[Entrevista]Arsenic pós Rock In Rio

Thiago (terceiro da esquerda para a direita)/Foto: Arquivo pessoal

A banda cearense de pop rock Arsenic, que concorreu ao prêmio do concurso “Olha A Minha Banda”, promovido pelo programa do Caldeirão do Huck, venceu e conquistou o objetivo sonhado por muitos jovens músicos: tocar no Rock In Rio. Formada pelo vocalista Gui, o baixista Thiago, o guitarrista CD e o baterista Ian, meninos com pouco mais de vinte anos, a banda se apresentou no palco Mundo do Rock In Rio ,dia 30 de setembro, dividindo o mesmo público com bandas nacionalmente conhecidas e com uma longa carreira, como Jota Quest, que está ativa há 15 anos, enquanto eles estão há apenas 3 anos. Mas mesmo cedo, já começaram com o pé direito.
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Do amor pelo rádio ao encanto de uma profissão

Foto: ouvidorblog.blogspot.com

Além de um radialista e um excelente pai de família, Narcélio Sobreira Limaverde vive um romance de 57 anos com o rádio, um amor que nasceu em casa. Filho do radialista José Limaverde Sobrinho, Narcélio sempre teve vocação para o rádio e teve grande apoio familiar. Fez concurso para a Ceará Rádio Clube e foi aprovado em terceiro lugar. Passou pela televisão, mas se reconheceu mesmo no rádio AM. Hoje trabalha na FM Assembleia.  Foi candidato a vice-prefeito em 1985, mas sua chapa  perdeu a eleição inesperadamente. Seu nome já tinha apelo eleitoral e resolveu tentar sozinho a trajetória. Candidatou-se a deputado estadual, sendo eleito com mais de 30 mil votos. Ele mesmo se considera “um bom deputado, mas um péssimo político”.

Autor de dois livros sobre Fortaleza antiga, o radialista não esconde a sua paixão pela cidade, conta cada detalhe, cada emoção vivida. Conhecido como Locutor dos brotinhos, o “galã” da época lotava o auditório na apresentação do programa “Divertimento e Sequência”, mas esse não era o que ela mais gostava, e sim dos programas de rádio feitos nos bairros de Fortaleza, no contato com o público. Hoje, no rádio, seu vício como bem assume, e fora dele, ao lado da esposa Helenira, dos quatro filhos e netos, continua apaixonado pela vida e fazendo dela uma lição para as futuras gerações.

Leia a entrevista a seguir produzida por Lara Brainer e Vitor Lutif:

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[Preto Zezé] Uma história de luta nas favelas do Brasil

O nome dele é Francisco José Pereira, mas é conhecido como Preto Zezé, apelido que, segundo ele, foi adotado como uma forma pedagógica de tratar o racismo. É cearense, rapper, compositor, autor e trabalha com projetos sociais. Em meio a tantas funções, atualmente, é mais conhecido pelo seu trabalho desenvolvido na Presidência da Central Única das Favelas, a CUFA – uma organização criada, em 1999, pela união de jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – onde está à frente desde fevereiro de 2011.

Em entrevista com algumas declarações polêmicas, concedida às estudantes de jornalismo Bruna Bezerra e Bárbara Magalhães, Preto Zezé falou sobre preconceito, políticas públicas contra drogas e a falta de oportunidades para os negros na sociedade. O rapper contestou o fato de a educação do ensino médio não ser boa o suficiente para poder acabar com as cotas de negros em universidades e afirmou que a sociedade não pode afastar-se dos jovens das favelas.

Aos 34 anos, Preto Zezé é incentivador de projetos, como a Central Única das Favelas, CUFA, de onde é presidente, e luta por uma sociedade mais justa para os jovens das periferias. // Foto: http://www.ceara.cufa.org.br

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[Ferruccio Feitosa] Ceará tem grande potencial econômico após a Copa

Em 2014, Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo. O evento impulsiona modificações nos estádios de futebol, mas, principalmente, na infra-estrutura básica das cidades-sede, como Fortaleza.  Além disto, muito dinheiro será investido para que o País esteja pronto para receber pessoas do mundo inteiro. É mais que um evento de futebol, é economia, principalmente.

