[Ferruccio Feitosa] Ceará tem grande potencial econômico após a Copa

Em 2014, Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo. O evento impulsiona modificações nos estádios de futebol, mas, principalmente, na infra-estrutura básica das cidades-sede, como Fortaleza.  Além disto, muito dinheiro será investido para que o País esteja pronto para receber pessoas do mundo inteiro. É mais que um evento de futebol, é economia, principalmente.

O secretário dos Esportes  do Ceará, Ferruccio Feitosa, assegura que as obras em Fortaleza estão avançadas. De acordo com reportagem da revista Veja do dia 25 de maio, o estádio do Castelão é o que tem suas obras à frente no País. Mas há uma série de outras obras a serem concluídas. A maioria tem início previsto para o segundo semestre deste ano. Mudanças no aeroporto Pinto Martins, viadutos, melhorias em avenidas, os Veículos Leves sobre Trilhos, VLTs, são exemplos do muito que ainda tem de ser feito na cidade.

 

Após o burburinho do grande evento, vêm as consequências. Ferruccio está confiante. “Não só Fortaleza, mas a Região Metropolitana e o estado do Ceará têm tudo para dar um grande salto em termos de economia”.  Diz ainda que deve haver um grande legado que possa transformar-se em social,  econômico e de infra-estrutura. “O que a gente espera é exatamente isso: poder aproveitar ao máximo o evento”.

 

Confira a entrevista com o secretário concedida à aluna de Jornalismo Suellen Salles.

 

Ferruccio Feitosa, secretário dos Esportes do Ceará. // Foto: http://www.unifor.br

Houve divergências, por parte da oposição, para a criação de uma secretaria especial para a Copa e o senhor foi um dos que defendeu. Por quê?
Ferruccio Feitosa

: Olha, a gente tem de ver o evento Copa do Mundo como algo que vai além da questão esportiva. É o maior evento do planeta. E vai dar uma maior visibilidade ao Ceará. Nós vamos poder mostrar as belezas naturais, a culinária, o jeito todo especial do povo cearense, a hospitalidade. Nós vamos projetar o Ceará para o mundo todo. Então, a SECOPA (Secretaria Especial Da Copa) não é uma pasta que se restringe à área esportiva. Ela é muito mais ampla. A gente vai tentar maximizar os legados na área esportiva, na área social e na de infra-estrutura. É tanto que a gente está tomando sempre o cuidado de acompanhar as obras. E é uma secretaria que termina tendo uma abrangência. Então, são legados de infra-estrutura, sociais e econômicos. E nós também estamos trabalhando na capacitação de novas empresas para o Ceará. Nos mais diversos segmentos, tanto na área do comercio, na indústria, como até mesmo e, principalmente, na área do setor hoteleiro. Não pode se restringir somente à questão esportiva. É uma secretaria muito mais abrangente. O que, infelizmente, poucas pessoas pensam. Eu queria destacar que a Copa do Mundo, logicamente, não vem para resolver todos os problemas de Fortaleza, mas, por ser um evento de projeção mundial, tem como acelerar os investimentos e fazer com que muita coisa ocorra na cidade e na Região Metropolitana na área de infra-estrutura.

Como está o andamento das obras para o evento?
FF –

O que eu posso assegurar é que Fortaleza está avançada. Nós já queremos participar da Copa das Confederações em 2013, e, se possível, de todas as fases da Copa de 2014, não só dos jogos iniciais. Nós temos uma matriz de responsabilidade, que foi um documento público, assinado pelo o Governo Federal, pelo Governo Estadual e pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Então, ficou a cargo do Governo Federal a ampliação do aeroporto Pinto Martins e a construção do terminal de passageiros no porto do Mucuripe. Essas duas obras estão têm início previsto para o começo do segundo semestre de 2011 e finalizar no segundo semestre de 2013. Do Governo Estadual ficou o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), que sai do Mucuripe e vai até a Parangaba. Vai passar por 22 bairros de Fortaleza, atendendo a rede hoteleira, porque mais de 80% da nossa rede hoteleira concentra-se na Avenida Beira Mar. Vai atender mais 60% das empresas de Fortaleza, pois estão concentrados nos 22 bairros onde vai trafegar o VLT e 20% da população de Fortaleza também estão concentrados nesses bairros. Portanto, é uma obra importante para acontecer em Fortaleza, para melhorar a questão da mobilidade urbana. A obra no Estádio do Castelão começou em dezembro de 2010, e está sob nossa responsabilidade.  Está em um ritmo super acelerado. Em agosto desse ano, a gente já finaliza a primeira etapa, que é o prédio novo da Secretária de Esportes e o pátio dos estacionamentos e a Praça Norte vai abraçar o estádio pelo lado Norte do Estado.  A perspectiva é a gente chegar em dezembro de 2012 com 95% da obra do Castelão já concluída, faltando somente acabamentos e que a gente deixou exatamente essa margem para dezembro de 2012, na última inspeção da FIFA, para, após isto, a gente já participar da Copa das Confederações. Então, as obras do Governo do Estado estão em um ritmo super acelerado, estão bem. Os contratos já foram assinados com a Caixa Econômica Federal, os contratos de financiamento de duas obras de transporte. O do estádio do Castelão também já foi assinado com o BNDS. Em relação às obras da Prefeitura de Fortaleza, nós temos melhorias na Via Expressa que são exatamente as passagens inferiores, são os túneis que serão construídos na Via Expressa que vai acabar com os cruzamentos, com semáforos e tornar a via verdadeiramente expressa. Tem também melhorias na Raul Barbosa, que é um viaduto sobre a Murilo Borges, exatamente também para acabar com aquele gargalo que é o cruzamento, onde tem o Cordeiro. E depois, alargamento da Alberto Craveiro que é a via principal que chega no Estádio do Castelão, tanto da área Norte da cidade, como saindo do Aeroporto Pinto Martins, e melhorias na Dedé Brasil e Paulindo Rocha. Todas essas obras urbanas são da competência da Prefeitura de Fortaleza, onde a Prefeitura também apresentou o cronograma, em que conta que as obras vão iniciar no segundo semestre desse ano e finalizam no primeiro semestre de 2013. Portanto, a maioria da obras têm a possibilidade de iniciar no segundo semestre desse ano.

