MMA: a nova paixão nacional

Fotos: divulgação

O porquê do esporte, que nunca foi popular no Brasil, conseguir tantos telespectadores e fãs repentinos chama a atenção e desperta curiosidade em quem ainda está por fora da explosão do MMA. Mas e o que é MMA? Nem todos sabem. Jovens se reuniram em bares e restaurantes em todo o país para assistir uma luta que não é destaque entre os esportes do coração do brasileiro, ao contrário dos americanos que, às vezes, priorizam o MMA ao futebol americano.

E o UFC, o que seria? O UFC 134, popularizado como UFC Rio por ter sido realizado na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu no último sábado, 27, e foi transmitido ao vivo pela Rede TV!, chegando a ultrapassar a audiência da Rede Globo. O recorde de audiência atingido comprova o crescimento exponencial de fãs do esporte,que até cerca de 1 ano atrás era bem menos popularizado e só agora explodiu como moda no país, mas uma moda justificável.

Se você já chegou até aqui, merece a resposta. Ultimate Fighting Championish (UFC) é uma das principais organizações de MMA do mundo, ao lado do Pride, e essa foi a segunda edição do evento realizada no Brasil, a primeira foi em 1998 em São Paulo, e contou com a participação do brasileiro vitorioso Anderson Silva, além de outros lutadores importantes como o Minotauro, Maurício Shogun e Murilo Ninja. A expectativa de que um desses seria campeão em casa foi divulgada e rendeu a atenção imensa que o UFC Rio obteve por conta desses dois principais fatores e pelo entretenimento gratuito. A maioria dos “fãs” do esporte justificam o fanatismo com o prazer de assistir a luta, sem ter uma atração específica por MMA e, muitas vezes, até confundido a modalidade com boxe.

E o MMA, agora sim. MMA vem da sigla Mixed Martial Arts que significa artes marcias mistas. É uma modalidade de luta onde os participantes podem misturar técnicas e golpes de diferentes artes marciais e aplicá-las durante a luta. Os entendedores conseguem identificar o valor do esporte pela diversificação que torna a luta mais emocionante e imprevisível, mas aos leigos, que é a maioria, o atrativo é bem mais superficial e muitos resumem com a justifica: “Eu assisto porque gosto de porrada.”

Texto de Gabriela Lopes

Torcidas Organizadas protestam contra Ricardo Teixeira

Foto: divulgação

Neste final de semana de clássicos do Campeonato Brasileiro, os estádios serviram como maior cenário do protesto de torcedores contra Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os protestos aconteceram em jogos clássicos como Corinthians e Palmeiras; Santos e São Paulo; Figueirense e Avaí, e, recentemente, também ocorreram no jogo Ceará e Bahia.

No site de notícias Terra, André Azevedo, presidente do Conselho da Confederação Nacional das Torcidas Organizadas (Conatorg), disse que os protestos não estão perto de acabar. “Nós apenas começamos. Não foram manifestações isoladas. Elas continuarão. Não há dúvida quanto a isso. Agora, a nossa missão será buscar novas formas de protestar contra Ricardo Teixeira”.

Apesar de grande apoio das torcidas, a Federação de Santa Catarina não parece estar tão interessada no movimento. No jogo Figueirense e Avaí, os protestos contra o presidente da CBF só foram permitidos após a liminar da Justiça Federal do Estado. “Teremos de trabalhar para driblarmos a censura da Polícia e das federações, o que é vergonhoso. Sequer temos liberdade de expressão”, comenta Azevedo sobre a censura.

O Ministério Público Federal também não ficou nada contente com a censura do movimento pela Justiça Federal, e está ameaçando punir a repressão. O órgão considerou como “abusivo” o comunicado da justiça catarinense.

No momento, Ricardo Teixeira anda se livrando das acusações de ter buscado favores em troca de votos na eleição da Copa do Mundo de 2018, e mais recentemente também foi acusado de ter se envolvido no mercado negro de ingressos, após de supostamente ter vendido vários ingressos da copa para agências intermediadoras que agem clandestinamente, assim obtendo lucros imensos.