O secretário dos Esportes  do Ceará, Ferruccio Feitosa, assegura que as obras em Fortaleza estão avançadas. De acordo com reportagem da revista Veja do dia 25 de maio, o estádio do Castelão é o que tem suas obras à frente no País. Mas há uma série de outras obras a serem concluídas. A maioria tem início previsto para o segundo semestre deste ano. Mudanças no aeroporto Pinto Martins, viadutos, melhorias em avenidas, os Veículos Leves sobre Trilhos, VLTs, são exemplos do muito que ainda tem de ser feito na cidade.

 

Após o burburinho do grande evento, vêm as consequências. Ferruccio está confiante. “Não só Fortaleza, mas a Região Metropolitana e o estado do Ceará têm tudo para dar um grande salto em termos de economia”.  Diz ainda que deve haver um grande legado que possa transformar-se em social,  econômico e de infra-estrutura. “O que a gente espera é exatamente isso: poder aproveitar ao máximo o evento”.

 

Confira a entrevista com o secretário concedida à aluna de Jornalismo Suellen Salles.

 

Ferruccio Feitosa, secretário dos Esportes do Ceará. // Foto: http://www.unifor.br

Houve divergências, por parte da oposição, para a criação de uma secretaria especial para a Copa e o senhor foi um dos que defendeu. Por quê?
Ferruccio Feitosa

: Olha, a gente tem de ver o evento Copa do Mundo como algo que vai além da questão esportiva. É o maior evento do planeta. E vai dar uma maior visibilidade ao Ceará. Nós vamos poder mostrar as belezas naturais, a culinária, o jeito todo especial do povo cearense, a hospitalidade. Nós vamos projetar o Ceará para o mundo todo. Então, a SECOPA (Secretaria Especial Da Copa) não é uma pasta que se restringe à área esportiva. Ela é muito mais ampla. A gente vai tentar maximizar os legados na área esportiva, na área social e na de infra-estrutura. É tanto que a gente está tomando sempre o cuidado de acompanhar as obras. E é uma secretaria que termina tendo uma abrangência. Então, são legados de infra-estrutura, sociais e econômicos. E nós também estamos trabalhando na capacitação de novas empresas para o Ceará. Nos mais diversos segmentos, tanto na área do comercio, na indústria, como até mesmo e, principalmente, na área do setor hoteleiro. Não pode se restringir somente à questão esportiva. É uma secretaria muito mais abrangente. O que, infelizmente, poucas pessoas pensam. Eu queria destacar que a Copa do Mundo, logicamente, não vem para resolver todos os problemas de Fortaleza, mas, por ser um evento de projeção mundial, tem como acelerar os investimentos e fazer com que muita coisa ocorra na cidade e na Região Metropolitana na área de infra-estrutura.

