉

Os Três Porquinhos

Em parceria com o Teatro Celina Queiroz, o Grupo Abre Alas apresenta a história Os Três Porquinhos.  Com direção, produção e texto de Kildary Pinho, coreografia de Carol Benjamim e fingurino de Andrea Mouta.

Divulgação
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Cícero, Heitor e Prático são três irmãos que, cansados de viver sem teto, decidem construir cada um a sua própria casa para se abrigarem do frio e se protegerem do tão assustador Lobo Mau.

Um dos irmãos, Cícero, constrói uma casinha de palha, já Heitor, uma de madeira, enquanto Prático, preocupado com sua segurança, constrói uma casa de tijolos.

É a partir disso que se desenrola a história, onde os três porquinhos além de se meterem em confusões, conhecem um lobo bonzinho chamado Lobinho, filho do Lobo Mau, que por sinal, não é tão mau assim…

Serviço

Os Três Porquinhos

Elenco:  Kildary Pinho, Solange Teixeira, Pedro Mouta, Talita de Fátima, Carol Banjamim e Fernanda Duarte.
Local: Teatro Celina Queiroz
Dias: 12 e 13, 19 e 20, 26 e 27 de setembro
Horário: 17h

Informações: 8760.5221

Feliz dia do Repórter Fotográfico!

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Dia 2 de setembro. Hoje o dia é dedicado aos que têm o dom de transformar palavras em imagens, de dar ao redator o desafio de escrever sobre o que as fotos teimam em denunciar, e de dar visão àqueles que não puderam estar na hora e no local dos fatos.

Prof. Júlio Alcântara
Prof. Júlio Alcântara
Revelar mundos pelas lentes não é fácil para quem trabalha com princípios jornalísticos éticos como referências norteadoras diárias. O repórter fotográfico é, na maioria das vezes, o grande parceiro dos jornalistas do impresso. Trazem consigo a grande responsabilidade de aproximar o leitor do contexto descrito no texto, registrando situações inusitadas, engraçadas, revoltantes, históricas…
“A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.” (Peter Urmenyi)
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Waleska Santiago
Camila Marcelo
Camila Marcelo

No Labjor, a editoria de fotografia está sob a orientação do professor Júlio Alcântara. Em sua equipe, atualmente, duas estudantes vêm aprendendo a arte de fotografar: a estagiária bolsista Waleska Santigo e a estagiária voluntária Camila Marcelo. Pessoas que estão sempre dispostas a dar o melhor de si em pautas que nem todo dia são tão simples assim…  Quebram a cabeça conosco, encaram nossas sugestões( muitas vezes  ”sem noção”!)  sobre ângulos e enquadramentos e tem uma paciência de jó com nossas neuras de pensar a pauta fotográfica…

Para todos os repórteres fotográficos, pricipalmente, esses três que  estão pertinho da gente todos os dias, abraços apertados de  parabéns e agradecimentos, por todos nós que fazemos o Labjor!

O Labjor está se renovando…

Na tarde de hoje aconteceu a primeira reunião de uma equipe novinha em folha. Orientada pelo professor Simões, a editoria que trabalha com o jornal Sobpressão recebeu seus novos integrantes. Os meninos foram selecionados por um concurso realizado na última semana. Viviane Sobral (de branco, no fundo) assume como bolsista, coordenadora de equipe, substituindo Monique Linhares (aaai que saudade dela!!!), que finalizou o estágio em julho.  Fico devendo neste post  a apresentação de toda a nova equipe. Mas de antemão  já desejamos um carinhoso “sejam bem vindos” para essa galera que nos pareceu animada nesse primeiro contato conosco!

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Da esq pra dir>> Elisianne, Volney, Prof Simões, Vivi, Elaine e Raquel - Foto: Camila Marcelo

Apesar da saudade que nos deixam os que saem, mudar traz novos olhares, novos aprendizados… E isso renova não só o ambiente mas a mente de quem convive com as mudanças. Bom demais! E não é só a Editoria do prof Simões que renovou os ares do nosso Labs… Todas as outras também receberam rostinhos novos. Aos poucos vamos apresentando todos. 😉

TV Pública ou chapa branca?