 

Qual o diferencial do estádio Castelão em relação aos outros estádios do Brasil?
F F:

“>Primeiro, a localização é bem estratégica. Ele fica praticamente no centro geográfico da cidade Fortaleza. Onde ele está a 9km do Centro da cidade; 3,5km do aeroporto internacional; 4km de dois hospitais de urgência e emergência; 3km do hospital que é referência em tratamento do coração, inclusive do país, que é o Hospital do Coração em Messejana; 1,5 km do hospital que também é referência no País em traumatologia, que é o Sara Kubisheck; 10km da zona hoteleira de Fortaleza. E em termos de reforma, é essa aproximação do campo de jogo e também a coberta que nós vamos dar conforto e segurança aos torcedores, porque serão cobertos cem por cento dos lugares do Estádio do Castelão.

 

Continue lendo “[Ferruccio Feitosa] Ceará tem grande potencial econômico após a Copa”

[Luciano Feijão] Saneamento básico é o maior problema de infra-estrutura em Fortaleza

Buracos e engarrafamentos são problemas que afligem a população de várias cidades do País, incluindo Fortaleza. As pessoas andam confusas, sem saber as origens e de quem realmente cobrar. O secretário de Infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano de Fortaleza, Seinf, Luciano Feijão, procura esclarecer esses e outros temas que estão nas pautas de discussões da cidade.

Fortaleza foi escolhida para ser subsede na Copa de 2014. A dúvida paira: será que a cidade conseguirá terminar as obras no prazo? E ele corrobora com a visão que a população tem. “Para que a Copa aconteça aqui na cidade de Fortaleza, nós precisamos, basicamente, de três investimentos: estádios de Castelão e Presidente Vargas devem estar com obras concluídas dentro do prazo e precisamos que haja uma melhoria no terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins”. Afirma ainda que há projetos anteriores à decisão da FIFA e que precisa-se das obras concluídas até 2014, mas que não para por ai. “Os demais investimentos irão continuar”.

Confira a entrevista que as estudantes Juliana Abrantes e Lia Siqueira, do curso de Jornalismo da Unifor, fizeram com o secretário.

Luciano Feijão, secretário de infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano de Fortaleza (Seinf)./ Foto: http://diariodonordeste.globo.com

O principal problema de Fortaleza, hoje em dia, é infra-estrutura?
Luciano Feijão – Acho que não podemos dizer que seja a infra-estrutura de forma, assim, genérica. O que eu apontaria de grave na infra-estrutura? O esgotamento sanitário. Fortaleza tem, hoje, uma cobertura de 52% de esgotamento sanitário, desses, 50% são da Cagece e recebem tratamento, mas é um índice muito pequeno, considerando que nós temos uma população de aproximadamente dois milhões e quinhentos mil habitantes, população que na sua grande maioria ainda vive em condições precárias. Ainda temos pobreza extrema na cidade, então, eu apontaria como principal problema de estrutura a insuficiência da cobertura da rede de esgotamento sanitário. A drenagem é um outro problema grave. Historicamente, se investiu muito pouco em drenagem e esgotamento de água pluvial, na cidade. Nós temos um dado de que Fortaleza, hoje, dispõe de aproximadamente 30% da cobertura de sua rede de drenagem e tem-se muito o que melhorar. Ou seja, estamos bem na água, regulares nos resíduos sólidos, estamos mal na drenagem urbana e no esgotamento sanitário.