Como está o andamento das obras para o evento?
FF –

O que eu posso assegurar é que Fortaleza está avançada. Nós já queremos participar da Copa das Confederações em 2013, e, se possível, de todas as fases da Copa de 2014, não só dos jogos iniciais. Nós temos uma matriz de responsabilidade, que foi um documento público, assinado pelo o Governo Federal, pelo Governo Estadual e pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Então, ficou a cargo do Governo Federal a ampliação do aeroporto Pinto Martins e a construção do terminal de passageiros no porto do Mucuripe. Essas duas obras estão têm início previsto para o começo do segundo semestre de 2011 e finalizar no segundo semestre de 2013. Do Governo Estadual ficou o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), que sai do Mucuripe e vai até a Parangaba. Vai passar por 22 bairros de Fortaleza, atendendo a rede hoteleira, porque mais de 80% da nossa rede hoteleira concentra-se na Avenida Beira Mar. Vai atender mais 60% das empresas de Fortaleza, pois estão concentrados nos 22 bairros onde vai trafegar o VLT e 20% da população de Fortaleza também estão concentrados nesses bairros. Portanto, é uma obra importante para acontecer em Fortaleza, para melhorar a questão da mobilidade urbana. A obra no Estádio do Castelão começou em dezembro de 2010, e está sob nossa responsabilidade.  Está em um ritmo super acelerado. Em agosto desse ano, a gente já finaliza a primeira etapa, que é o prédio novo da Secretária de Esportes e o pátio dos estacionamentos e a Praça Norte vai abraçar o estádio pelo lado Norte do Estado.  A perspectiva é a gente chegar em dezembro de 2012 com 95% da obra do Castelão já concluída, faltando somente acabamentos e que a gente deixou exatamente essa margem para dezembro de 2012, na última inspeção da FIFA, para, após isto, a gente já participar da Copa das Confederações. Então, as obras do Governo do Estado estão em um ritmo super acelerado, estão bem. Os contratos já foram assinados com a Caixa Econômica Federal, os contratos de financiamento de duas obras de transporte. O do estádio do Castelão também já foi assinado com o BNDS. Em relação às obras da Prefeitura de Fortaleza, nós temos melhorias na Via Expressa que são exatamente as passagens inferiores, são os túneis que serão construídos na Via Expressa que vai acabar com os cruzamentos, com semáforos e tornar a via verdadeiramente expressa. Tem também melhorias na Raul Barbosa, que é um viaduto sobre a Murilo Borges, exatamente também para acabar com aquele gargalo que é o cruzamento, onde tem o Cordeiro. E depois, alargamento da Alberto Craveiro que é a via principal que chega no Estádio do Castelão, tanto da área Norte da cidade, como saindo do Aeroporto Pinto Martins, e melhorias na Dedé Brasil e Paulindo Rocha. Todas essas obras urbanas são da competência da Prefeitura de Fortaleza, onde a Prefeitura também apresentou o cronograma, em que conta que as obras vão iniciar no segundo semestre desse ano e finalizam no primeiro semestre de 2013. Portanto, a maioria da obras têm a possibilidade de iniciar no segundo semestre desse ano.

 

Qual o diferencial do estádio Castelão em relação aos outros estádios do Brasil?
F F:

“>Primeiro, a localização é bem estratégica. Ele fica praticamente no centro geográfico da cidade Fortaleza. Onde ele está a 9km do Centro da cidade; 3,5km do aeroporto internacional; 4km de dois hospitais de urgência e emergência; 3km do hospital que é referência em tratamento do coração, inclusive do país, que é o Hospital do Coração em Messejana; 1,5 km do hospital que também é referência no País em traumatologia, que é o Sara Kubisheck; 10km da zona hoteleira de Fortaleza. E em termos de reforma, é essa aproximação do campo de jogo e também a coberta que nós vamos dar conforto e segurança aos torcedores, porque serão cobertos cem por cento dos lugares do Estádio do Castelão.

 

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[Luciano Feijão] Saneamento básico é o maior problema de infra-estrutura em Fortaleza

Buracos e engarrafamentos são problemas que afligem a população de várias cidades do País, incluindo Fortaleza. As pessoas andam confusas, sem saber as origens e de quem realmente cobrar. O secretário de Infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano de Fortaleza, Seinf, Luciano Feijão, procura esclarecer esses e outros temas que estão nas pautas de discussões da cidade.

Fortaleza foi escolhida para ser subsede na Copa de 2014. A dúvida paira: será que a cidade conseguirá terminar as obras no prazo? E ele corrobora com a visão que a população tem. “Para que a Copa aconteça aqui na cidade de Fortaleza, nós precisamos, basicamente, de três investimentos: estádios de Castelão e Presidente Vargas devem estar com obras concluídas dentro do prazo e precisamos que haja uma melhoria no terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins”. Afirma ainda que há projetos anteriores à decisão da FIFA e que precisa-se das obras concluídas até 2014, mas que não para por ai. “Os demais investimentos irão continuar”.

Confira a entrevista que as estudantes Juliana Abrantes e Lia Siqueira, do curso de Jornalismo da Unifor, fizeram com o secretário.

