Abertas as inscrições para a etapa local do Expocom 2013

111As inscrições para quem quer participar da seleção da Expocom devem ser feitas até o dia 25 de março por meio do e-mail e-como@hotmail.com ou na Universidade de Fortaleza – Unifor na sala Q19. Para se inscrever, é necessário nome, CPF, o número de matrícula da Unifor, telefone e e-mail juntamente com o nome do professor orientador, nome do produto e da modalidade na qual o trabalho se encaixa.

Jurados na Expocom realizada no Intercom 2012. Foto: Marina Duarte
Jurados na Expocom realizada no Intercom 2012. Foto: Marina Duarte

O aluno também deve levar em arquivo o produto referente ao trabalho que deverá estar em CD (MP3 ou jpeg), impresso, PDF ou em endereço eletrônico. As apresentações dos trabalhos ocorrerão no dia 5 de abril a partir das 8h no Teatro Celina Queiroz, onde também haverá uma palestra sobre Comunicação Organizacional.

Para participar das oficinas e palestras, a inscrição deve ser feita nos lugares acima citados só sendo necessário informar o nome, CPF, matrícula, telefone, e-mail e oficina da qual deseja participar.

Expocom no Intercom 2012. Foto: Marina Duarte
Expocom no Intercom 2012. Foto: Marina Duarte

As palestras terão como temas Gestão de Crise (03/4 -19h às 21h), Gestão de Mídias Sociais (04/4 -19h às 21h) e Comunicação Interna e Gestão de Eventos Corporativos (05/4 – 18h às 21h). As oficinas serão realizadas todas no dia 5 de abril de 13h30 às 17h30, tendo como tema Plano de Comunicação em Gestão de Crise, com 14 vagas disponíveis, Mídias Sociais para jornalistas: ferramentas de apuração e monitoramento com 8 vagas disponíveis e Planejamento de Eventos corporativos com 17 vagas disponíveis.

evento é gratuito só necessitando da inscrição prévia. Os certificados de participação serão entregues no encerramento.

Texto: Lia Sequeira

Conferência de abertura discute a relação esporte e mídia

Foto: Aline Caldas

A manhã do terceiro dia de Intercom foi marcada pela conferência de abertura que discutiu o tema do evento deste ano : “ Esportes na Idade Mídia “ . Estiveram presentes no Teatro Celina Queiroz a diretora científica da Intercom , Raquel Paiva ; diretora do Centro de Ciências Humanas da Unifor , Erotilde Honório e o antropólogo Roberto DaMatta .

Para um auditório lotado , DaMatta iniciou sua palestra falando da origem do esportes na Grécia Antiga e abordou aspectos como espírito de competição e individualismo, existentes em modalidades esportivas como futebol , vôlei , natação e atletismo . Um dos tópicos abordados por ele é o fato de que o esporte redesenha a paisagem urbana . Se antigamente predominavam nas grandes cidades as igrejas e outros tipos de construções , o que prevalece hoje são os estádios e parques esportivos.

De forma bem humorada , o antropólogo fez relações sobre esportes com aspectos políticos , sociais , culturais e capitalistas seguidas de algumas brincadeiras e histórias sobre a sua vida . Após a palestra foi possível aos congressistas fazer perguntas ao convidado . Para Juliana Guimarães , da Pontifícia Universidade Católica (PUC – RJ) , foi uma honra assistir a uma palestra do antropólogo: “ Achei bastante interessante saber sobre os estudos que ele realizou sobre o tema , além do fato de ele ser bem engraçado “ , afirma .

Èrico Oliveira , mestrando em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará destacou que Roberto da Matta o fez pensar de outra maneira o futebol : “ Foi bacana a abordagem sobre o futebol , com o social e o cultural e o capitalista e o espírito de competição “ , finaliza .

Roberto DaMatta é um estudioso do Brasil e suas contradições , do povo brasileiro e da cultura popular. Escreveu os livros “ Carnavais , malandros e heróis “ , “ O que faz o brasil , Brasil ? “ , dentre outros títulos.

Texto: Émilly Sousa
Orientação: Profa. Joana Dutra

Flashmob surpreende e anima os congressistas

Foto: Marina Duarte

Aconteceu nesta tarde do dia 4, no Centro de Convivência da Universidade de Fortaleza, uma verdadeira paralisação. A Comissão Cultural do Intercom 2012 realizou um flashmob, que chamou a atenção de muitas pessoas que estavam no espaço e gerou descontração entre os que estavam presentes. A estudante Thais Holanda falou sobre o flashmob. “Achei muito legal e criativo. A equipe estava ótima. Nunca vi isso dentro de uma universidade, muito menos com professores participando. Vim correndo quando ouvi a música”, declara a universitária do curso de jornalismo.

O evento causou uma boa repercussão dentro do campus da Unifor, inclusive entre congressistas de outros estados, que foram pegos de surpresa pela mobilização cultural. ”Estava almoçando quando ouvi a música e percebi a movimentação. Já vi o flashmob em alguns lugares, mas esse foi bem interessante, foi algo descontraído e me pegou desprevenida. Não tem como não chamar atenção”, afirma a estudante Isabela Rêgo, que é de Teresina e veio participar do Intercom desse ano.

O flashmob foi apenas um dos eventos que a Comissão Cultural preparou. A programação da 35ª edição do Intercom ainda contará com apresentações teatrais, musicais, dentre outras expressões artísticas. O intuito de todo esse investimental na parte cultural é agregar ainda mais a arte ao campo da comunicação.