Texto de Flávio Augusto

Unifor disputa vagas em cinco modalidades do Jubs

Foto: arquivo pessoal

Os jogos universitários cearenses (Jucs), que acontecem desde o início do mês, selecionarão os primeiros lugares de cada modalidade para representar o Estado nas Olimpíadas Universitárias Brasileiras, mais conhecida como Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que acontecerão em novembro na cidade de Campinas, São Paulo. A Unifor busca vaga no Jubs em cinco modalidades: basquete, volei, futsal, atletismo e natação.

A seletiva para os esportes de quadra foi dividida em dois turnos. O primeiro aconteceu em abril e o segundo teve início no primeiro fim de semana de agosto, tendo previsão para término em setembro. Os jogos acontecem nos fins de semana em universidades que participam da competição, sendo a Unifor a principal sede, já que disputa cinco das oito modalidades exigidas pela Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU).

O basquete feminino é a única modalidade da Unifor já classificada para o Jubs. O vôlei feminino e o futsal masculino e feminino sagraram-se campeões do primeiro turno e disputam agora o título do segundo turno e a garantia da classificação para Campinas. Já o vôlei e o basquete masculino perderam o primeiro turno, lutam para vencer o segundo turno e acarretar uma final entre os campeões dos turnos.

A escolha dos atletas de natação e atletismo é feita por índices nacionais dos quais os competidores precisam atingir para se classificarem para a fase nacional. O único nadador até agora classificado é Thiago Leite, dos 100 metros costas. Já foram realizadas 28 provas, restando ainda 12. Os índices do atletismo ainda não foram divulgados.

Todo ano a Unifor busca conquistar melhores resultados nas Olimpíadas Universitárias. No ano passado, ela atingiu a sexta melhor colocação no quadro de medalhas das olimpíadas entre 285 instituições de ensino superior. A luta é para que essa colocação suba e que um dia a Universidade possa alcançar seu maior objetivo em relação ao esporte de alto rendimento, o primeiro lugar no quadro de medalhas.

Foto: arquivo pessoal

Mais detalhes sobre a seletiva

Esse sábado a Unifor vai sediar os jogos de basquete masculino em seu Ginásio Poliesportivo. Os jogos acontecerão a partir das 14h e as disputas serão entre as instituições de ensino Católica x UFC e Unifor x Christus. O basquete corre grande risco de perder sua classificação para o Jubs, já que além de perder o primeiro turno da seletiva, começou o segundo turno com uma derrota para Católica. O resultado complicou as chances de levar a disputa para a final num terceiro turno, pois a seletiva é feita no formato “todos contra todos”, onde o time que possui mais vitórias sagra-se campeão.

O futsal masculino, apesar de campeão do primeiro turno, terá que jogar a final num terceiro turno, pois foi desclassificado do segundo turno, perdendo na chave para a FIC por 2×1. Para a semifinal, só se classificaria o primeiro colocado da chave. Com a derrota, a Unifor ficou em segundo e foi desclassificada.

O voleibol masculino perdeu o primeiro turno para a UFC. No segundo turno o time encontra esperanças de classificação na sua vitória em cima da FIC por três sets a zero. A Unifor precisa ganhar da UFC para levar o time para a disputa da final num terceiro turno.

O basquete feminino é único time que já está classificado. Campeão do primeiro turno, teve folga no segundo, já que o único rival, a UFC, desistiu do campeonato.

Já o vôlei feminino e o futsal feminino, ambos campeões do primeiro turno, não encontram muitas barreiras para conquistar o segundo turno e a classificação para Campinas. Os dois times não sofreram nenhuma derrota no campeonato ainda.

Texto de Luana Benício

Câmeras do novo PV auxiliam a Polícia no combate a crimes

Secretário Evaldo Lima na sala onde ficam as imagens das câmeras do PV. // Foto: Thalyta Martins

Muitos torcedores deixam de frequentar os estádios para assistir ao jogo da sua seleção do coração por conta do medo de assaltos e agressões por parte da torcida adversária. Essa realidade começou a mudar desde a reinauguração do novo estádio Presidente Vargas. Ele conta com 105 câmeras de monitoramento distribuídas por todo o estádio e sem nenhum ponto cego, de acordo com o secretário de Esportes e Lazer de Fortaleza, Evaldo Lima.

