[Série] Me formei, e agora?

Amanda Holanda, formada em Enfermagem 2011.2 / Foto: Arquivo Pessoal

Festa de gala, vestidos deslumbrantes, terno e gravata. Essa é a imagem que nos vêm à mente quando pensamos na tão sonhada formatura. Mas, e quando isso tudo passa? O que será que se passa na cabeça dos recém-formados? Ou seria melhor dizer recém-desempregados? Com um mercado cada vez mais exigente, muitos recém-formados se perguntam o que fazer agora que terminou o curso. Para Amanda Holanda, 23, não foi tão difícil encontrar um emprego. Ela se formou no dia 22 de dezembro de 2011 no curso de Enfermagem da Universidade de Fortaleza. Dois meses depois já estava contratada e trabalhando no Hospital e Maternidade São Francisco de Assis, na cidade de Crato, interior do Ceará. “No início tive medo, pois a concorrência do mercado profissional tá muito grande, não é fácil para os recém-formados conseguirem emprego pela experiência que o mercado exige. Mas, como meu esposo já trabalhava em hospital, então foi mais indicação”, conta Amanda.

Valmir Júnior, o segundo da esquerda para a direita no dia de sua formatura / Foto: Arquivo Pessoal

“Quando terminei a faculdade tava trabalhando numa distribuidora de móveis, mas não usava bem os conhecimentos. Tive a proposta de ficar como gerente, mas não quis, preferi sair e trabalhar em edição, que até então era um hobby”. Valmir abandonou sua área logo após se formar, ficando apenas quatro meses como auxiliar administrativo. No dia 01 de janeiro de 2009, ele estava começando sua carreira de editor. “Um dos motivos é que eu estava fazendo coisas que não gostava e sabia que lá não ia ter oportunidades de estudar como eu tenho hoje, trabalhando só 6 horas”, lamenta Valmir, que sempre almejou estudar para concurso público. Só que para isso, ele conta que precisa sair de sua zona de conforto: “É o erro que a maioria dos formados, que não estão na área, peca; achar que o mais difícil é entrar na faculdade, quando não é. O mais difícil é levar o aprendizado a sério, porque o mercado de trabalho só vai absorver os melhores, com mais conhecimentos”, aponta.

No cenário atual, muitas empresas preferem contratar pessoas que ainda estão na faculdade, ou seja, estagiários, pois além de serem jovens, entusiasmados, e todos com muita vontade de aprendizado, o custo é bem menor, e mesmo assim costumam responder bem às rotinas de trabalho. Mas e quando o estagiário é contratado antes mesmo de se formar?

Waleska Santiago em mais um dia de trabalho / Foto: Arquivo Pessoal

É o caso de Waleska Santiago de apenas 23 anos. Prestes a se formar (neste semestre, 2012.1), ela já está  contratada na empresa Diário do Nordeste como fotojornalista. Segundo ela, que passou um ano e oito meses no Laboratório de Jornalismo da Unifor (Labjor), foi uma sorte grande ter sido contratada. “Quando saí do Labjor, mostrei meu portfólio no Diário do Nordeste e logo eles me chamaram pra ser freelancer lá, nunca fui estagiária do Diário. Passei uns quatro meses trabalhando como “freela” em 2010. Em novembro fui fazer um intercâmbio (no exterior) e só voltei em abril de 2011. Quando cheguei em Fortaleza eles me chamaram pra voltar como freelancer de novo. Passei menos de um mês e já me contrataram”. Mas quem pensa que isso é uma estabilidade pode estar muito enganado. Waleska, apesar de se sentir realizada por já fazer parte do mercado, sente-se com uma pontinha de medo. “Dentro do nosso estado, eu já estou como no “ápice” da profissão. Não digo quanto a minha experiência, ainda tenho muito o que estudar e aprender, mas digo por não ter muitas opções de “onde ir”, afirma. Para ela, o fotojornalismo é um mercado muito limitado, mas sua prioridade no momento é se formar e depois passar um tempo estudando apenas fotografia.