Luciano Feijão, secretário de infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano de Fortaleza (Seinf)./ Foto: http://diariodonordeste.globo.com

O principal problema de Fortaleza, hoje em dia, é infra-estrutura?
Luciano Feijão – Acho que não podemos dizer que seja a infra-estrutura de forma, assim, genérica. O que eu apontaria de grave na infra-estrutura? O esgotamento sanitário. Fortaleza tem, hoje, uma cobertura de 52% de esgotamento sanitário, desses, 50% são da Cagece e recebem tratamento, mas é um índice muito pequeno, considerando que nós temos uma população de aproximadamente dois milhões e quinhentos mil habitantes, população que na sua grande maioria ainda vive em condições precárias. Ainda temos pobreza extrema na cidade, então, eu apontaria como principal problema de estrutura a insuficiência da cobertura da rede de esgotamento sanitário. A drenagem é um outro problema grave. Historicamente, se investiu muito pouco em drenagem e esgotamento de água pluvial, na cidade. Nós temos um dado de que Fortaleza, hoje, dispõe de aproximadamente 30% da cobertura de sua rede de drenagem e tem-se muito o que melhorar. Ou seja, estamos bem na água, regulares nos resíduos sólidos, estamos mal na drenagem urbana e no esgotamento sanitário.

A população vê que existem várias obras que tão por toda a cidade. Elas visam a Copa de 2014?
LF– Na realidade, a Copa é algo recente para o País. O Brasil foi escolhido como sede e Fortaleza, subsede em 2009. Mas os investimentos são anteriores aos da Copa. O evento ajuda é a catalisar os investimentos de forma mais rápida e séria, porque as reformas já estavam planejadas. Já havia, por exemplo, na nossa legislação do sistema viário uma previsão de tornar expressa a nossa Via Expressa. Já havia a previsão de fazer o alargamento da av. Alberto Craveiro, pretendia-se melhorar a av. Dedé Brasil. Então, tudo isto que está se falando e colocando a marca da Copa já faz parte do planejamento urbano da cidade, previsto na Lei do Plano Viário Básico, do Plano Diretor. A Copa é a oportunidade de fazer com que os investimentos cheguem de forma mais rápida para que as coisas aconteçam. Para que a Copa aconteça aqui na cidade de Fortaleza nós precisamos basicamente de três investimentos: estádios Castelão e Presidente Vargas devem estar com obras concluídas dentro do prazo e precisamos que haja uma melhoria no terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins. Nós precisamos das obras concluídas até 2014. Os demais investimentos irão continuar.

Quais as principais obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza?
LF– Devemos melhorar a oferta e melhorar a qualidade do transporte público. É ilusão pensar que essa questão será resolvida com alargamentos, com túneis, com viadutos. É assim que se pode melhorar pra fazer com que as pessoas se sintam desestimuladas a usar o seu transporte individual. Como é que você melhora a oferta? Com outros modais de transporte: metrô, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), o uso de outros transportes alternativos como a bicicleta, melhorando a questão das ciclovias. Não vejo que seja de outra forma.

Que regiões da cidade serão primeiramente beneficiadas pelo Metrofor?
LF– Metrofor é um investimento do Governo do Estado. Está hoje em execução a linha Norte-Sul que sai de Maracanaú e vai até a estação João Filipe. O Governo do Estado tem outro projeto, que está no Caderno de Encargos da Copa, que é o VLT, que vai fazer a interligação da Parangaba ao Mucuripe. O primeiro terminal será na Parangaba. Nós iremos fazer a integração física do metrô, VLT e do ônibus. Isso representará uma melhora na questão do transporte. Na questão do transporte também a Prefeitura de Fortaleza está avançando na questão da integração temporal. Em algumas linhas de ônibus as pessoas já se deslocam com um bilhete, apenas, não precisando fazer a integração nos terminais. Se você usa o bilhete considerando 30 minutos mais o tempo de viagem da linha, você só paga uma passagem e não precisa integrar no terminal. Isso são ações que concorrem para a melhoria do transporte público em Fortaleza.

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