“Um torcedor foi assaltado dentro do banheiro, nós o trouxemos até a sala de monitoramento e foi possível que ele fizesse a localização e o reconhecimento do acusado que estava no meio da torcida. Isso facilitou o trabalho da polícia”, afirmou o secretário. Ademais, o sistema de câmeras de monitoramento é um forte aliado no combate às infrações que acontecem também no entorno do estádio.

Segundo Evaldo, outra ocorrência também pode ser detectada pelas câmeras de monitoramento. “Uma menina estava pichando o estádio e nós fizemos o reconhecimento dela. Ela foi levada pela polícia, mas como é menor de idade não responderá diretamente pelo vandalismo e crime ambiental”.

Com a implantação desse sistema de monitoramento ficou mais tranquila a ida, permanência e a volta dos torcedores ao estádio. Mas é importante que mesmo com toda a segurança das câmeras e da polícia, os torcedores fiquem atentos e, se possível, evitem levar aos estádios objetos pessoais de valor.

Texto de Mariane Morales

[Ferruccio Feitosa] Ceará tem grande potencial econômico após a Copa

Em 2014, Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo. O evento impulsiona modificações nos estádios de futebol, mas, principalmente, na infra-estrutura básica das cidades-sede, como Fortaleza.  Além disto, muito dinheiro será investido para que o País esteja pronto para receber pessoas do mundo inteiro. É mais que um evento de futebol, é economia, principalmente.

O secretário dos Esportes  do Ceará, Ferruccio Feitosa, assegura que as obras em Fortaleza estão avançadas. De acordo com reportagem da revista Veja do dia 25 de maio, o estádio do Castelão é o que tem suas obras à frente no País. Mas há uma série de outras obras a serem concluídas. A maioria tem início previsto para o segundo semestre deste ano. Mudanças no aeroporto Pinto Martins, viadutos, melhorias em avenidas, os Veículos Leves sobre Trilhos, VLTs, são exemplos do muito que ainda tem de ser feito na cidade.

 

Após o burburinho do grande evento, vêm as consequências. Ferruccio está confiante. “Não só Fortaleza, mas a Região Metropolitana e o estado do Ceará têm tudo para dar um grande salto em termos de economia”.  Diz ainda que deve haver um grande legado que possa transformar-se em social,  econômico e de infra-estrutura. “O que a gente espera é exatamente isso: poder aproveitar ao máximo o evento”.

 

Confira a entrevista com o secretário concedida à aluna de Jornalismo Suellen Salles.

 

Ferruccio Feitosa, secretário dos Esportes do Ceará. // Foto: http://www.unifor.br

Houve divergências, por parte da oposição, para a criação de uma secretaria especial para a Copa e o senhor foi um dos que defendeu. Por quê?
Ferruccio Feitosa

: Olha, a gente tem de ver o evento Copa do Mundo como algo que vai além da questão esportiva. É o maior evento do planeta. E vai dar uma maior visibilidade ao Ceará. Nós vamos poder mostrar as belezas naturais, a culinária, o jeito todo especial do povo cearense, a hospitalidade. Nós vamos projetar o Ceará para o mundo todo. Então, a SECOPA (Secretaria Especial Da Copa) não é uma pasta que se restringe à área esportiva. Ela é muito mais ampla. A gente vai tentar maximizar os legados na área esportiva, na área social e na de infra-estrutura. É tanto que a gente está tomando sempre o cuidado de acompanhar as obras. E é uma secretaria que termina tendo uma abrangência. Então, são legados de infra-estrutura, sociais e econômicos. E nós também estamos trabalhando na capacitação de novas empresas para o Ceará. Nos mais diversos segmentos, tanto na área do comercio, na indústria, como até mesmo e, principalmente, na área do setor hoteleiro. Não pode se restringir somente à questão esportiva. É uma secretaria muito mais abrangente. O que, infelizmente, poucas pessoas pensam. Eu queria destacar que a Copa do Mundo, logicamente, não vem para resolver todos os problemas de Fortaleza, mas, por ser um evento de projeção mundial, tem como acelerar os investimentos e fazer com que muita coisa ocorra na cidade e na Região Metropolitana na área de infra-estrutura.