Para a maioria dos vários novos profissionais que se formam, o grande problema é saber como entrar no disputado mercado de trabalho. E nem sempre a melhor forma de descobrir é através do estágio. Claro que ele ajuda, e assim como uma pitada de sorte, o principal é fazer aquilo que se gosta e ter foco. Assim você não precisará responder à temível indagação: “Me formei, e agora?”. No mais, só resta correr atrás.

Texto: Larissa Andrade
Orientação: Profa. Adriana Santiago 

[Série] O que vestir na formatura?

Em ocasiões especiais o questionamento é sempre o mesmo: “Com que roupa eu vou?”. Em uma festa de formatura a dúvida é ainda maior. A comemoração é única e os formandos são as estrelas da noite, por isso todo cuidado é pouco na hora de escolher o traje ideal. Segundo a estilista Zeilma Loiola, os vestidos para o baile devem ser longos, ousados e elaborados. “Os modelos que se encaixam nesse perfil e estão em alta são os vestidos com estamparia de lenço”.

Foto: Divulgação

A estilista comenta que a tradição de optar pelo prateado e dourado para compor o look ainda predomina entre suas clientes: “Eles são os mais pedidos”. Zeilma também defende a busca por modelos que sejam confortáveis e que possam ser usados por qualquer tipo de corpo, sem restrições. “Serviços como modelagem, tudo feito sob medida é a melhor forma de sentir bem no vestido. Ele tem que se ajustar a quem vai usá-lo e não vice versa”, completa.

Além da opção de fazer o vestido do baile sob encomenda, também existem alternativas como o de aluguel de roupas, por exemplo. Alexsandra Gurgel trabalha no marketing da loja Vert Et Rouge e dá dicas para homens e mulheres acertarem na escolha durante as cerimônias. “A roupa ideal para o formando masculino na missa é o terno escuro, podendo ele optar pela gravata social na cor do curso ou não, apenas a título de diferenciação dos padrinhos homens que estão acompanhando as formandas. Já no baile, o traje pode ser o smoking com calça e camisa a rigor ou o smoking e conjunto de cinta com gravata borboleta com lenço da mesma cor da cinta e da gravata”.

Para as mulheres, ela indica vestidos discretos durante a missa, e no baile modelos longos e tecidos nobres. “As formandas devem usar vestido na missa, que pode ser longo ou midi (vestidos onde o comprimento pode variar do meio da canela até logo abaixo do joelho) em tons claros e de preferência que não tenha decotes pela formalidade da cerimônia e também em tecidos leves. No baile, a formanda deve brilhar. Os vestidos deverão ser obrigatoriamente longos, de cores livres, tecidos nobres como tafetá de seda, shantung, musselinne, organza cristal, seda pura e brilho”. O preço do aluguel varia de acordo com a cerimônia. Ternos para a missa custam R$ 90,00 e o smoking para o baile a partir de R$ 150,00. A parte feminina é mais cara por causa dos detalhes e tecidos. Vestido para missa custa R$ 150,00 e para o baile a partir de R$ 400,00.

Foto: Divulgação

As tendências em acessórios vão de brincos com pedras às tradicionais sandálias douradas e/ou prateadas.“Os acessórios que estão em alta são brincos de pedras longas e expressivas com cores e formatos variados. As sandálias deverão ser confortáveis, uma vez que a formanda passará a noite inteira dançando e cumprimentando as pessoas.   As cores mais indicadas são as douradas e prateadas. Em geral as formandas não utilizam bolsas e estas são desnecessárias, pois ela receberá os cumprimentos e deverá estar com as mãos livres”. O importante é evitar a extravagância na produção e não pecar pelo excesso.

Se você ainda está indeciso(a) o conselho de Alexsandra é procurar ajuda de profissionais da área. “Hoje em dia existem empresas que entendem o crescimento desse setor das formaturas e se especializam, se prontificam em prestar consultoria e coquetéis para orientar seus possíveis clientes a fazer a melhor escolha da roupa para a realização desse sonho”, completa.

Opções não faltam para você registrar esse momento único do jeito que deseja. Afinal, o importante é se sentir bem com o que está vestindo, não é mesmo? Então aproveite as dicas e divirta-se!

