5 seriados para assistir nas férias

O período das férias chegou e com ela o tempo livre. Os seriados vêm cada vez mais ganhando destaque com super produções. Separamos cinco para ‘matar’ o tédio durante esse tempo:

Demolidor

demolidor

Inspirado no personagem dos HQs da Marvel, a série conta a história do Super-herói, que após um acidente envolvendo produtos químicos aos nove anos perdeu a visão, mas fez com que ele desenvolvesse outras habilidades sensoriais. Matt Murdock atua como advogado pela manhã e à noite ele utiliza essas habilidades para combater o crime no perigoso bairro que mora, Hell’s Kitchen. O seriado ganhou destaque por ser fiel aos quadrinhos, por atrair até os que não são fãs de quadrinhos e super-heróis, e por ter um protagonista mais “humano”, sendo assim mais fácil de se identificar. Enquanto outros heróis tentam salvar o planeta de monstros e robôs com seus superpoderes surreais, o demolidor tenta apenas manter seu bairro em paz.

Rupaul’s Drag Race

RPDR5

Idealizado pela famosa Drag Queen americana RuPaul, o programa mostra a busca de uma uma sucessora ao cobiçado título de “America’s next drag superstar”. Os candidatos mandam vídeos de inscrição e são selecionados 14 destes para participar da competição. Ao longo do programa, Rupaul determina desafios individuais e em grupo, que serão julgados por uma banca que recebe convidados famosos a cada episódio que, periodicamente, tem uma Queen eliminada até sobrarem apenas três, as quais disputam a coroa no último episódio. O Reality, que vai para a sua oitava temporada, vem ganhando destaque por divulgar a arte das Drag Queens, além de quebrar preconceitos e trazer representatividade com queens negras, latinas, obesas e asiáticas.

Sense8

sense8

A nova série do Netflix, criada pelos irmãos Wachowski (responsáveis pela saga Matrix) une ficção científica e drama. Oito desconhecidos ao redor do mundo começam misteriosamente a compartilhar sensações, pensamentos e até habilidades entre si, devido a uma evolução genética. O seriado traz um roteiro original e conta personagens de diversas etnias, culturas e lugares: do galã mexicano que esconde ser gay à empresária coreana, que luta vale tudo em segredo. Ao longo da trama, eles vão se ajudando nos problemas do dia a dia lutando para fugir de uma corporação que deseja acabar com os sensates.

Game of Thrones

gameofthrriens

Baseado série de livros de R.R. Martin “As crônicas de Gelo e Fogo” , Game of Thrones gira em torno da batalha pelo Trono de Ferro, que garante a sobrevivência durante o temido inverno que está chegando. A história se passa em Westeros, um espécie de Europa Medieval. Durante o seu desenvolvimento, a série mostra o jogo de traições e alianças entre as principais casas (famílias) em busca do poder nos sete reinos. O enredo envolve dezenas de personagens, com muita ação, drama e mortes que prendem o espectador.

Orange Is The New Black

orange-is-the-new-black-poster

Após ser condenada a cumprir 15 meses de pena por transporte de drogas a pedido de sua ex-namorada, a traficante internacional, Piper, é obrigada a interromper sua vida de noiva de classe média alta  para passar uma temporada na cadeia. Lá, ela vai reencontrar sua ex-namorada e ter um choque com a realidade e com as dificuldade irá passar. O enredo do seriado não se foca apenas na história de Piper, a cada episódio é mostrado um pouco da história de cada uma das detentas e como elas foram parar na prisão. A terceira temporada, recém lançada, foi aclamada por trazer temas como estupro, transfobia, maternidade e minorias religiosas. Ela também ganha destaque por ser considerada feminista. As mulheres são o foco da história, entre elas negras, trans, gordas, velhas, latinas, lésbicas e é predominante produzida, editada e atuada por mulheres.

Texto: Mariana Evangelista

Anúncios

[Claquete] A perturbada criação de uma grande rede social

a rede social

Um jovem estudante de Harvard decide, em uma noite de término de namoro e de muitas garrafas de cerveja, criar um website em poucas horas intitulado ‘FaceMash’ com uma espécie de ‘book’ com as garotas mais atraentes da universidade onde o usuário que acessasse o site poderia votar na mais bonita. Esse garoto, hoje um dos jovens mais ricos do mundo, chama-se Mark Zuckerberg, criador da maior rede social até o momento, o Facebook.