A população vê que existem várias obras que tão por toda a cidade. Elas visam a Copa de 2014?
LF– Na realidade, a Copa é algo recente para o País. O Brasil foi escolhido como sede e Fortaleza, subsede em 2009. Mas os investimentos são anteriores aos da Copa. O evento ajuda é a catalisar os investimentos de forma mais rápida e séria, porque as reformas já estavam planejadas. Já havia, por exemplo, na nossa legislação do sistema viário uma previsão de tornar expressa a nossa Via Expressa. Já havia a previsão de fazer o alargamento da av. Alberto Craveiro, pretendia-se melhorar a av. Dedé Brasil. Então, tudo isto que está se falando e colocando a marca da Copa já faz parte do planejamento urbano da cidade, previsto na Lei do Plano Viário Básico, do Plano Diretor. A Copa é a oportunidade de fazer com que os investimentos cheguem de forma mais rápida para que as coisas aconteçam. Para que a Copa aconteça aqui na cidade de Fortaleza nós precisamos basicamente de três investimentos: estádios Castelão e Presidente Vargas devem estar com obras concluídas dentro do prazo e precisamos que haja uma melhoria no terminal de passageiros do Aeroporto Pinto Martins. Nós precisamos das obras concluídas até 2014. Os demais investimentos irão continuar.

Quais as principais obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza?
LF– Devemos melhorar a oferta e melhorar a qualidade do transporte público. É ilusão pensar que essa questão será resolvida com alargamentos, com túneis, com viadutos. É assim que se pode melhorar pra fazer com que as pessoas se sintam desestimuladas a usar o seu transporte individual. Como é que você melhora a oferta? Com outros modais de transporte: metrô, Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), o uso de outros transportes alternativos como a bicicleta, melhorando a questão das ciclovias. Não vejo que seja de outra forma.

Que regiões da cidade serão primeiramente beneficiadas pelo Metrofor?
LF– Metrofor é um investimento do Governo do Estado. Está hoje em execução a linha Norte-Sul que sai de Maracanaú e vai até a estação João Filipe. O Governo do Estado tem outro projeto, que está no Caderno de Encargos da Copa, que é o VLT, que vai fazer a interligação da Parangaba ao Mucuripe. O primeiro terminal será na Parangaba. Nós iremos fazer a integração física do metrô, VLT e do ônibus. Isso representará uma melhora na questão do transporte. Na questão do transporte também a Prefeitura de Fortaleza está avançando na questão da integração temporal. Em algumas linhas de ônibus as pessoas já se deslocam com um bilhete, apenas, não precisando fazer a integração nos terminais. Se você usa o bilhete considerando 30 minutos mais o tempo de viagem da linha, você só paga uma passagem e não precisa integrar no terminal. Isso são ações que concorrem para a melhoria do transporte público em Fortaleza.

Continue lendo “[Luciano Feijão] Saneamento básico é o maior problema de infra-estrutura em Fortaleza”

Prorrogada a data para a seleção de voluntários

Divulgação

Participar de reuniões de pautas, edições de jornais e revistas, coletivas de imprensa com atores nacionais e ainda concorrer a um estágio remunerado, conta no currículo e na experiência. E tudo isso está disponível no Labjor, que prorrogou o prazo até o dia 26 para inscrições de novos voluntários.

São 17 vagas ao todo, nos setores de jornalismo impresso (10), digital(02), WebTv (02) e diagramação (03).

Os interessados devem ter disponibilidade no período entre 14h e 17h. Além disso, alguns pré-requisitos são necessários, dependendo da área desejada (Veja no banner acima).

No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar o histórico escolar recente e um breve currículo.

O processo seletivo será dividido em duas fases: a primeira é escrita e a segunda, uma entrevista com os aprovados na primeira.

Ao final do estágio, o aluno ganhará um certificado e ainda poderá usar como horas na cadeira de Atividades Complementares.

Boa sorte a todos e sejam bem vindos!

Informações:

Labjor – 3447 3105

Texto de Wolney Batista

 

Experiência e irreverência

ENTREVISTADO: RUY LIMA

Por Rebeca Marinho

“Só não me chame de senhor, por favor!” foi o único pedido de Ruy Lima quando agendamos a entrevista. Apesar de pertencer a uma velha guarda de jornalistas, o editor-executivo da TV O Povo e apresentador do programa Grande Debate consegue manter-se jovem.

Dono de uma carreira invejável, Ruy trabalha desde os 16 anos e já trabalhou em programas renomados como o Jornal Hoje, Jornal da Globo, além de ter sido editor do Jornal Nacional. Foi também o primeiro apresentador do Bom Dia Ceará, na TV Verdes Mares, e um dos responsáveis pela implantação da TV Jangadeiro e da TV Manchete no Ceará. Isso sem falar das coberturas internacionais, como as eleições na Argentina, Chile e Uruguai, e também a cobertura da Copa do Mundo de 86, no México.