Fotos: Arquivo da loja de roupas Vert Et Rouge e Google

Serviço:
Atelier Zeilma Loiola Estilista & Consultora
Rua Caetano Ximenes Aragão, 205 – Luciano Cavalcante
Fone: (85) 8894-1290

Vert Et Rouge
Av. Monsenhor Bruno, 240 – Meireles
Fone: (85) 3248-2281 / 3248-6565
Site: www.vertetrouge.com.br

Texto: Andrea Nunes 
Orientação:  Profa. Adriana Santiago 

[Série] Empresas especializam-se em pacotes turísticos de formatura

Para muitos formandos, a festa de formatura é crucial. São meses e meses de planejamento e de organização para o grande dia. Porém, para outros, o baile pode até acontecer, mas não irá mudar os planos de realização de uma grande viagem com a turma do curso. Atualmente, pode-se desfrutar de pacotes turísticos que incluem um roteiro diversificado e que estão se tornando cada vez mais tentadores.

Para os formandos, o que está fazendo a grande diferença na hora de realizar uma viagem e pagar por um pacote turístico é o grande número de ofertas de empresas especializadas. Na teoria, a fórmula parece convencer, e na prática, parece que realmente vem funcionando. As ofertas, com preços bastante acessíveis, costumam chamar a atenção dos jovens, tanto que o número de empresas dedicadas ao serviço, também está crescendo.

Foto: Divulgação

Segundo uma pesquisa feita pelo site Turismo e Variedades, entre os destinos mais procurados no Brasil por turmas de formandos estão Florianópolis e Porto Seguro. Com relação aos destinos mais procurados fora do Brasil, Bariloche tem tido uma grande procura, principalmente pela temporada de esqui, famosa no local.

Empresas como a Forma Turismo, com mais de 12 anos de experiência nesse mercado, proporciona pacotes turísticos oferecendo serviços de atendimento personalizado e com uma equipe à disposição do cliente que irá viajar. O formando que opta por um pacote turístico, espera encontrar uma boa estrutura, comodidade, além de lazer e diversão.

Com um mercado em ascensão e pacotes turísticos com roteiros cada vez mais variados, e com ótimos preços, viajar com a turma tem sido cada vez mais atraente.

Texto: Thiciane Diniz
Orientação: Profa. Adriana Santiago 

[Série] Cruzeiros: um novo mercado de formatura

Thamyres Martins, da turma de Jornalismo da Unifor 2011.2 / Foto: Arquivo Pessoal

Os cruzeiros universitários já são, em grandes cidades do Brasil, uma nova maneira dos jovens, que estão se formando, reunirem-se e comemorarem esse momento marcante de suas vidas. Com um público consumidor, geralmente, de pouca idade, e consequentemente, de poucos recursos financeiros, esta nova modalidade de festa de formatura “a bordo” ainda não é muito popular aqui em Fortaleza. Nossa cidade é  vista como destino escolhido pelos turistas de outros estados, mas não como um mercado consumidor forte para este novo ramo do mercado. Contudo, uma opção viável para os universitários daqui, que não se sentem entusiasmados para uma festa mais formal, são as várias alternativas de cruzeiros oferecidas pelas grandes agências de viagem de Fortaleza.

Foto: Arquivo Pessoal

Georges Anderson, formando do curso de jornalismo, defende a idéia do cruzeiro como opção mais satisfatória. “Eu prefiro ir a um cruzeiro marítimo a fazer uma festa de formatura, principalmente porque os custos serão praticamente os mesmos. O que mais me prende a idéia de embarcar em uma viagem como essa é o fato de ser algo novo, onde terei uma experiência bem interessante, que poderá me trazer momentos de felicidades inigualáveis!”.