O filme A Rede Social traz ao espectador a conturbada criação do site de Mark, o qual passou por processos judiciais para poder chegar aos números que possui hoje. Eduardo Saverin, brasileiro e melhor amigo de Zuckerberg, torna-se seu diretor financeiro e cofundador do Facebook. Diante do projeto embrionário dos dois, Mark conhece os irmãos gêmeos Winklevoss, que o querem como desenvolvedor de uma rede social entre os alunos de Harvard. Ao exporem algumas ideias para serem utilizadas no site, Zuckerberg, segundo o filme, utiliza as ideias dos gêmeos e as incorpora ao seu projeto.

O drama ganha força quando Sean Parker, interpretado pelo cantor e ator Justin Timberlake, conhece Eduardo e Mark. Com ideias para o projeto e com vários contatos de investidores para o Facebook, Sean acaba sendo o pilar para o término da amizade de Mark e Eduardo. O Facebook cresce, chega a outras universidades americanas e a Europa, investidores começam a apostar na marca da rede, a qual atinge 1 milhão de usuários e é comemorada em uma cena do filme.

A Rede Social não possui algo espetacular que deixará o espectador comentando o filme durante dias ou semanas, mas é bem escrito, interpretado e conta uma história interessante sobre uma das pessoas mais influentes no mundo de hoje. Como Mark Zuckerberg não participou da produção do filme, o curta ganha ainda mais curiosidade para ser assistido, pois deixa de aparecer qualquer propaganda de “bom moço” a figura de Zuckerberg, que tem um desfecho de sucesso com o crescimento da rede, mas com um ar de solidão.

Texto: Nícolas Brandolim

Ficha Técnica

Direção: David Fincher

País: EUA

Ano: 2010

Gênero: Drama, Biografia

[Entrevista] Professor e cineasta cearense analisa o cinema nacional

19 de junho de 1898, a data marca as primeiras imagens registradas no nosso país no século XIX. O diretor italiano Alfonso Segreto filmou cenas da baía de Guanabara a bordo de um navio e essa viria a ser a primeira cinematografia em território nacional. Em homenagem a esse dia, entrevistamos o diretor e roteirista cearense Glauber Filho. Formado pela UFC em jornalismo, Glauber dirigiu filmes como As mães de Chico Xavier e Bezerra de Menezes: o diário de um espírito. Ele fala sobre a situação do cinema brasileiro.

editada

Na foto, o professor e cineasta Glauber Filho

Como você vê o cenário atual do cinema brasileiro?

Eu acho que a gente tem um cenário bem promissor, estamos com histórico de várias políticas de desenvolvimento do setor por parte do governo federal e algumas coisas do governo estadual, então isso fomentou muito a industria. O Brasil é um dos poucos países que produzem conteúdos audiovisuais, cinematográficos, e a gente vê filmes bem competitivos em relação ao cinema norte-americano. É lógico que não chegamos ainda, não diria de qualidade, mas em uma dimensão de toda a lógica de produção e de distribuição do filme como tem a máquina americana, mas se consegue ver uma evolução do nosso cinema conquistando esses vários espaços, um cinema bem diverso que por outro lado também representa um valor artístico e cultural para o país.

Sempre existiu um certo preconceito por parte do público. Hoje isso mudou?

Eu acho que o preconceito também evolui e passa. Houve um período em que o preconceito vinha  por conta dos filmes de pornochanchadas. Eram realmente filmes de baixa qualidade e tinham um conteúdo imoral, que influenciava na opinião, então isso fixou na memória do público. Mas eu acho que o problema mesmo é um processo de aculturação dos Estados Unidos, nós somos muito dominados  pela cultura norte-americana, em tudo. Tudo tem que ser americano e eu acho isso terrível. Não que você não possa ter um gosto diverso, mas acho que tem um grande problema com o sujeito que só gosta disso.

No que o cinema brasileiro se inspira hoje?

Acho que o cinema brasileiro é bem diverso, tanto que a gente vai ver adaptações, vai ver filme que buscam mais a ficção, os que já ensaiam a ficção científica, dramas, romances. Se fosse para generalizar, acho que são filmes com um maior contato com a realidade. São histórias reais e possíveis, comuns. É uma característica do cinema brasileiro de uma maneira geral. Ele é muito factual. Essa conexão com a realidade, é quase que documental.  

Que filmes você indicaria para quem quer conhecer o melhor do cinema brasileiro?