Tudo isso não é nem metade de que ele já fez. Mas apesar dos anos de profissão e de toda a sua experiência, Ruy está longe de ser uma figura inatingível. Pelo contrário, ele é disponível e muito atencioso.

Nossa entrevista estava agendada no dia em que os programas da TV O Povo iriam ao ar em novos horários. Durante o encontro, fomos interrompidos três vezes para Ruy decidir as pautas do dia, os entrevistados e ainda ver mudanças no cenário do Grande Jornal, porém, mesmo tendo um dia ocupado, Ruy nos recebeu em um dos estúdios disponíveis da própria TV O Povo e foi paciente ao conversar com nossa equipe.

Irreverente, contou-nos algumas boas histórias e falou sobre segmentação, faculdades e estudantes de jornalismo, internet e televisão, claro.

Você além de editor-executivo é apresentador. Como você consegue conciliar os dois ofícios?
Ruy Lima:
É complicado conciliar, não é fácil. Eu acho que essa função que eu estou exercendo hoje, fora a apresentação do programa, é meramente executiva, meio burocrática também. Eu gosto de falar que quem está estudando, quem quer ser jornalista, tem que ter uma visão muito focada no fato de ser repórter.

Por quê?
Ruy Lima:
Eu acho que quando você escolhe ser jornalista, você deve gostar, antes de mais nada, de ser repórter. Eu não consigo imaginar uma pessoa que entra pra faculdade de jornalismo e diga “eu quero ser produtor”. Não tenho nada contra produtor, acho que é uma função super importante, mas a função de produtor hoje é deturpada. Porque, na verdade, o produtor acaba sendo uma secretária executiva, que fala no telefone, que marca entrevista. Isso é função de secretária. Acho que ser repórter é o grande barato de quem quer fazer jornalismo.

Continue lendo “Experiência e irreverência”

De quem é o cabeção?

ENTREVISTADO: NARCÉLIO GRUD

Por Suiani Sales

Quem anda por Fortaleza às vezes se depara com vários personagens coloridos geralmente no centro da cidade, na Aldeota, nas praças e nos cruzamentos mais movimentados. As caixas de transmissão telefônica agora são cabeções coloridos, marca registrado do trabalho de Narcélio Grud, um dos grafiteiros que enfeitam a cidade.

Os personagens confeccionados pelo artista possuem sempre olhos bem abertos e um sorriso bem generoso. São homens e mulheres que sempre estão nos vigiando.

Desde o primeiro compartimento da casa de Narcélio, verificamos que ela possui grafitagem de diversos tipos. A arte vai desde a escadaria cheia de flores e galhos de árvores, que se entrelaçam em perfeita harmonia, até ao escritório, onde a entrevista aconteceu. Um armário de aço também se tornou um cabeção e estava lá olhando simpaticamente para a equipe.

Narcélio prefere não grafitar nas periferias da cidade, pois a violência nesses locais é maior e às vezes uma noite de trabalho pode ser perdida por causa da falta de segurança e vandalismo de certas pessoas.

O grafite vem quebrando a mesmice visual do meio urbano. Mesmo assim ainda há preconceito das pessoas que confundem grafitagem com pichação. Os adeptos do grafite veem o seu trabalho como arte, uma evolução da pichação, visto que muitos deles começaram como pichadores, para depois se tornarem grafiteiros.

Cabeções pela cidade / Foto: divulgação

Por que você escolheu grafite para se expressar?

Narcélio: Na verdade, eu trabalho com arte em geral. Trabalho com artes plásticas, de vez em quando faço teatro, vídeos, mas o grafite é o que me acompanha desde criança. Porque eu era pichador e foi essa a forma como eu entrei no mundo da arte. Foi o meu primeiro contato com o spray.

O grafite ainda é tido como um ato de vandalismo?

Narcélio: As pessoas não veem como vandalismo não, mas também não sei se consideram como arte. Eu digo isso porque hoje o conceito de arte é tão complicado. Tem arte que é feita pra gente não entender, e algumas pessoas que fazem arte são consideradas estudiosas de arte e dizem que entendem o que estão fazendo.

Como você acha que os cearenses encaram o grafite que você faz nas caixas de transmissões telefônicas?

Narcélio: Pelo o que eu vejo, aparentemente as pessoas gostam do meu trabalho e acham interessante o grafite dos cabeções. Elas chegam perto de mim e elogiam meu trabalho. Inclusive, certa vez o Ronda do Quarteirão já parou pra olhar eu trabalhar e também elogiaram meu trabalho.

Continue lendo “De quem é o cabeção?”