Isso foi exatamente o que pensou Thamyres Martins, quando escolheu trocar o tradicional baile de formatura por um cruzeiro marítimo e afirma não ter se arrependido da decisão. “Meu cruzeiro foi uma experiência mais do que maravilhosa. Planejava essa viagem desde os meus 15 anos, mas me mudei pra Fortaleza e acabei adiando os  meus planos. Quando veio minha formatura tive a dúvida se faria festa ou viagem e em pouco tempo me decidi pela viagem já que era um sonho de longa data. O cruzeiro superou minhas expectativas eu achava que seria uma grande experiência, mas quando cheguei e vi a estrutura, as festas, as pessoas tudo aquilo fazia parte de uma realidade que eu nem esperava viver. A viagem durou uma semana com saída de Recife, passando por Salvador e Rio de Janeiro. Pude além de aproveitar o conforto do navio, conhecer esses destinos e seus pontos turísticos. “

Foto: Arquivo Pessoal

Ela nos conta também que o navio onde ficou se chama “o Soberano”, o maior navio da CVC. Durante os sete dias houveram festas temáticas na proa do navio, noite de gala, festas temáticas nas boates, cassino e uma equipe de animação que passava o dia inteiro entretendo os passageiros na piscina e nos bares. Além do fato de terem comidas e bebidas liberadas o que dava a sensação que a festa nunca acabava.

Segundo Wiviane Alves, vendedora da CVC, os destinos mais procurados são: Santos, Rio de Janeiro e Salvador. As temporadas de navio da operadora de viagens funcionam de novembro até março e podem se estender até abril dependendo da procura do público.

A agência de viagens STB nos disse que ainda não trabalha nesse mercado de viagens, pois nunca foi procurada por nenhuma comissão de formatura para organização de um roteiro deste tipo.

Serviço:
Local: CVC – agência de turismo
Contato: Wiviane Alves – vendedora da CVC Agência North Shopping
Principais destinos: Santos, Rio de Janeiro e Salvador
Preço: Entre R$ 1.500 a R$2.500 reais, variando conforme o número de dias do cruzeiro.

Texto: Daniely Araújo
Orientação:  Profaaa. Adriana Santiago 

[Série] A importância do anel de formatura

Baile, colocação de grau, ato ecumênico são algumas das etapas que fazem parte da formatura. Outro ítem cheio de significado e importância para representar esse momento é o anel. A peça geralmente é confeccionada em ouro e com detalhes que representam o curso do formando.

Suzane Saldanha, formanda do curso de Jornalismo da Unifor / Foto: Arquivo Pessoal

A jóia é tão importante para alguns concludentes que a festa de formatura não se faz necessária. É assim para a estudante de jornalismo, Suzane Saldanha, que se forma neste semestre.

Suzane conta que o anel de formatura tornou-se uma tradição na sua família. “Vou ganhar o anel de formatura da minha avó. É uma tradição na família, sempre que alguém se forma, ela dá um anel. Como ela não teve oportunidade de estudar, valoriza muito quando alguém da família se forma”, orgulha-se.

Já para Eduardo Buchholz, que também se forma neste semestre em jornalismo, este detalhe (o anel de formatura) não foi lembrado e, para ele, não representa um significado especial. Mesmo assim, o quase jornalista fala da importância do anel. “Mesmo não depositando nenhum significado especial ao anel de formatura, agora pretendo ter um. Ele marca a vida profissional. É o simbolo de um ‘ritual de passagem’, neste caso, da vida acadêmica para o mercado de trabalho”.

Pedras e cursos

Foto: Divulgação

Os anéis de formatura simbolizam a eternidade da sabedoria e levam pedras preciosas que contém o significado especial para cada profissão.

Por expemplo, para os formandos dos cursos de ciências exatas, como administração, a pedra que representa as profissões ligadas à área, é a safira – que significa a sabedoria, exatidão e a verdade dos propósitos.

Já quem é da área da saúde, pode ostentar em seu dedo um anel de esmeralda, que simboliza a arte da cura.

Para os profissionais de Comunicação Social, a pedra escolhida é a safira azul. Para os advogados, o rubi. Vale lembrar que a cor das pedras mudam de acordo com o conselho de cada curso, por exemplo, o curso de Jornalismo pode ser representado pela safira azul, ametista e o rubi.

Serviço:

Quer saber qual a cor da pedra que representa a sua profissão? Basta acessar o aqui.

Texto: Renata Pimentel
Orientação: Profa. Adriana Santiago