Isso depende da pessoa. Eu não indicaria nenhum filme, eu indicaria ter curiosidade, tirar o preconceito e procurar os filmes, porque são muitos e eles não conseguem a distribuição massiva e são filmes maravilhosos. É uma contradição porque, às vezes, o público tem uma ideia do cinema brasileiro de uma forma preconceituosa, mas ele não tem, por exemplo, uma ideia da série televisiva de uma forma preconceituosa.

Texto: Deborah Tavares e Mariana Evangelista

Foto: Letícia Carvalho

[Foca Nessa] Aplicativo permite a visualização instantânea de fotos durante alguns segundos

snapchat

Sabe quando você quer mostrar uma foto para um amigo, mas não quer que ela fique salva na memória do celular dele? É para isso que o aplicativo Snapchat, desenvolvido pelos americanos Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown, serve. O app é voltado para o compartilhamento rápido de fotos, com formato simples e de fácil utilização.

O desenvolvimento do aplicativo conta com uma tela onde, com o auxílio da câmera traseira ou frontal do aparelho eletrônico, é possível bater foto ou filmar. Após tirar o retrato, é possível aplicar na imagem efeitos e também sinalizar o horário, a temperatura que está fazendo no local, escrever na foto, entre outros recursos.  A foto pode ser apresentada apenas para alguns amigos ou ir para o histório em que todos podem acessar durante 24h.

O tempo para que as imagens apareçam para as pessoas vai de 1 a 10 segundos, do qual pode ser definido pelo dono da foto. Apesar de poder salvar as fotos que são tiradas, a desvantagens do programa é que as fotos só são compartilhadas no próprio aplicativo e só pode visualizar quem também tiver conta no app e for adicionado como seu amigo.

Atualizações

Como todo aplicativo, o snapchat passou por diversas modificações ao longo de sua história. Uma das mais atuais é a possibilidade da chamada de vídeo através do próprio aplicativo, onde a pessoa pode falar com alguém que esteja longe e mostrar o que está fazendo naquele momento para a pessoa ou simplesmente mandar uma mensagem sobre o que achou da foto que o amigo mandou. Também veio a possibilidade de visualizar uma foto mais uma vez.

Também é possível enviar vídeos das marcas de comunicação conhecidas, que fazem propagandas de seus produtos através do aplicativo na parte de discover, e mandar aos amigos escrevendo algo em poucos caracteres, mostrando sua opinião sobre aquilo que foi reproduzido no vídeo.

Texto: Larissa Vieira

Ficha Técnica

Aplicativo: Snapchat

Disponível nas plataformas: iOS e Android

Época de lançamento: setembro de 2011

Criadores: Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown

[Claquete] Muito mais que um jogo

The Untitled Madela Project

Baseado em uma história real, Invictos mostra o poder de união que um esporte pode trazer a uma nação. Os anos 90 trouxeram consigo o final do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid. Entretanto as ideologias do regime ainda se mantinham vivas dentro da sociedade sul-africana. Quando Nelson Mandela (Morgan Freeman) é eleito presidente, muita desconfiança é gerada a respeito de seu mandato. Brancos e negros visivelmente ainda tinham dificuldades de conviver.

Madiba, nome carinhosamente dado a Mandela, percebe no rugby uma chance de mudar a realidade histórica de segregação que existia no país. A África do Sul estava prestes a sediar a Copa do Mundo da modalidade e Madiba decide apoiar a desacreditada seleção nacional. O apoio do presidente já representava um grande passo em busca da união, pois a seleção sempre foi uma das marcas da segregação que existia no país: seu elenco era composto por 21 jogadores, dos quais apenas um era negro. Após uma conversa com Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, o futuro dos Springboks (apelido da seleção) começa ser mudado.

A equipe passa por uma reformulação ideológica, liderada por seu capitão, com um novo ânimo após conhecer Mandela. O time passa a visitar os bairros mais afastados e pobres do país, o que acaba por gerar uma identificação com sul-africanos que sempre haviam vivido à margem da sociedade. A Copa do Mundo acaba sendo muito mais do que simples partidas de rugby, um país inteiro é transformado jogo após jogo.

Apesar de o filme retratar a trajetória da seleção de rugby, a dimensão histórica dos fatos está totalmente presente dentro da trama, tornando o filme agradável não somente aos fãs do esporte. As marcas deixadas pelo apartheid e a história de vida de Nelson Mandela estão totalmente ligadas ao enredo.

Texto: Gabriel Borges

Ficha Técnica:

Direção: Clint Eastwood

Ano: 2009

País: EUA

Gênero: Drama, Biografia, Histórico