Como está o andamento das obras para o evento?
FF –

O que eu posso assegurar é que Fortaleza está avançada. Nós já queremos participar da Copa das Confederações em 2013, e, se possível, de todas as fases da Copa de 2014, não só dos jogos iniciais. Nós temos uma matriz de responsabilidade, que foi um documento público, assinado pelo o Governo Federal, pelo Governo Estadual e pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Então, ficou a cargo do Governo Federal a ampliação do aeroporto Pinto Martins e a construção do terminal de passageiros no porto do Mucuripe. Essas duas obras estão têm início previsto para o começo do segundo semestre de 2011 e finalizar no segundo semestre de 2013. Do Governo Estadual ficou o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), que sai do Mucuripe e vai até a Parangaba. Vai passar por 22 bairros de Fortaleza, atendendo a rede hoteleira, porque mais de 80% da nossa rede hoteleira concentra-se na Avenida Beira Mar. Vai atender mais 60% das empresas de Fortaleza, pois estão concentrados nos 22 bairros onde vai trafegar o VLT e 20% da população de Fortaleza também estão concentrados nesses bairros. Portanto, é uma obra importante para acontecer em Fortaleza, para melhorar a questão da mobilidade urbana. A obra no Estádio do Castelão começou em dezembro de 2010, e está sob nossa responsabilidade.  Está em um ritmo super acelerado. Em agosto desse ano, a gente já finaliza a primeira etapa, que é o prédio novo da Secretária de Esportes e o pátio dos estacionamentos e a Praça Norte vai abraçar o estádio pelo lado Norte do Estado.  A perspectiva é a gente chegar em dezembro de 2012 com 95% da obra do Castelão já concluída, faltando somente acabamentos e que a gente deixou exatamente essa margem para dezembro de 2012, na última inspeção da FIFA, para, após isto, a gente já participar da Copa das Confederações. Então, as obras do Governo do Estado estão em um ritmo super acelerado, estão bem. Os contratos já foram assinados com a Caixa Econômica Federal, os contratos de financiamento de duas obras de transporte. O do estádio do Castelão também já foi assinado com o BNDS. Em relação às obras da Prefeitura de Fortaleza, nós temos melhorias na Via Expressa que são exatamente as passagens inferiores, são os túneis que serão construídos na Via Expressa que vai acabar com os cruzamentos, com semáforos e tornar a via verdadeiramente expressa. Tem também melhorias na Raul Barbosa, que é um viaduto sobre a Murilo Borges, exatamente também para acabar com aquele gargalo que é o cruzamento, onde tem o Cordeiro. E depois, alargamento da Alberto Craveiro que é a via principal que chega no Estádio do Castelão, tanto da área Norte da cidade, como saindo do Aeroporto Pinto Martins, e melhorias na Dedé Brasil e Paulindo Rocha. Todas essas obras urbanas são da competência da Prefeitura de Fortaleza, onde a Prefeitura também apresentou o cronograma, em que conta que as obras vão iniciar no segundo semestre desse ano e finalizam no primeiro semestre de 2013. Portanto, a maioria da obras têm a possibilidade de iniciar no segundo semestre desse ano.

 

Qual o diferencial do estádio Castelão em relação aos outros estádios do Brasil?
F F:

“>Primeiro, a localização é bem estratégica. Ele fica praticamente no centro geográfico da cidade Fortaleza. Onde ele está a 9km do Centro da cidade; 3,5km do aeroporto internacional; 4km de dois hospitais de urgência e emergência; 3km do hospital que é referência em tratamento do coração, inclusive do país, que é o Hospital do Coração em Messejana; 1,5 km do hospital que também é referência no País em traumatologia, que é o Sara Kubisheck; 10km da zona hoteleira de Fortaleza. E em termos de reforma, é essa aproximação do campo de jogo e também a coberta que nós vamos dar conforto e segurança aos torcedores, porque serão cobertos cem por cento dos lugares do Estádio do Castelão.

 

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