Texto: Vitória Matos
Orientação: Profa. Joana Dutra

Intercom 2012 homenageia Margarida Kunsch

Foto: Marina Duarte

Na tarde do segundo dia de Intercom, a história da comunicação foi lembrada por meio de uma homenagem a professora Margarida Maria Krohling Kunsch. Sob a coordenação de Luiz Alberto Farias (USP), Cleusa Maria Andrade Scroferneker (PUCRS) e Else Lemos (Cásper Líbero/FAAP), a mesa contou com a colaboração de vários professores e membros da Intercom, que pediram a palavra para reverenciar a professora Margarida.

Doutora em Ciências da Comunicação, Margarida Kunsch é referência em assuntos de Relações Públicas e se destaca nos estudos de Comunicação Organizacional. É também um dos pesquisadores responsáveis pela consolidação das relações Públicas no Brasil e na América Latina. “Margarida é muito querida num contexto internacional”, destacou um dos participantes da plateia.

O presidente da Intercom, Antonio Hohlfeldt, que ontem participou de uma homenagem póstuma ao professor Valerio Brittos, ressalta que é importante prestar tributo aos profissionais que se dedicam à comunicação enquanto os mesmos ainda estão vivos e podem participar das honras.

Estavam na plateia três estudantes da primeira turma de Comunicação Organizacional da Universidade de Brasilia (UnB). Empolgadas, as estudantes queriam ouvir a professora Margarida, que é uma das responsáveis pela implantação da nova habilitação. “Na faculdade a gente lê muita coisa dela. Ela é maravilhosa, também já fomos a outras palestras com ela.” comenta Taciana Paim. “A professora esteve no evento de abertura do nosso curso, em 2010, que é o primeiro do país”, completou Gabryella Albuquerque.

Texto: Lorena Cardoso
Orientação: Prof. Jari Vieira

Intercom 2012: Simpósio destaca “Os livros que mudaram a comunicação”

Foto: Débora Queirós

A 35ª edição do maior congresso de comunicação da América Latina, Intercom 2012, já começou. Na manhã do dia 3 de setembro, no auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza, aconteceu o Simpósio que teve como tema “Os livros que mudaram a comunicação”. Com a participação de Juremir Machado(PUC-RS), Giovandro Ferreira(UFBA), Sérgio Mattos(UFRB) e Antônio Adami(UNIP), o simpósio enfatizou nos livros que fizeram, de alguma forma, uma mudança positiva no processo comunicacional em todo o Brasil.

Antônio Adami iniciou seu discurso citando o livro “O império do grotesco”, de Muniz Sodré. Inicialmente, Antônio afirma, de acordo com o livro, que o conceito de comunicação é como uma troca de informações e que toda cultura é baseada na instauração da mass media, isto é, de um sistema moderno de meios de comunicação. Além disso, ele cita a ordem em que o livro foi dividido. “No primeiro capítulo, Muniz caracteriza a televisão, seu início e da ascensão vertiginosa a partir de 1945 e o pioneirismo de Chateubriand e da TV Tupi. Já no segundo capítulo, por exemplo, o autor faz um conceito sobre a revista e dá características relevantes sobre ela. Ademais, o livro promove a discussão do poder da publicidade para o sucesso de uma revista e de suas respectivas temáticas”.

Em seguida, o professor Giovandro Ferreira abre sua discussão sobre o livro “Estudos de jornalismo comparado”, de José Marques de Melo. O conteúdo, segundo o professor, busca dar cientificidade ao estudo da comunicação e, pela leitura, os livros atuais são os que estão fazendo parte desse processo. “Nós estamos vivendo um certo amadurecimento no nosso campo de estudo. Estamos fazendo uma revisita, pois há uma abordagem de conteúdo que antes não valia nada, agora é a forma e a enunciação”, relembra Giovandro. José Marques dá ênfase à análise de conteúdo e à morfologia empregada no contexto, já que essa análise é feita pela frequência de palavras, objetivando o assunto para seu respectivo público. Além disso, destaca a importância da estrutura, do que foi dito e como dito, dividindo seu livro em duas partes: forma e pesquisa de conteúdo. Por fim, Giovandro comenta que o livro de Marques de Melo tem contribuições de Gilberto Freire, que remontou a história da imprensa no Brasil, e Luiz Beltrão.

O professor e escritor Sérgio Mattos (UFRB) comentou sobre o livro “O controle da informação no Brasil”, do Professor Antônio Costella. De maneira prática e simples, o autor faz referência em seu livro sobre o estudo da comunicação no Brasil. “Quando vocês ouvirem um discurso e não entenderem, a culpa é do autor. Pensando nisso, Costella utilizou uma linguagem simples como se fosse para livros introdutórios para os estudantes dos cursos de comunicação, já que o número de formados que conhecem a legislação da comunicação é limitada”, declara Sérgio. Costella faz uma análise histórica-social do estudo da comunicação. A obra pioneira do autor procura as raízes históricas da liberdade de imprensa. “O livro hoje é um clássico e identifica os elementos envolvidos no processo de controle de informação, descrevendo todo o processo de controle desde 1964. A Editora Vozes foi a responsável pela publicação do autor em 1970.

Finalmente, o pesquisador e polêmico Juremir Machado fala sobre seu livro “A sociedade Mídiocre”. Juremir defendeu seu discurso baseando-se no fim do direito autoral, do livro e da escrita, causando polêmica na plateia e diversos questionamentos. “Eu tenho o direito de escrever um livro e de dá-lo gratuitamente, porém muitos não fazem isso. O conhecimento tem custo”, defende-se Juremir, após ter recebido diversos questionamentos sobre seu livro. Após isso, Juremir falou sobre o fim da escrita e na sua aposta na mídia virtual. Por fim, o pesquisador distribuiu seu livro para vários estudantes e congressistas, causando euforia e excitação por parte da plateia.

Texto: Priscila Baima
Orientação: Profa. Joana Dutra