ENTREVISTADO: EDILMAR NORÕES

Por Aline Farias Martins Oliveira e Aldeson Matos

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José Edilmar Norões Coelho, nascido em 11 de agosto de 1935 na cidade de Barbalha, completa este ano mais de meio século de dedicação ao jornalismo. Um dos nomes mais respeitados no cenário da radiodifusão e televisão cearenses, ele revela a preocupação da TV Pública para as emissoras comerciais e se mostra confiante quanto à chegada do Sistema Digital. Integrante da TV Verdes Mares desde sua inauguração, em 31 de janeiro de 1970, ele acredita que os profissionais melhor preparados para a nova realidade da digitalização dos meios de comunicação são os atuais estudantes de Jornalismo. Embora tenha vindo para Fortaleza cursar Direito, Edilmar Norões já havia começado sua carreira como locutor da Rádio Guarani, no Crato. Em 1955 ele já fazia dois programas: “um de auditório com 350 pessoas e outro de rua”.  Colunista político do jornal Diário do Nordeste, Presidente da Associação Cearense de Rádio e Televisão (Acert), membro da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Diretor de programação da TV Verdes Mares, da Rádio Verdes Mares FM e da TV Diário, Edilmar Norões, dentre as várias placas, prêmios e adereços de sua sala, destaca Jesus como maior símbolo de sua história de vida. Casado, pai de seis filhos, católico, Edilmar afirma ser “Paz de Cristo” a frase mais confortante que se pode dizer em qualquer situação e “ética” a palavra que melhor traduz sua missão profissional.

OBS: Entrevista concedida no segundo semestre de 2008.

Ética. Qual a representação desta palavra para o senhor?

Se você exercer um jornalismo sem preocupação com a ética, que é fundamental, você não vai merecer o respeito das pessoas. Muitas vezes você vê companheiros que se envolvem em determinadas histórias amorais, mas a maior parte trabalha com seriedade. Ética é minha missão profissional.

Qual a dificuldade de dirigir uma grande empresa como o Sistema Verdes Mares?edilmarnoroes_5

Você tem que construir, saber onde estão os bons profissionais, melhorar a cada dia a programação, pesquisar para ver se o que está sendo produzido tem uma boa resposta do povo. Administrar uma empresa de comunicação é preocupante porque tem muito por trás da sensibilidade do ouvinte, do telespectador, do leitor. Você tem que procurar competir. Competir com profissionalismo, procurando corresponder às expectativas de quem você quer atingir.

Como o senhor avalia a programação radiofônica cearense atual?

Eu acho que o rádio cearense está muito bem posicionado, em comparação com o passado, no ranking nacional.

Como a Associação tem trabalhado para fortalecer a radiodifusão nordestina?

Nós procuramos incentivá-las [as emissoras regionais]. Damos assessoria comercial, técnica e temos parceria com o Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas] para que elas participem de oficinas de trabalho.

Qual a expectativa para a chegada da TV Digital?

Tudo que vier como evolução técnica você tem que conhecer e acompanhar. Se você não acompanha, fica para trás. A expectativa é sempre positiva.

Como está sendo a preparação dos profissionais para a chegada do Digital?

Os estudantes estão sendo preparados para isso. No caso do rádio, existem cinco ou seis emissoras no Brasil fazendo laboratório. As emissoras do interior estão tentando se adaptar a essa realidade, o problema é que não tem mercado.

A Confederação Nacional dos Municípios anunciou que o sinal da TV Digital vai chegar em todos os municípios em 2013 e antes, em dezembro de 2009, todas as capitais serão atendidas por esse serviço. Essa meta realmente será alcançada?

Sim. Aqui no Ceará a tecnologia vai chegar até o fim de 2009. A gente já sabe qual o sistema: japonês com ajuda das universidades brasileiras. Tem onde comprar, tem para vender. Então aqui [Sistema Verdes Mares de Televisão], por exemplo, vamos ter que abrir o cofre para comprar todos os equipamentos. Quem vai ganhar com isso é o telespectador.

Vai acontecer a tão esperada interatividade da TV Digital?

Acontece. Tudo isso aos poucos. Por exemplo, quanto tempo passou para trocar o receptor preto e branco pelo colorido? Tem gente que ainda tem hoje o televisor preto e branco por aí. O nosso povo é pobre, mas ele quer ter o televisor dele para poder assistir. A grande pergunta que se faz é: Para quem as geradoras vão produzir programas nessa nova tecnologia? As emissoras vão fazer um investimento muito forte conseguido pela Abert para adquirir equipamentos, mas o complicado é você produzir um programa sem ter quem assista. O governo vai incentivar o máximo possível para que você tenha condições de ter um conversor, enquanto você não compra, realmente, o aparelho digital por inteiro.

Como o senhor vê a concorrência?

Concorrência é um negócio. As emissoras Verdes Mares FM e AM brigam todo dia. Briga bonita, concorrendo pela audiência para ficar na frente. E estamos tendo êxito porque nós aqui trabalhamos profissionalmente. A concorrência sempre vai existir e é bom que exista. A concorrência é saudável.

Como as emissoras comerciais estão se sentindo diante de um futuro fortalecimento da TV Pública, sobretudo pelo acesso aos recursos publicitários?

Nós somos altamente prejudicados. A concessão da rádio educativa ela recebe de graça. Quem entra na licitação comercial além de pagar, se obriga a uma séries de normas, exigências.

O governo está investindo R$ 350 milhões do orçamento federal e ainda se estima que até o fim desta gestão serão investidos mais R$ 1,4 bilhão para a TV Pública. Um bom dinheiro para se fazer uma programação de qualidade. O que o senhor pensa a respeito disso?

Cadê a audiência das emissoras educativas?  Qual é a audiência? Não tem. Não existe. Eles querem ter uma superprodução. Irão contratar grandes profissionais, grandes produtores. Eles querem ser competitivos. Não querem ser uma televisão pequena. Pelo menos esta é a expectativa. Iam fazer um festival desse para continuar na mesma? Claro que eles vão querer fazer uma coisa diferente e, se vão fazer diferente, é com uma produção de qualidade.

É uma preocupação, porque quem está à frente desse empreendimento são dois nomes de peso: O Franklin Martins que até pouco tempo estava na Rede Globo e a Tereza Cruvinel que há dois anos era colunista política do jornal O Globo. É como o Edilmar Norões do Diário do Nordeste. Eles acham que o governo precisa estar melhor estruturado para apresentar à nação o que é de interesse do povo por meio da televisão. Nós achamos que não, mas nós somos suspeitos.

A Tereza Cruvinel afirmou que a TV Pública não está sob o comando do governo na parte da comunicação. Ainda assim, o senhor acha que o governo vai influenciar de alguma forma a programação? edilmarnoroes_2

Isso é o que preocupa principalmente as emissoras comerciais. A própria liderança política da oposição está em cima, porque mostra que a TV Pública vai ser um instrumento que muito será usado em proveito do próprio governo. A TV Pública vai ser boa para a classe. Vai gerar emprego. Mas se tem alguém para cumprir o que está estabelecido, então a concorrência vai ser essa.

Então estamos correndo o risco de assistir a uma propaganda partidária?

O que desperta apreensão é exatamente que isso seja aproveitado para propaganda oficial. Eu acho, sinceramente, que o governo vai pensar duas vezes.

Como o senhor avalia a reação das outras emissoras diante da implantação da Record News?

É uma competição saudável. Que bom! Vai permitir uma nova opção de se ver a notícia. Desagradou? Desagradou, é normal. Mas é bom. O público adora e com razão. Agora a competição aí vai ser forte, porque quem chega quer concorrer com quem já está e está bem.

O que o senhor acha do futuro do jornal impresso, ele pode acabar?

Tudo é hábito, se a pessoa não tem o hábito de leitura, preocupa. O hábito de leitura deve começar dentro de casa ou na escola. Por exemplo, o meu neto fica na televisão. Quando ele for maior, é lá que ele vai acompanhar a notícia. Aí é que vem uma preocupação de algumas áreas. Agora eu vou dizer o seguinte: [a leitura] é insubstituível.

O jornal pode voltar a ser elitista?

Jornal é classe A e B, por isso que os jornais populares estão tendo seu espaço, são mais baratos, de fácil leitura. Eu não acredito que acabe o jornal, por causa da quantidade de informação que ele tem. O bom é que os jornais fizessem o que o Diário do Nordeste faz ainda acanhadamente, que é levar a leitura para as escolas. Criar o hábito de leitura.

Na sua sala a gente vê que existem muitas representações simbólicas de tudo, provavelmente de todos os papéis que o senhor assume na vida. Tem algum em especial que o senhor gostaria de apresentar e dizer o significado que tem para o senhor?

Se você vai para a memória, tem o Edson Queiroz, que foi um exemplo de empreendedorismo. Não se pode deixar de admirar pessoas assim. Temos outro que é o símbolo de Quixeramobim: uma árvore, centenária. A nossa sereia é um símbolo. Ela inclusive chorou na morte do Edson Queiroz. Sem falar nessa série de diplomas, de premiações, de imagens. Mas o mais importante, sem dúvida, é o Cristo, que representa tudo em nossas vidas.